Reflexões Femininas

Archive for the ‘Maternidade’ Category

Inseminação artificial

leave a comment »

Fraternas,

Simplificando dentro do que me informei, hoje existem formas de propiciar a concepção sem ser através do conluio sexual natural por inseminação do esperma injetado diretamente no cérvix com uma seringa ou os espermatozóides removidos da maior parte de outros componentes do fluido seminal podem ser injetados diretamente no útero em um processo chamado inseminação intrauterina, esse tipo de inseminação também pode ser combinado com inseminação intratubária, que é a inseminação diretamente dentro das trompas/tubo de falópio e uma forma mais elaborada que é a fertilização in vitro, na qual tanto o ovo quanto o esperma são unidos fora do corpo da mulher e introduzido no útero. Pela lei brasileira, a grosso modo, a inseminação artificial só pode ser realizada por médicos habilitados a tal procedimento em mulheres casadas e que haja diagnostico de infertilidade para o casal, maiores de dezoito anos e que não sejam deficientes mentais ou se houverem doenças de ordem génetica ou infecciosa.

Bom… Ser fecundada por inseminação artificial é uma coisa muito séria e complexa, é algo que se deva compreender em seus múltiplos ângulos, há muito venho querendo compreender isso melhor, mas com a vida corrida e também por pura preguiça de encarar a indigesta realidade do meu tempo, fui protelando e já tinha até me esquecido de compreender isso, mas para minha surpresa me foi endereçada uma matéria, sobre a inseminação artificial muito curiosa, daí fui meio que instigada a pensar e, por mais estranho que possa parecer, esse endereçamento veio justamente por iniciativa espontânea de um homem. Em resposta ao  Max Rodrigues  tentei refletir sobre seu conteúdo dentro de meus valores Pró Vida, e posteriormente desdobrei esta resposta em textos: Fecundação de laboratório, Pai anônimo e Produção independente.

Fecundação de laboratório

A inseminação artificial, a principio, deveria ser um recurso para casais que não pudessem ter filhos de forma natural e por intermédio da ciência alcançassem esse bem, mas infelizmente as coisas estão bem diferentes do projeto original… Casais heterossexuais com o amor e afinidades à reprodução são cada vez mais raros de ser ver. E mulheres solitárias e/ou misândricas recorrendo ao artificio para serem mães e terem suas famílias de sangue, querendo ou não de base matriarcal… Tudo muito louco…

Creio que esse novo “fenômeno” de consumo tende a aumentar. Com a crise de relacionamento entre homem e mulher que vêm piorando e cristalizando nas últimas décadas, se não houver uma revisão na relações entre o homem e a mulher a humanidade vai acabar, pois a união amorosa procriadora natural entre macho e fêmea da espécie está entrando em extinção.

O que vejo nisso é que a cada dia o homem e seu amor vêm sendo abstraído pelas mulheres por vontade própria ou por força da inacessibilidade a esse bem, o sêmen não, o sêmen continua indispensável na maternidade e mesmo com esse modo meio Neo Amazonas de ser mãe, sem homem nem amor de homem, sem acasalamento, muito do ritual de fecundação permanece, mas reciclando-se no emprego da tecnologia e assim as mulheres terceirizam a tarefa de selecionar genes aos laboratórios dos bancos de esperma. Mas continuam levando a máxima consequência sua feminilidade, a maternidade em si. O cruel é o sacrifício dos zigotos excedentes, crueldade e desperdício desnecessário dessas clínicas em não “trabalharem” apenas um óvulo a cada tentativa de gravidez, essa maldade é efeito da avareza e usura dos proprietários do negócio e omissão cúmplice da sociedade. E o incrível disso tudo é que a principio estas clínicas foram criadas para atender a mulheres e homens que não podiam ter filhos de forma natural…

Pai Anonimo

Os bancos de esperma primam pelo anonimato dos doadores. Em minha opinião o anonimato pode ser bom em muitas circunstancias da vida, uma pessoa pode namorar a outra sem nem saber seu sobrenome, pode até sequer saber seu nome, mas numa seleção de genes para o próprio filho a coisa não pode ser assim. É extremamente perigoso terceirizar a antipática mais imprescindível tarefa de selecionar genes, nesse ponto da vida feminina não há como modernizar muito, os vegetais sim que podem ter intermediários em sua reprodução com pleno êxito Com seres humanos isso pode causar uma má sorte não só ao filho, mas a demais descendentes da mulher que se arvora a passar sua tarefa natural de fêmea a uma clinica de inseminação artificial aceitando um “selo de qualidade” sem ser do seu próprio faro e intuição e até com essas capacidades se uma mulher pode errar na seleção quanto mais com “medidores” generalizantes.

Numa clínica dessas, mesmo com doadores saudáveis, não há como verificar a compatibilidade entre as constituições genéticas, apenas o básico como o tipo sanguíneo, por exemplo, mas isso não é simples assim, há outras coisas nisso como, por exemplo, a questão da neutralização e potencialização de doenças e imunidade, uma pessoa com tendência a obesidade e uma com tendência a anorexia podem mesclar suas constituições numa fecundação e favorecer assim a saúde de seu filho com uma neutralização dessas doenças na herança genética dele, já ambos com tendência a alguma doença potencial que escape aos exames da clinica, seria potencializar uma má sorte para o filho, por isso os critérios não podem ser tão superficiais. Não há como ter tanta certeza de que não haveria esse risco numa inseminação artificial, já que é uma escolha feita no escuro. É pelos ferormônios que se pode sentir o cheiro da doença e da saúde no corpo de numa pessoa, isso é um dos mecanismos naturais e o verdadeiro de defesa e evolução da espécie, porque doenças podem ficar incubadas inertes na pessoa de forma tão traiçoeira que exames mesmo com alta tecnologia não poderiam detectar, sem contar que a todo dia novas doenças aparecem e nem sempre a ciência tem respostas imediatas e exames para detecta-las. Portanto, mesmo que um laboratório seja sério, ainda assim, o risco do óvulo ser fecundado com má sorte é muito grande, não vale a pena.

Produção independente

Essa é uma coisa muito bruta para as crianças que nascem desse negócio entre as partes interessadas, estes excluem os interesses das crianças. E a criança sabe do pai como se fosse um morto que nunca tivera conhecido, mas sabendo que vive então se trata a nível sentimental de uma criança órfã de um pai morto-vivo, Muito ruim isso.

Criança precisa de mãe e de pai, mesmo que sejam meros mortais bem banais e que nem acrescentem muito ao universo infantil onde a criança se elabora sensível e cognitivamente, ainda assim são representações do feminino e do masculino, da dualidade universal, do Tao na vida da cria. Claro que o ideal é mães e pais unidos e presentes no cotidiano na vida da criança, mas nem sempre isso é possível e na ausência da união, esse estado-sentimento, é ate melhor que o casal se dissolva a perturbar o desenvolvimento da cria em feiuras de relacionamento, que podem contagiar a cria e fadá-la a reproduzir a maldição em sua vida adulta, fora as tantas outras sequelas nefastas que a desunião sob um mesmo teto promove, mas a suprimir uma das duas partes que compõem o Tao para o pequeno que vai precisar dessas referencias para crescer e Ser de fato, aí é privação para a cria demais da conta… A mulher e o homem podem e devem se separar se a união entre eles faliu, mas o pai e a mãe não podem se separar da criança porque não se querem mais.

Creio que o mínimo que se deva garantir a uma criança é desfrutar do saber e companhia da mãe e do pai, mesmo que este tempo em sieme seja curtinho e espaçado, mas deve ser em essência de alta qualidade amorosa, e isso implica tanto os beijos como as palmadas, tanto os aconselhamentos e orientações como as broncas e as misericordiosas vigilâncias maternais, de mãe-fêmea, e paternais, de pai-macho. Mesmo nesse caso das mulheres lésbicas que isso não poderia, obviamente, dar de forma plena, não vale negar a figura do pai e dar apenas informações frias às crianças, sem história emocional, sem contexto afetivo, isso é surrupiar um direito da criança ao exercício das vivencias com um pai, dos laços e sentimentos, da referencia masculina e do respeito filial a um pai. A produção independente feita em laboratório também por seu caráter de exclusão da vivencia com o pai não é saudável para as crianças, nem mulher que acaba por ter que acumular o papel de mãe e pai, o que normalmente é excessivo e improprio a natureza feminina, e que não muito raro não da certo fazendo com que o papel feminino de mãe seja prejudicado e o masculino de pai seja ineficiente também. Ao final a mulher pode deixar a desejar nos dois papeis, e nem é bom para os zigotos excedentes que acabam por ser usados como coisa em pesquisas diversas, ou seja, são abortados.

Bom… concluo torcendo para que a crise entre os sexos se resolva e apenas em casos especiais se faça uso de inseminações com o auxilio da ciencia, e que esta seja responsável para não haverem zigotos excedentes abortados, sendo estes casos como os dos casais que não podem ter filhos de maneira natural e o das mulheres que por força de seus destinos só tenham essa opção para fazer valer seu dom da maternidade sem o bem da amorosa parceria matrimonial, subscrevo-me,

Fraternamente,

Símia Zen

Anúncios

Written by Símia Zen

19/06/2011 at 15:45

Publicado em Maternidade

Tagged with

Aborto pelo SUS: Um extermínio classista velado.

leave a comment »

Fraternas,

Nesta carta, vou focar na mazela nefasta que está embutida no discurso que defende a legalização do aborto usando a realidade das mulheres pobres como desculpa para esta barbárie.  O  argumento  é que o aborto deveria ser descriminalizado porque a mulher pobre aborta em lugares com má qualidade para a sua saúde por não terem dinheiro pra pagar abortos caros em clínicas de luxo. Ou seja: de acordo com esse argumento, clínica para assassinar o próprio filho na barriga deve ser de boa qualidade com toda segurança para a saúde e conforto para a mulher pobre e eficiência na matança do inocente,  daí, se for legalizado o aborto também deverá entrar no repertório de atendimentos pelo SUS como qualquer cirurgia comum, portanto. E que os abortos baratos clandestinos são feito carniceiros e sem higiene, como se os aborteiros que cobram caro não fossem carniceiros imundos nem clandestinos também, ou que aborto caro ou feito pelo SUS não fosse danoso à saúde da mulher com qualquer poder aquisitivo.

Bom… Esse argumento não faz sentido, mesmo que a matança fosse feita na rede hospitalar pública, custeada com os nossos impostos, o aborto continuaria a ser danoso a saúde da mulher e os médicos que executassem esse serviço abominável seriam igualmente carniceiros, pois aborto ilegal ou legal é carniceiria de fetos de qualquer maneira. Ademais os efeitos colaterais do aborto atingem a mulher num âmbito muito maior que só o do corpo, atinge ao psicológico, e já são oferecidos tratamentos para as seqüelas físicas e psicológicas que arranjam abortando nos postos de saúde pública assim como de patologias com outras origens.

A razão verdadeira desse papo humanitário “caô” não é o bem estar das mulheres pobres com atendimento público para matarem seus filhos dentro da barriga com conforto e segurança, o que está por traz desse uso da imagem da mulher pobre para seus próprios interesses egoístas de sexo irresponsável e é uma intenção de facilitar e, por efeito, incentivar as mulheres pobres a abortarem, pois se realmente essa gente pro aborto tivesse preocupação com as mulheres pobres lutariam sim por sua saúde e segurança de fato, lutariam para que elas evitassem a gravidez indesejada e não o aborto que todos sabemos ser altamente danoso ao corpo e psique da mulher, independente se a colher de curetagem ou bomba de sucção forem de lata ou de ouro, paga ou de graça, porque tanto na pobreza como na riqueza, na clandestinidade ilegal ou na maca pública o aborto é assassinato de filho ainda quando está indefeso se formando dentro do ventre, portanto, nunca poderá haver bem estar para mulheres pobres ou não na prática do aborto.

O verdadeiro motivo para esse papo de bem estar da mulher pobre é apenas uma desculpa para “otimizar” a pratica do sexo irresponsável de mulheres e homens hedonistas que nem são paupérrimos coisa nenhuma, com essa máscara de humanismo (conveniente), acabam por convencer os desavisados que poderia ser até uma maneira de controle da natalidade para não ter crianças abandonadas nas ruas, o que também não procede, pois atualmente se faz necessário certo controle da natalidade realmente, mas nunca seria humanitário se fosse através de aborto ou esterilização em massa na população desvalida.

Lembrando: Quem utiliza mais os serviços dos hospitais públicos são as mulheres pobres, as de classe média costumam ter planos de saúde particulares. Daí nada nos garante que o nossos impostos não seriam usado para dizimar a população pobre ainda nos ventres…

É verdade que hoje existe uma superpopulação na miséria, que põe em risco a segurança da parte da sociedade contribui com trabalho e impostos ao bem comum, pois como não há empregos para todos e a distribuição demográfica está desordenada, acabam que os grandes centros urbanos ficam sobrecarregados de gente competindo postos num mercado de trabalho que já não atende aos profissionalizados, e há ainda inúmeros profissionais desempregados vivendo sob o custeio de suas famílias. Fora o fato de que o planeta não pode garantir boa vida a uma quantidade maior que seu sistema ecológico permite.

O controle da natalidade através de um bom planejamento familiar se faz necessário para todos indistintamente, mas por conta de uma reprodução exagerada o controle da natalidade se faz mais urgente para a grande quantidade de gente paupérrima sem oficio que vive de forma indigente pelas favelas e ruas das cidades, e que na luta pela sobrevivência imergem na delinquência e se reproduzem de forma totalmente irresponsável aumentando o caos urbano cada vez mais, claro que isso não é o que a parte da sociedade contribuinte quer, mas ao invés de pressionar os governantes a resolverem esse problema criando postos de profissionalização e de trabalho e principalmente a promoção de uma distribuição demográfica coerente além da prevenção da gravidez indesejada. O que se percebe é que o desejo coletivo dos contribuintes é que a pobreza seja resolvida com um passe de mágica, para os uns até que as pessoas pobres sumam pura e simplesmente, mas isso não acontece por milagre como seria o mais conveniente aos que não querem se preocupar com isso. Não há como ignorar esse grande problema, tem é que cuidar dele de forma humanitária de fato, isso é valorizando a vida e não matado a vida.

Mas claro que se nossa superpopulação paupérrima diminuísse sua reprodução como o tempo diminuiria em quantidade e assim seria possível a inclusão na educação de qualidade profissionalizante e no mercado de trabalho dessa então menor quantidade de gente a margem da sociedade contribuinte, isso traria muitos benefícios a todos indistintamente, muitas das doenças e a criminalidade poderiam diminuir, por exemplo. Daí a esse papo pro aborto tentar, de forma velada, promover dentro dos ventres pobres esse modelo de controle da natalidade “nazi” não cola, ou seja, na crença que os filhos da população paupérrima serão delinqüentes abandonados nas ruas ameaçando os cidadãos de bem é um mega hipocrisia, na verdade esse discurso pro aborto sugere de mansinho é uma pena de morte preventiva. Isso não tem nada de humanitarismo, isto é um sórdido egoísmo, porque o aborto não pode ser visto como medida de controle da natalidade. Aborto é extermínio, até que se incentive a um planejamento familiar responsável com a prevenção de gravidez indesejada, mas nunca com um holocausto intra-uterino.

Fraternas, quando o aborto é visto como controle da natalidade é porque a coisa já chegou ao nível máximo de insanidade, pois se controla a natalidade prevenindo antes da gravidez, com a ligadura de trompas provisória, por exemplo, não fazendo extermínio em massa. Por isso todas as pessoas que guardam sua decência e lucidez não aceitam esse horror, muito menos se dispõem a pagarem impostos para tal crime absurdo ser cometido em nossos hospitais públicos.

Contando que as pessoas que por ventura leiam essa carta virtual,auxiliem com seu potencial humano com os esforços que  muitas outras fazem para que essa prática injusta e desumana que é o aborto seja erradicada em nossa terra natal, subscrevo-me,

Fraternamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

01/02/2011 at 04:35

Publicado em Maternidade

Tagged with

As mulheres com baixa renda não precisam abortar, podem evitar a gravidez indesejada de graça.

leave a comment »

 

Fraternas,

Nesta carta virtual sobre o aborto, priorizei refletir sobre a problemática das mulheres com baixa renda ante ao crime de aborto, porque acho que este ponto carece de mais atenção por parte de todos, até na “blogsfera”, já que também neste espaço de comunicação podemos nos mobilizar para ajudarmos na erradicação dessa barbárie medonha em nosso país.

As mulheres com baixa renda que abortam, normalmente por gravidez indesejada, sofrem da síndrome do “medo do dia de amanha”, no sentido de que não têm recursos e com mais filho teriam que dividir o que já não têm para os nascidos e nem para si. Sabem que não têm perspectiva de melhora econômica porque não têm o “passaporte” para outra categoria com mais valência econômica e se sentem socialmente indigentes e apartadas. Elas têm consciência que se não tiverem aumento da ajuda estatal, caridade de alguma ONG ou igreja, elas não poderão alimentar seus filhos. Estas mulheres não contam nem esperam apoio material do homem, já que seus homens estão em igual indigência. Mas ao contrario que a propaganda pro – aborto diz não são estas as que fazem mais aborto, estas são as que têm mais filhos. Muitas até para receberem os auxílios à gestantes e para se valerem dos filhos na ajuda ao orçamento familiar e para não serem mendigas na velhice. Ademais hoje há um crescente de filias das igrejas evangélicas sendo implantadas nos locais mais pobres, e orientando as mulheres que vivem lá a se comportarem de acordo com suas premissas, que não inclui o aborto – o que é ótimo – e se orientarem a elas na prevenção a gravidez indesejada fica melhor ainda, porque é melhor para os filhos virem ao mundo de forma planejada para que seus pais lhes garantam o mínimo indispensável para se desenvolverem de forma sadia.

Bom… O preço de anticoncepcionais com certeza é bem mais barato que o preço dos abortos, existem pílulas anticoncepcionais bem menos nocivas a mulher que o aborto, o uso de espermicidas  é inofensivo e também podem evitar gravidez mesmo que a camisinha estoure, e existe a camisinha feminina, além de tudo isso ainda  há a opção da ligadura de trompas reversível que é muito mais saudável para o organismo  que o aborto. E se a mulher de baixa renda quiser pode conseguir esses benefícios de graça em postos e hospitais da rede pública.

Na nossa sociedade existem os muitos mecanismos para proteger a mulher e as crianças pobres, se isso não ocorre como deveria é porque a praga da corrupção  sabota o bom funcionamento de nossa “maquina” de organização e convívio social. Mas mesmo o país sendo sugado pelos corruptos nefastos , ainda assim existem muitos programas de assistência pública e privada que atendem a mulher com baixa renda na questão da maternidade e de amparo aos seus filhos, no entanto, não é possível resolver o problema de todas, a curto prazo, porque existe uma mega população excedente aos limites dos mercados de trabalho  e sem poder de consumo não só no Brasil mas no mundo, e que migram clandestinamente de um país para o outro em busca de melhores chances de sobrevivência, por isso não é um país em separado que poderá resolver essa tragédia que só se resolve em ação planetária: Mas pensando no caso das mulheres com baixa renda brasileiras, igual as demais da superpopulação pobre planetária, a prevenção da gravidez indesejada é coisa de sobrevivência, porque mesmo com os auxílios a indigência ainda continua. Não precisam abortar, se não querem ter mais filhos é necessário não engravidar.

Nos postos de saúde pública são distribuídos anticoncepcionais simples, para os mais complexos, como a ligadura de trompas reversível, por exemplo, se houver indicação formal do ginecologista do posto, a mulher pode recorrer aos hospitais públicos com mais disponibilidade para atender as necessidades da população feminina, isso se aplica aos casos de mulheres que não podem tomar pílulas ou são alérgicas ao material das camisinhas, por exemplo, e se ainda assim ela estiver com dificuldades, pode recorrer ao serviço de assistência social do hospital que irá orientá-la e dar um suporte operacional para ela resolver seu problema junto às instituições públicas ou privadas de auxilio gratuito a mulher pobre. Em todo esse processo ela receberá atestados médicos e/ou outros que lhe valham a ter a falta abonada no trabalho, sem prejudicar seus vencimentos, ela só precisa correr atrás dos seus interesses antes que a gravidez indesejada ocorra.

Claro que isso demanda esforço porque ela encontrará inúmeras dificuldades estruturais como madrugar nas filas para conseguir uma senha e ficha para ser atendida sabe se lá quando, por exemplo. mas se ela se propuser a evitar a gravidez indesejada ela consegue, pois só há dificuldades e não impedimentos. Impedimento é algo muito grave que impossibilita alguém a resolver seu problema, se a mulher com baixa renda não tivesse onde nem como buscar a solução para evitar a gravidez indesejada então estaria na impossibilidade de se prevenir para não engravidar de fato, mas existem os contraceptivos, a permissão legalizada ao uso deles e os locais de distribuição gratuita, então as filas são apenas dificuldades a serem enfrentadas e transpostas. Ademais entre custo e beneficio com certeza as horas e horas de espera numa fila serão melhores que todo o sofrimento que uma mulher pode passar numa gravidez indesejada e pratica do aborto, independente das implicações legais referente ao crime de assassinar o próprio filho, ser inocente e indefeso dentro da barriga.

Contando que cada uma das mulheres com baixa renda tenha a boa sorte da solidariedade de pessoas bacanas que lhe acalme os temores, com orientações validas a felicidade de cada uma no lidar com a sexualidade e maternidade e, sobretudo para seu discernimento de forma a não cair no horror do aborto em suas vidas e sim evitar a gravidez indesejada, subscrevo-me,

Fraternamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

30/01/2011 at 02:21

Publicado em Maternidade

Tagged with

Palavras de incentivo à maternidade.

leave a comment »

Fraternas,

Há décadas que nós mulheres somos bombardeadas com mensagens pseudo-feministas muito negativas em relação a maternidade, isso nos confunde e nos afasta de exercermos nosso direito natural de sermos mães com plena alegria. É um verdadeiro contra senso ser fêmea e não exercer a natureza feminina da maternidade. É um desperdício não usar a boa sorte de poder experimentar este tipo de amor. Claro que nem tudo é fácil para realizar a maternidade, mas viver sem esta realização é um viver pela metade, portanto, se uma mulher quer viver na totalidade do seu ser, não deve desconsiderar a maternidade como fator importante na sua existência como ser integral independente das circunstância. Nós mulheres podemos ultrapassar muitas barreiras circunstanciais quando utilizamos nosso potencial feminino e humano em plano geral. Mulheres que desperdiçam sua chance de maternar, desperdiçam a si mesmas quanto ser feminino, e sua capacidade de amar no prazeroso e incondicional amor instintivo de mãe.

Na minha humilde opinião feminina e de mãe, todas as mulheres deveriam exercer a maternidade tanto na experiencia biológica de fato, quanto apenas na amorosa adotando bebês e crianças sem lar, ou mesmo se dedicando a alguma atividade social ou religiosa que valha para expressar e aprimorar o dom feminino de maternar, pois de acordo com minhas observações, mulheres que ficam apartadas da vivencia maternal no decorrer do tempo vão desenvolvendo no corpo e na psiquê uma série distúrbios, transtornos e carências desnecessários, os quais não ocorrem com tanta facilidade quando a essência natural feminina está se expressando de forma plena. Antes de qualquer coisa nós somos fêmeas, seres com ovários, por isso todo nosso metabolismo está voltado para a maternidade, mesmo quando a mulher é estéril, ainda assim seus hormônios lhe levam a desejos e sentimentos ligados a maternidade e nesta situação, a adoção de rebentos de outros ventres lhe pode ser tão sentida e amada como se estivesse saído de seu próprio corpo, até a produção de leite é possível a muitas mães adotivas porque o instinto de mãe e amor fazem prodígios.

A verdade é que a maternidade só nos proporciona benefícios e prazeres físicos e psíquicos, os quais não são substituíveis, porque nada é mais positivo para nossos corpos e psiquê que ser mãe tanto biológica como adotiva.

Nos textos a seguir, me dedicarei periodicamente a compartilhar informações, ideias, sentimentos e experiencias da maternidade neste bloguinho, com o intuito de ajudar a dissipar medos e inseguranças em relação a maternidade de mulheres que estejam sofrendo desnecessariamente por causa disso, e se houver apenas uma que se beneficie com este compartilhamento, já me valeu todo o esforço.

Afetuosamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

29/12/2010 at 19:57

Publicado em Maternidade

Tagged with

Algumas considerações sobre o instinto maternal e a gestação.

leave a comment »

Fraternas,

Assim como acontece com todos os mamíferos já na gestação, nós fêmeas humanas também começamos a sentir cada vez mais forte este instinto no desenvolver do feto. Nosso sistema imunológico melhora consideravelmente para defender nossa gestação, digo nossa, porque nesse momento achamos que o feto e nós somos uma coisa só, pois sentimos seu crescimento, sua presença como indivíduo e a até seus movimentos, mas mesmo assim o serzinho como parte de nós, onde não podemos demarcar em nosso sentir onde termina um e começa outro. É uma sensação muito gostosa… Que nos leva a plena ternura… (e com muita fome e sono, risos).

Apesar de todo o conhecimento científico, há algo de mistério na gestação e no instinto maternal também para nós, é maravilhoso e intrigante ter um ser humano crescendo dentro, se alimentando de você e crescendo, crescendo, se formando, órgão a órgão, coração batendo, tomando forma, por isso é muito comum se ver grávidas curtindo suas barrigas com cara de bobona, mas na verdade, está em plena felicidade curtindo quem esta hospedado no seu calor, entre seus órgãos internos, seu bichinho humano se mexendo dentro de si.

As outras fêmeas do reino animal também ficam com comportamentos parecidos com os nossos… Como as ursas sentimos, vontade de “hibernar” em nossa toca, e com uma fome diferente e voraz que chamamos por “desejo”, pois devoramos coisas muitas vezes consideradas pela cultura como estranhas, mas no estado de gravidez são totalmente cabíveis aos nossos corpos. Esse “estado interessante”, paulatinamente, modifica tudo em nós, há desconfortos como os enjoos nos primeiros meses, e o pipi todo instante (risos), mas depois passa e fica só a força e disposição em viver, nossa barriga vai ficando pesadinha, as pernas mais abertas e os sentidos básicos e intuição se ampliam porque a natureza vai aos poucos nos preparando para o que tem por vir, isso é: o parto, a amamentação e a criação até que o novo ser esteja forte para se defender neste mundo.

Amor/instintivo de mãe começa antes do filho sair de nossos corpos, existem exceções, mas o natural é que depois que o bebê saia do ventre, na convivência, o instinto cuidador se soma ao amor incondicional que se fortalece a cada segundo, e só aumenta, por toda a nossa vida. Portanto, a maternidade nos completa internamente porque expressa nosso mais puro instinto de vida, que vem da origem, da necessidade animal-fêmea de perpetuação da espécie, não de uma mera construção cultural como prega o feminismo equivocado. Não há nada o que temer, maternidade é NATURAL.

Afetuosamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

29/12/2010 at 19:56

Publicado em Maternidade

Tagged with

Parir é uma delícia!

leave a comment »

Fraternas,

Parir não é lá a coisa mais bonitinha que nós fazemos…(risos) Chega a ser até meio chocante para quem está de fora ver a “coisa” acontecendo. Não ficamos nada sexy nessa hora (risos), e a visão de nossos bebes também não é tão fácil para as outras pessoas, já que eles nascem bastante inchadinhos, ensebados em nossos fluídos naturais um tanto odorentos, mas para quem está parindo, é um momento belo, forte e inesquecível. A primeira visão de nosso bebe, cara-a-cara fora de nosso corpo, é incomensuravelmente linda, aliás para nós é a visão da beleza em si e que a nada neste mundo pode ser comparada. A alegria plena e súbita faz toda a dor ter valido a pena, e o preço em dor que pagamos é muito barato comparado a abraçar nosso bebê lambrecado com nosso sangue e restos de líquido amniótico, não há emoção maior… (Por mais estranho que isso soe, risos)

A bolsa arrebenta sem som e sem dor, só sabemos porque escorre pelas pernas a água da vida em que nosso bebê se desenvolveu, a partir desse evento as contrações se iniciam num ritmo crescente com intervalos cada vez menores, ela nos mostra a que viemos neste mundo num enlace muito forte e emocionante com a nossa natureza de fêmea e com o amor a vida que geramos em nossos corpos matrizes. Não há nenhuma dor que se compare a abertura paulatina da porta que sai nosso rebento, o corpo parece que vai se partir ao meio, e nos intervalos vem a calmaria nesta tormenta que surpreendentemente é ao mesmo tempo terrível e maravilhosa.

Dizer que o parto não dói seria uma mentira deslavada e uma maldade com as que ainda não pariram, este dói sim e muito, porém, por incrível que pareça, é uma dor muito gostosa acompanhada do prazer que vem na mesma proporção da dor. A natureza tem seus mecanismos de compaixão conosco nesta hora, boa hora! Ela nos capacita para parir nos compensando com o prazer, um prazer inigualável em delicia e emoção. O parto em si, o momento em que o bebe está saindo, escorregando para fora de nós é muito rápido, mas nós não sabemos porque quando estamos parindo perdemos a noção de tempo e espaço, assim que nosso bebêzinho sai é um grande alívio e inacreditavelmente toda a dor some, não sentimos mais nem um pingo de dor, nem o corte do cordão dói, nem a saída da placenta, é como se nunca tivéssemos passado pela dor neste pacto lindo com nossa natureza, e como fênix, estamos prontas para outra. As próximas são menos doloridas porque nossos corpos aprendem a parir com mais eficiência a cada parto.

Que boa sorte ter o corpo como matriz de outros corpos, e mais sorte ainda é realizar esse dom com alegria, coragem e gratidão por essa dádiva natural. Não há o que temer e sim o que desfrutar desta nossa natureza maravilhosa.

Afetuosamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

29/12/2010 at 19:53

Publicado em Maternidade

Tagged with

Resguardo Pós-parto Não é Frescura é Necessidade.

leave a comment »

Fraternas,

Após parir não há dor, mas há que se ter certos cuidados… porque o corpo precisa descansar dos nove meses de labuta interna para desenvolver o feto, e o bebe e a mãe precisam estar todo o tempo juntos pelo menos um mês, a mãe deve ficar quietinha se restabelecendo e chocando seu bebê, isso mesmo, somos também chocadeiras (risos).

O período de “resguardo é fundamental para a adaptação do bebê a nova vida no mundo. Neste momento, nosso filhote está recém nascido e ainda precisa muito estar sob os olhos atentos de sua mãe, sentindo nosso calor, cheiro e batimentos cardíacos, aos poucos ele vai se acostumando aos cheiros e sons do ambiente, mas se não tiver intermediação maternal pode estranhar e ficar muito assustado, com isso se retrair diante do nova realidade, o que é indevido a quem quer que seu bebe cresça forte, saudável e confiante na vida. Esse é um tempo riquíssimo para ambos, já que além da felicidade de estarem juntos, é também o momento em que estabelecem um tipo de código particular de comunicação, o qual será paulatinamente sofisticado no tempo da convivência. Esse processo é crucial. Alguém terá que compreendê-lo para que ele sobreviva e traduzir ao mundo suas necessidades individuais, afinal, nosso bebezinho quando entra neste, passa a ser também um morador dele e precisa por isso ter o seu lugar ao sol, mas se está incomunicável, não há maneira de se inserir bem na raça humana, a menos que nós sejamos suas porta-vozes, tradutoras e interpretes (risos).

Esse tempo de recolhimento com a cria, dependendo da necessidade de ambos, pode até ser curto, mas não pode é ser desconsiderado. Negligenciar o resguardo é pular uma etapa fundamental para o sucesso das seguintes, tanto para a saúde dos dois, quanto para o bem estar do relacionamento afetivo entre o filhotinho e a mãe, laços esses que serão as bases do bem estar interno de ambos por toda vida.

Uma outra coisa é que algumas vezes a mulher é “rasgada” para melhor sair o bebê e leva alguns pontinhos para fechar a fenda, então este período é também necessário a sua cicatrização de forma que ela terá mesmo que ficar quietinha com o bebe no colo, coladinho no som do coração, mamando, dormindo e evacuando o tempo todo. Grande é esse tempo de reclusão amorosa entre os curativos do cordão umbilical e as fraldinhas de cocô (risos), a poesia destes primeiros carinhos é o que dá a dimensão e consciência da grande responsabilidade e alegria de ser mãe. Não se deve negar isso ao filhote nem prescindir dessa curtição maravilhosa na vida.

A natureza por si nos impulsiona a grudar em nossos bebês e eles a nós, por mais insegurança que sintamos nestes primeiros dias, há o que temer. Saberemos sempre cuidar de nosso rebento em sua fragilidade e também pelo fato de que a mãe nasce prontamente cuidadora no parto de seu filhote.

Afetuosamente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

29/12/2010 at 19:51

Publicado em Maternidade

Tagged with