Reflexões Femininas

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Aos homens com deficiências físicas I – Por Símia Zen.

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andrea bocelliSenhores,
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Há tempos sinto impulso em escrever-lhes, pois nutro um terno respeito aos homens valentes, e de todas as sagas pela sobrevivência, não há nenhuma que se iguale a luta que travam dia a dia com as limitações do corpo e/ou conformação cerebral e, naturalmente, com o próprio “eu” interior. Creio que ninguém neste mundo possa dizer que esta guerra que os senhores enfrentam vida a fora é pouca coisa…
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O tanto que tive de oportunidade em participar da vida de pessoas com o invólucro carnal com deficiências, pude compreender que entre o corpo e a alma dos senhores há uma grande diferença, percebi que corpos deficientes não determinam sobre a eficiência da alma. Ou seja, se seus corpos não são eficientes dentro do protótipo da natureza até agora, seus espíritos não são deficientes, e mesmo que os corpos não possam acompanhar o voo da alma isso não significa que seus pensamentos não tenham asas.
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Dentro dessa percepção é que não me espanto com os prodígios que muitos homens com corpos deficientes realizam, sei que muitos na vontade forte e valente – potencia na alma – superam as barreiras que seus corpos a princípio poderiam lhes impor. Realmente mostram que a final quem se impõe aos corpos são os espíritos (quando são espíritos fortes, claro), e assim os senhores voam, mesmo que com imensas dificuldades, se adaptando, readaptando na realidade de seus corpos ante a vida cotidiana, criando, recriando inúmeras possibilidades de felicidade dentro da fadada impossibilidade da “normalidade”.
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Digo “normalidade” entre aspas porque não acredito que a forma humana no plano físico seja estática imutável, desde sempre e para sempre a forma material se transforma, dentro desta dinâmica já tivemos corpos bem diferentes dos que temos hoje e, como seria de se esperar, nossa forma orgânica continuará a se modificar para acompanhar as mudanças da vida e do planeta como um todo, creio que assim como já encarnamos em formas muito rústicas no berço da vida humana, é bem possível que na dinâmica da natureza venhamos a encarnar em formas orgânicas diferentes dos corpos símios mais sofisticados nos quais vivemos hoje.
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Homens especiais, sinceramente, eu acho uma temeridade esse discurso torpe que prega que todos são iguais. Isso não é verdade. Somos todos diferentes e é nisso sim que compomos nossa igualdade, individualmente somos tão únicos que nem o design parecido pode nos igualar. Pessoas com corpos que, por algum motivo são deficientes, não deveriam ser enganadas com essa hipocrisia de que o funcionamento do corpo não faz diferença. Faz sim, pois o mundo está organizado de acordo com as possibilidades do protótipo comum até este momento, pessoas com corpos variantes a esse protótipo encontram um sem numero de situações que deflagram essa mentira, lhes acrescentando ainda mais dificuldades na existência subjetiva e objetiva no mundo, portanto, esse papo de dizer que todos iguais precisa de revisão, se não jamais haverá a devida consideração às necessidades especiais das pessoas encarnadas em corpos com funcionamento diferente do protótipo com mais recursos para a eficiência. Por ignorar as necessidades especificas das pessoas com deficiência física, muitas vezes as negligenciamos no trato de convivência com os senhores e também com a ambientação necessária nas ruas e instalações arquitetônicas de nossas cidades.
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Eu mesma antes de ter tido a boa sorte de conviver com pessoas portadoras de deficiências físicas não fazia idéia do quanto o mundo poderia ser complicado para os senhores, pois tudo está facilitado confortavelmente só aos que não portam corpos com os limites em que os senhores estão encarnados. Quase tudo no mundo ainda está desfavorável para vossas conquistas de autonomia no meio coletivo em plano geral. Muita gente com corpos “normais” por ignorância nutre um sentimento desconexo em relação aos senhores, talvez um misto de culpa por terem com corpos de vida “fácil” e os senhores corpos de vida “difícil” e algo como uma piedade mórbida, sentimento incoerente com a realidade interna dos senhores. Acho que só se deve aceitar algum fatalismo diante de uma realidade realmente imutável que impossibilite a adaptação e/ou superação de limites, e isso se vê claramente que não depende do estado do corpo e sim do espírito, e a culpa também não tem razão de ser, já que cada um de nós tem um corpo eficiente ou não, ninguém está furtando o corpo de ninguém. Creio que a postura mais bacana na relação com os que portam corpos com deficiências seja sim é a de solidariedade e de amizade. Aliás, já vi corpos deficientes muito mais eficientes no que toca a harmonia entre o corpo e o espírito e atividades inerentes do que em pessoas com corpos “normais”.
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Por falar nesse sucesso, devo lembrar casos onde a deficiência foi compensada de forma bacana, como por exemplo, o de Andréa Bocelli e Stevie Wonder que se não tiveram eficiência na visão, a desenvolveram-se de sobra em audição e musicalidade, ou de Beethoven que se perdeu a audição, recorreu a inteligência lógica e memória musical e compôs uma obra universal e atemporal. Os atletas paraolímpicos que só puderam contar com sua cabeça e tronco para conquistarem a glória, e os pintores que pintam com a boca e os pés, e Stephen Hawking que sem nada de movimento no corpo se desenvolveu na mente em “O” cientista. E Nick Vujicic com o troco e pés é um “bon vivant” palestrante instrutor de motivação para deficientes e eficientes físicos, Pablo Pinela psicopedagogo e ator (protagonista – Yo También) com síndrome de Down. Enfim são muitos os exemplos onde o espírito forte supera grandes desafios mesmo que este seja viver bem em um corpo de vida difícil. Claro que estes heróis receberam o auxilio solidários de homens e mulheres com corpos normais, mas isso não opaca seus méritos, ao contrário, através da oportunidade que humanos com corpos normais encontraram para exercer e nutrir a virtude da solidariedade eles também se beneficiaram em crescimento humano, fortalecem em si nobres e puros sentimentos humanos com o senso de cuidado e proteção, tornando-se mais úteis e amigos da Vida. Ao final o contato e apoio às pessoas com deficiências físicas acaba sendo uma reeducação do espírito humano e, ainda mais rica que para os próprios deficientes físicos, portanto é uma benesse para as pessoas “normais” que os senhores os permitam a auxiliá-los em suas lutas por adaptação e superação de seus limites.
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Bom… Com essa minha escrevinhada toda acho que já pude expressar aos senhores que estou torcendo por vossas vitórias sobre as circunstancias e que não esmoreçam em suas sagas nesta encarnação, porque os senhores são diferentes em corpo, e que essa diferença realmente pode lhes fazer o cotidiano mais difícil, mas isso não pode os abater, há força eficiente nos senhores e ela se renova de dentro pra fora como é em todos os humanos. O que possa lhes ser desagradável em suas vidas, (vida que se poderia chamar de curso intensivo em auto-superação), na mesma mão, pode ser uma oportunidade, um desafio propulsor ao aprimoramento do espírito humano, por exemplo.
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Em reverência amistosa,
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Símia Zen.
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Posted 31st March 2011 by Shâmtia Ayômide
Labels: Masculinidade Simia Zen
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Fonte: Texto originalmente publicado no site Reflexões Masculinas – Revista Online sobre o Homem e a Masculinidade  – http://reflexoes-masculinas.blogspot.com.br/2011/03/aos-homens-com-deficiencias-fisicas.html
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Written by Símia Zen

18/04/2013 at 13:17

Publicado em Entrevistas

Entrevista com o Sr.Carlos Fernandes do PPV : Sobre o aborto e a luta Pró Vida.

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PPV Lado(1)Fraternas e fraternos,
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Certa que esta entrevista é de utilidade e de urgência à leitura de todas as pessoas que por sorte tenham acesso a ela, é que publico aqui a entrevista gentilmente concedida por um ativista e da direção do Partido Pro Vida de Portugal Sr. Carlos Jorge Dias Fernandes, português, nascido na ainda colônia portuguesa de Moçambique, 49 anos, casado e pai de três filhos, piloto de avião, residente em Concelho de Sintra, Portugal, que nesta entrevista, abalizado por sua experiência e conhecimento oriundos de seu ativismo pro Vida em Portugal no esclarece a mecânica do abortismo em Portugal e no mundo e suas consequências, não só nos inteirando da necessidade de nos posicionarmos na grave questão do  aborto e também nos alerta sobre as mazelas do projeto abortista em Portugal e no mundo… inclusive no Brasil…
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O Sr. Carlos Fernandes:
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SZ: Quais são os espaços virtuais que participa como membro, dono ou moderador?
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Carlos Fernandes: Coordeno em conjunto com outros elementos da direcção a página oficial do Portugal Pro Vida no Facebook, e também da secção do partido em Lisboa. Também o Twitter está a meu cargo. Colaboro ainda no Blog do PPV embora de forma esporádica.
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SZ: Sr. Carlos Fernandes, poderia nos inteirar sobre o Partido Pró Vida de Portugal?
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Sr. Carlos Fernandes: O PPV, Portugal Pro vida nasceu como um movimento cívico para combater o aborto depois do referendo de 2007. Este movimento teve origem na plataforma pro vida, particularmente do Norte de Portugal. Em 2009, na cidade de Guimarães, onde também nasceu Portugal, constituiu-se como partido político de forma a poder aproveitar os mecanismos institucionais do Estado, e continuar a luta contra o aborto, defesa da família e aplicação do Doutrina Social da Igreja na organização da sociedade portuguesa. O Prof. Luís Botelho Ribeiro é o seu primeiro e actual presidente.
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Somos o único partido português com esta agenda e os partidos do arco governativo, tudo fazem para esvaziar a nossa acção e as nossas propostas. O CDS e o PSD são partidos democráticos do centro e centro esquerda onde a maioria dos católicos portugueses vota, e sentem o risco de que os seus eleitores ouçam as nossas propostas. Acabam por mentir descaradamente aos portugueses pro vida nas eleições, nunca cumprindo as propostas eleitorais.
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O PPV, Portugal Pro Vida ainda só participou duas vezes em eleições e havia um grande desconhecimento do nosso partido. Esperamos que da próxima vez consigamos ter mais impacto e eleger deputados, que seguramente serão um “cavalo de Tróia” na política pro vida portuguesa. Não há no parlamento português propostas que defendam a vida e a sua dignidade, as famílias e um justo ordenamento da sociedade. Os políticos portugueses organizam-se para defender os seus interesses e de grupos privados, alguns ligados à maçonaria, em vez de defender Portugal e os portugueses, no Parlamento, no Governo e nas instâncias internacionais, particularmente na Comissão e Parlamento Europeus.
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Pode conhecer o PPV no nosso blog, no FB e no Twitter.
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http://portugalprovida.blogspot.com.br/p/declaracao-de-principios.html
https://www.facebook.com/portugalprovida
https://twitter.com/PPVLisboa
e escrever-nos para:
portugalprovida@gmail.com
ou
PPV, Portugal Pro Vida
Av. 24 de Junho, Nº 1497,
4800-076 Guimarães
Portugal
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SZ: Qual é a sua formação acadêmica?
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Sr. Carlos Fernandes: Quando terminei o Liceu em 1981, 12º ano, entrei para a Força Aérea Portuguesa onde servi durante 7 anos como piloto de caça. Terminei o meu serviço militar com o posto de Tenente. Em 1988, já com a licença de Piloto de Linha Aérea entrei para a TAP Air Portugal, onde trabalho neste momento como Comandante de Airbus 330/340. Em mais de 31 anos de aviação adquiri competências profissionais bastante específicas que seria fastidioso referir nesta entrevista.
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SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Sr. Carlos Fernandes: A minha família é católica e durante a minha infância e juventude pude testemunhar o exemplo dos meus pais que foram muito cuidadosos na nossa educação tanto académica como cívica e moral. Tive um percurso normal na escola, com pontos altos e baixos. A minha instrução primária foi numa pequena vila no interior de Moçambique, Mutarara, e mais tarde na cidade da Beira num colégio dos Maristas. Após a independência de Moçambique em 1976, tivemos que mudar a nossa vida para Portugal, porque não estavam criadas as condições de segurança necessárias para lá continuarmos a viver. Foi um período muito crítico da nossa vida, mas com a nossa união e a Graça de Deus conseguimos ultrapassar a situação. Recomeçar a vida praticamente do zero num país que não conhecíamos foi muito complicado, mas os meus pais foram verdadeiramente extraordinários. Continuei os meus estudos num colégio Jesuíta no Norte de Portugal e depois numa escola pública no Porto. No fim do liceu entrei na Força Aérea Portuguesa.
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A formação religiosa foi feita em várias Paróquias das vilas e cidades onde vivi e sempre participei na catequese, complementada pela educação e testemunho da vida familiar. Em nossa casa sempre se rezou, o que não me agradava muito quando era mais novo, mas hoje reconheço como um dos factores da nossa união.
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SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Sr. Carlos Fernandes: A minha família é católica e durante a minha infância e juventude pude testemunhar o exemplo dos meus pais que foram muito cuidadosos na nossa educação tanto académica como cívica e moral. Tive um percurso normal na escola, com pontos altos e baixos. A minha instrução primária foi numa pequena vila no interior de Moçambique, Mutarara, e mais tarde na cidade da Beira num colégio dos Maristas. Após a independência de Moçambique em 1976, tivemos que mudar a nossa vida para Portugal, porque não estavam criadas as condições de segurança necessárias para lá continuarmos a viver. Foi um período muito crítico da nossa vida, mas com a nossa união e a Graça de Deus conseguimos ultrapassar a situação. Recomeçar a vida praticamente do zero num país que não conhecíamos foi muito complicado, mas os meus pais foram verdadeiramente extraordinários.
Continuei os meus estudos num colégio Jesuíta no Norte de Portugal e depois numa escola pública no Porto. No fim do liceu entrei na Força Aérea Portuguesa.
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A formação religiosa foi feita em várias Paróquias das vilas e cidades onde vivi e sempre participei na catequese, complementada pela educação e testemunho da vida familiar. Em nossa casa sempre se rezou, o que não me agradava muito quando era mais novo, mas hoje reconheço como um dos factores da nossa união.
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SZ: Como se define?
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Sr. Carlos Fernandes: Penso que sou uma pessoa normal que gosta das coisas simples da vida.
Amo muito a minha família que tento pôr sempre em primeiro lugar. Como passo muito tempo fora de casa tento estar junto deles o máximo de tempo possível acompanhando sempre que tenho oportunidade as actividades da minha mulher e dos meus filhos.
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Tenho uma profissão, que foi um sonho de infância , e no trabalho esforço-me por fazer as coisas de acordo com os padrões que a caracterizam, participando activamente na vida da empresa com os meus conhecimentos e experiência.
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Mas preocupo-me muito com os outros, e é-me muito difícil compreender como há tanta maldade e injustiça à nossa volta. Sei que não vou transformar o mundo, mas gosto de ajudar os outros tentando construir um mundo um pouco melhor à minha volta. Sou solidário com os outros e tenho vários projectos onde participo com alguns dos meus amigos, um dos quais em Moçambique, onde já fizemos 3 expedições aéreas de ajuda humanitária.
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E ainda tenho a vida política, O PPV acaba por ocupar todo o tempo que sobra, e por vezes mais do que eu próprio quero. Mas é uma parte igualmente importante da minha vida, pois considero que a participação política séria, contribui para a construção de sociedades mais justas e solidárias.
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Sobre seu ativismo Pró Vida:
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SZ: De acordo com sua percepção, como avalia o ativismo Pro Vida no campo virtual a nível planetário?
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Sr. Carlos Fernandes: São muitos e variados os grupos pro vida espalhados pelo planeta com actividade na Internet  Mantém uma actividade constante com muita criatividade, aliada a uma mensagem consistente, simples e verdadeira. Na minha opinião é muito fácil divulgar a mensagem pro vida pois não são precisos truques ou artimanhas. Basta apenas revelar a verdade. Nos Estados Unidos e outros países anglo-saxónicos onde os movimentos pro vida tem uma experiência acumulada muito longa, as mensagens são mais simples e mais fortes.
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Algumas chegam a ser surpreendentes, abanando as consciências de quem as lê ou ouve. Outros usam uma linguagem mais adaptada à realidade cultura do seu país. Quanto a isto, eu penso que o melhor é variar no tipo de publicação. Particular destaque tem também os grupos religiosos que paralelamente à mensagem evangelizadora acabam por defender as posições pro vida. São fantásticos e uma verdadeira fonte de inspiração. Penso que na Internet estamos muito bem, e também é muito útil na divulgação das acções de rua, que são muito importantes, para falar olhos nos olhos com as pessoas, esclarecendo-as e ajudando-as. Começa a notar-se já uma mudança de consciência nesta questão em muitos pontos do mundo, e particularmente nos EUA que são sempre uma referência nas questões da vida.
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SZ: Quais são seus referenciais sobre as questões Pro Vida?
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Sr. Carlos Fernandes: Quando foi o 1º referendo do aborto em 1998, em que o NÃO ganhou, não tinha consciência da verdadeira dimensão do problema. Nesse dia eu não fui votar, pois estava a trabalhar, e ao jantar em Luanda, Angola, falou-se do referendo. Inicialmente evitei a questão e só após muita insistência dos meus colegas assumi a minha posição. Foi um massacre. Numa mesa de 12 pessoas eu era o único que era contra o aborto.
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Fiquei a pensar naquilo. Como era possível que estando seguro das minhas razões, o 5º Mandamento de Deus, não fui capaz de esgrimir argumentos suficientes para convencer estes meus colegas? Foi então que decidi estudar melhor o assunto. Havia literatura suficiente em Portugal, pois durante a campanha do referendo, várias pessoas escreveram livros sobre as questões éticas e morais ligadas ao aborto. Li alguns deles e comecei a prestar atenção a tudo o que se referia ao aborto. Certo dia, ouvi na rádio o Professor Daniel Serrão eminente personalidade da medicina e ciência em Portugal, e ainda conselheiro do saudoso Papa João Paulo II, a falar sobre as questões da bioética e da ética da vida. Apercebi-me claramente que os argumentos morais e científicos estavam interligados. Não havia uma única razão que justificasse a morte de um ser humano, inocente e indefeso. Continuei a aprofundar o assunto, lendo artigos e livros e vendo alguns  filmes. Melhorei o meu
conhecimento dos documentos da Igreja Católica, particularmente o “Evangelium Vitae” e o “Familiaris Consortio”.
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Em 2007, no 2º referendo já estava preparado. Participei em algumas iniciativas pelo “Não” mas apenas a título individual. Foi uma campanha difícil, em que o financiamento das duas partes foi desproporcionado em termos de recursos, pendendo para o lado do “Sim” e a pergunta do referendo era também uma armadilha preparada para os portugueses. Apesar disso, apenas 25,4% dos portugueses votaram a favor do aborto, mas mesmo assim o parlamento que tinha uma maioria de esquerda liderada pelo PS (Partido Socialista), aprovou a Lei 16/2007. O Presidente promulgou-a quando poderia não o fazer, uma vez que o referendo não tinha sido vinculativo.
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Após o referendo surgiu o movimento Portugal Pro Vida, que em 2009 decidiu constituir-se em partido político. Foi fundado por pessoas sem conotação partidária ligadas aos movimentos pro vida da plataforma do “Não”, em que o Prof Luís Botelho e o Sr. Luís Paiva tiveram papel preponderante, e decidi filiar-me para ajudar a reverter esta terrível e desumana situação que vivemos em Portugal. É neste ponto que estamos.
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Em termos pessoais, as minhas referências bibliográficas pro vida são os documentos da Igreja Católica, particularmente o “Evangelium Vitae”, “Familiaris Consortio” e a “Doutrina Social da Igreja”.
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Como referência pessoal, entre muitas personalidades, destaco uma mulher, a Madre Teresa de Calcutá e a sua acção em prol da vida nos EUA e no mundo, e um homem, o Beato João Paulo II, brevemente Santo, que com toda a sua sabedoria e energia soube cativar os católicos, mas não só, para esta questão tão importante.  Toda a documentação do seu pontificado, as suas palavras e a sua coragem foram e continuam a ser, muito importantes para o “povo pro vida”.
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Entre os mais variados movimentos pro vida destaco o “Youth Defense” na Irlanda, que com Malta ´ são os únicos países da Europa que mantém legislação pro vida. E ainda o “Human Life international” um pouco por todo o mundo, o “Personhood USA” nos Estados Unidos e o “ALFA” na Alemanha e vários países da antiga “Cortina de Ferro”.
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SZ: Quais foram os motivos que o levaram a atuar na luta antiabortista no campo virtual?
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Sr. Carlos Fernandes: O PPV sempre usou o Mail e o Blog para as comunicações e eu queria que tivéssemos algo mais eficaz. Tentei um site, mas não tinha muitos conhecimentos e comecei a aperceber-me que não funcionava bem. Eu tinha um Facebook pessoal e comecei a ver que havia uma possibilidade gratuita e eficaz de passar a nossa mensagem. Decidimos avançar para o Facebook e para o Twitter onde publicamos informação pro vida mas também conteúdos políticos diversificados associados à própria acção do PPV. Temos produção própria de conteúdos, mas algumas das nossas publicações são adaptadas para português de outros grupos pro vida espalhados um pouco por todo o mundo, desde a Austrália e Nova Zelândia, passando pela Irlanda, Espanha, Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, etc. Além da nossa mensagem, divulgamos também toda a informação institucional e as iniciativas de todos os grupos pro vida em Portugal. Tudo o que é pro vida em Portugal deve ser apoiado e divulgado. Essa é a nossa forma de actuar. Neste momento, estamos a divulgar com muita insistência a Petição de referendo de iniciativa popular feita por um conjunto de cidadãos pro vida.
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SZ: O que motiva os ativistas do Ppv e quais são suas praticas na luta contra o abortismo?
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Sr. Carlos Fernandes: Motiva-nos a certeza de estarmos do lado certo da história. Temos uma acção política feita de propostas políticas enviadas ao Parlamento, sempre recusadas, algumas acções de rua embora muito limitadas e colaboramos com todas as organizações nacionais e internacionais de defesa da vida e dos direitos da pessoa humana. Neste momento o nosso foco está na recolha de assinaturas para um novo referendo sobre as questões da vida, que está a ser coordenado pela Comissão Pro Referendo Vida.
Neste ano haverá também eleições autárquicas e tentaremos ter candidatos às Câmaras Municipais das principais cidades portuguesas. Estamos a tentar criar raízes para podermos ter mais capacidade de mobilização e intervenção do que temos actualmente. Temos apenas 3 anos de vida e um apoio reduzido na sociedade portuguesa, fruto de um grande desconhecimento dos portugueses.
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SZ: Conte-nos sobre sua trajetória e planos futuros nas questões Pró Vida no campo virtual?
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Sr. Carlos Fernandes: O PPV é um partido que foi fundado em 2009 como forma de resposta política, à Lei 16/2007 que regulamentou a liberalização do aborto em Portugal até às 10 semanas. É uma questão complexa para a sociedade portuguesa e muitas pessoas tem medo de afirmar as suas posições publicamente. As forças políticas da área social democrata e democrata cristã olham para nós com algum receio e tentam de todas as formas reduzir a nossa margem de acção.
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A utilização das redes sociais é muito importante para a divulgação das nossas mensagens. O PPV não tem recursos financeiros para pagar campanhas, e vive do activismo dos seus militantes. Começamos em Abril de 2011 com o  Facebook, a mais importante rede social em Portugal e o Twitter que são gratuitos e cada um de nós dá o seu melhor. O Blog e uma base de dados para “mailing lists” no E-mail já temos desde 2009. Neste momento estamos concentrados na expansão da rede para conseguirmos chegar a mais pessoas e o nosso principal objectivo é cativar apoiantes e simpatizantes para a causa da vida, e reverter a Lei 16/2007, esclarecendo as consciências dos portugueses, completamente intoxicadas por correntes materialistas e demagógicas. Mas o PPV não se esgota na causa da vida e tentamos mostrar isso na nossa acção.
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Estamos atentos a novas formas de comunicação, e todos os que nos puderem ajudar na Internet são bem-vindos a colaborar com o PPV.
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Sobre o aborto:
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SZ: Poderia nos expor o porquê o senhor é contra o aborto provocado?
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Sr. Carlos Fernandes: Está cientificamente provado que no momento da conjugação do espermatozóide com o óvulo, é constituída uma nova vida com um código genético único e irrepetível. Esta singularidade dá-lhe a condição de pessoa humana. Logo, tendo um novo ser humano, não podemos matá-lo. Antes pelo contrário, devemos protegê-lo, bem como à mãe, através das nossas leis e constituições.
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E ainda há o facto de ser católico e tentar seguir os ensinamentos da Igreja de Cristo.
O 5º Mandamento afirma claramente “Não matarás” e desde o início do cristianismo que há referências da Igreja a condenar o aborto. O Didaqué, uma espécie de catecismo do Sec. I, ensina que “(…)não matarás crianças por aborto, nem crianças já nascidas.(…)” http://www.buscandoluz.org/estudos/121_didaque.pdf
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Na actualidade, o “Evangellium Vitae” recomenda logo no seu início a orientação que os católicos e não católicos devem seguir, no que às questões da vida diz respeito.
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 «A Igreja sabe que este Evangelho da vida, recebido do seu Senhor, encontra um eco profundo e persuasivo no coração de cada pessoa, crente e até não crente, porque se ele supera infinitamente as suas aspirações, também lhes corresponde de maneira admirável. Mesmo por entre dificuldades e incertezas, todo o homem sinceramente aberto à verdade e ao bem pode, pela luz da razão e com o secreto influxo da graça, chegar a reconhecer, na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15), o valor sagrado da vida humana desde o seu início até ao seu termo, e afirmar o direito que todo o ser humano tem de ver plenamente respeitado este seu bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política.» (Evangellium Vitae, Introdução, 2 (João Paulo II)) http://www.vatican.va/edocs/POR0062/__P2.HTM
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«Tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis. Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador ».(Evangellium Vitae, Introdução, 3 (João Paulo II)) http://www.vatican.va/edocs/POR0062/__P3.HTM
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SZ: Em sua compreensão, poderia nos esclarecer porque existe o aborto provocado na vida humana, que sentido tem isso?
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Sr. Carlos Fernandes: Não encontro uma única razão minimamente aceitável para destruir um ser humano. Nada do que se possa dizer a favor do aborto faz sentido.
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Numa relação em casal, eu considero o acto sexual, uma entrega recíproca de amor. Neste sublime momento é que o casal decide sobre se quer ter um filho ou não, tendo que estar em todo o caso, abertos ao dom da vida. Nunca poderão rejeitar o fruto desse amor. Noutros casos como a violação por exemplo em que não existe amor nessa “união”, porque é que 2 hão-de sofrer pelo erro do pai? Porque se há de matar o filho?
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Em termos morais e filosóficos, o aborto é rejeitado por todas as grandes religiões e filosofias. Em termos éticos, temos o juramento de Hipócrates que os médicos e outros profissionais de saúde fazem, em que prometem salvar e não matar.
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Considero o aborto, um instrumento de certas correntes relativistas e materialistas que privilegiam o “ter” ao “ser”, o imediato ao Eterno, o Mal ao Bem. Estas correntes como por exemplo o Nacional Socialismo, Comunismo, Capitalismo Selvagem e Feminismo Radical, querem impor ao Homem vontades exteriores à sua natureza, comprometendo-o , cerceando desta forma a sua liberdade. O aborto é apenas mais um instrumento desse processo.
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SZ: Em sua percepção e estudos, o que leva as mulheres a praticarem o aborto provocado?
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Sr. Carlos Fernandes: As mulheres tem na sua natureza o dom da vida. Tem a possibilidade de participarem na obra criadora de Deus, gerando vidas. Não acredito que uma mulher no pleno uso das suas faculdades rejeite a maternidade.
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Há muitas e diferentes razões.
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Por exemplo, nos países de cultura democrática e com matriz judaico-cristã, o que se passa em termos sociais é que é condicionador das mulheres; as pressões são associadas à beleza e bem-estar, do companheiro, dos pais, amigos e familiares e das empresas. O medo de perder o emprego, o medo de não acabarem a sua formação, o medo de perderem o namorado ou marido, o medo de ficarem gordas, o medo das rugas, o medo de não conseguirem educar um filho, o medo de, o medo de,… O MEDO! Como todos sabemos, o medo condiciona a nossa liberdade. É nisso que os inimigos da vida jogam as suas cartadas nesses países. A natureza humana quando não alimentada pelo Amor perde a sua liberdade, e deixa-se manipular pelo que é o “main stream, pelo que está “na moda”, pelo que nos é imposto sem darmos conta.
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Nos países do antigo bloco comunista devido à “normalização” do aborto de matriz organizacional e feminista, ele está praticamente institucionalizado como uma “medida de saúde pública” e levará muitos anos a alterar as consciências desses povos.
Nos regimes dictatoriais como a China ou a Coreia do Norte ainda é pior. O aborto é obrigatório em muitos casos e existe ainda o aborto selectivo. Se é um homem, nasce, se é uma mulher, mata-se! Chega-se até a casos de infanticídio. A arbitrariedade destes regimes é terrível. Mais uma vez  é o medo.
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SZ: Em sua percepção e avaliação, até que ponto o homem tem haver com o aborto provocado?
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Sr. Carlos Fernandes: O homem enquanto cidadão, tem tanta responsabilidade nas questões do aborto como as mulheres. São homens e mulheres que defendem a vida, e também homens e mulheres que defendem as correntes da “cultura de morte”. Uma das técnicas dos “abortistas” é convencer-nos que o aborto é uma questão exclusiva das mulheres, e há muitos homens que por uma questão de comodismo moral, aceitam. Dizem tantas vezes a mesma mentira que alguém acaba por acreditar que é verdade. É o sistema de propaganda do Nazi Goebbels e dos comunistas.
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Mas eu não vejo as coisas assim. Homens e mulheres complementam-se, e em conjunto, constroem as sociedades onde vivem. Não há assuntos exclusivos de um, ou do outro. O que há por vezes, é uma maior predisposição dum sexo para determinadas coisas, mas isso não o/a isenta das responsabilidades cívicas, e do dever de consciência quando se trata das questões fundamentais, como as que estão associadas à vida e à dignidade do homem. Peixe ou carne para jantar, tanto faz, qualquer um decide, mas vida ou morte não. Tem de ser os dois a tomar a decisão, e ela só pode ser pela Vida. Havendo um diálogo inteligente, é fácil encontrar as razões para se escolher a vida. Os homens pela sua natureza e temperamento, podem até tomar determinadas acções em prol da vida, que para uma mulher são mais complicadas, e vice-versa. É a complementaridade dos sexos.
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SZ: Baseado em seus estudos, percepção e sensibilidade masculina, quais são as consequências para as mulheres que praticam o aborto?
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Sr. Carlos Fernandes: Está provado cientificamente que as mulheres que abortam tem uma maior predisposição para várias doenças do foro físico e psicológico. Quanto maior o número de abortos, essa predisposição aumenta exponencialmente. Existem muitos estudos que atestam o que afirmo, e basta uma pequena pesquisa na Internet para se encontrarem artigos sobre a maior incidência de vários tipos de cancro, especialmente os cancros da mama e associados ao aparelho reproductor, incapacidade de voltar a engravidar, incapacidade de levar uma gravidez até ao termo, e vários problemas psicológicos e psiquiátricos, particularmente o risco de suicídio. Por exemplo uma investigação levada a cabo na Finlândia identificou uma forte associação estatística entre o aborto e o suicídio. A taxa de suicídio num período de um ano após o aborto era três vezes superior a todas as mulheres de uma forma geral, sete vezes superior à taxa verificada entre mulheres que tinham levado a gravidez até ao fim, e quase duas vezes superior à taxa entre mulheres cuja gravidez tinha sido interrompida por causas naturais. Resumindo, o aborto prejudica gravemente a saúde das mulheres que o praticam. http://aborto.aaldeia.net/aborto-tentativas-suicidio/
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SZ: Baseado em seus estudos, percepção e sensibilidade masculina, como fica o homem que têm seus filhos abortados a revelia de sua vontade?
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Sr. Carlos Fernandes: Deverá ficar destroçado. Um homem a sério, como dizemos em Portugal, é responsável e ama os seus filhos. Faz tudo por eles e pela sua família. A família é a célula da sociedade, e penso que ficará uma ferida incurável quando tal acontece. Mas o que se passa na maior parte dos casos é que as mulheres que abortam não contam aos seus companheiros ou maridos, que estão a pensar, ou que vão fazer um aborto. Isso é uma grande traição.
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Mas sei que também há homens, como já anteriormente referi que forçam ou pressionam as mulheres e companheiras a matar os seus filhos. Na minha opinião, é um acto contra-natura. São homens “pequenos”, irresponsáveis e criminosos.
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SZ: De acordo com sua percepção e vivências no ativismo Pró Vida, os homens têm menos participação nas discussões e decisões quanto a questão do aborto que as mulheres?
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Sr. Carlos Fernandes: No activismo pro vida há muitos homens. Penso até que haverá mais homens que mulheres. Os homens tem uma percepção mais prática dos aspectos organizacionais e políticos destas questões que as mulheres. As mulheres pro vida normalmente gostam mais do trabalho de campo, de falar com as outras mulheres que vão para a clínica de abortos, ajudar as que precisam e estão em dificuldades, consolar as que abortaram, etc. Mas também se vêem homens a fazer esse trabalho de campo e mulheres na organização. Há muitos homens a trabalhar na causa em Portugal e um pouco por todo o mundo, mas normalmente preferem que sejam as mulheres a dar a cara, pois a sociedade pensa que devem ser as mulheres a liderar esta questão. Pessoalmente, penso que é dar razão aos movimentos feministas e não concordo. A causa da vida é de todos nós.
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Os homens pela sua natureza amam as mulheres, e quando vêem este drama, fazem tudo por elas. O aborto não é só salvar bebés, mas também salvar mulheres. Morre o bebé, mas a mulher que aborta fica a sofrer a vida toda.
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SZ: Em sua opinião os homens deveriam ter maior participação das discussões e decisão sobre a questão do aborto no Brasil e no mundo?
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Sr. Carlos Fernandes: Não conheço a realidade do Brasil neste aspecto. Mas penso que deve ser como em Portugal, EUA, Canadá, Irlanda, etc. Vai à luta quem acredita na causa e como os homens e mulheres se complementam acabam por trabalhar juntos, em assuntos por vezes distintos mas necessários.  Lembro-me do 2º referendo de 2007, em que tivemos um grupo de brasileiros a ajudar-nos no contacto de esclarecimento de rua, e eram quase todos homens. Fizeram um excelente trabalho. Os homens do Brasil, tal como os homens portugueses, também amam as mulheres da sua vida e amam o seu país. O aborto é um retrocesso civilizacional de tal maneira grave, que devemos agir, homens e mulheres. Basta lembrar que os dois primeiros países a legalizar o aborto no Sec XX foram: a União Soviética e a Alemanha Nazi. Que bons exemplos!
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SZ: De acordo com sua experiência no ativismo Pro Vida e sensibilidade masculina, como os homens poderiam participar e atuar da questão do aborto no Brasil e no Mundo?
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Sr. Carlos Fernandes: De todas as formas possíveis e requeridas no momento pela causa. Quando se vai para à guerra, guerra sim, isto é uma guerra, faz-se o que for preciso. Gosto muito de um ditado popular americano usada por John Wayne (1907-79) em 1939 no filme ‘Stagecoach. que reza assim: “A man’s got to do what a man’s got to do”, o que basicamente significa que um homem deve fazer o que dita a sua consciência independentemente das consequências. E isto na minha opinião, é obviamente válido para os homens e para as mulheres.
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SZ: De acordo com seus estudos e investigações, como os abortos são executados em Portugal e demais países onde o aborto está legalizado?
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Sr. Carlos Fernandes: Basicamente há 2 processos: o aborto químico em que a gravidez é interrompida medicamente, usando uma combinação química que actua impedindo o desenvolvimento fetal, pelo que em alguns casos requer uma intervenção cirúrgica para terminar o processo de extracção  Quando este  método falha, não se conseguindo matar o bebé, o aborto terá de ser completado cirúrgicamente.; o aborto cirúrgico em que o bebé é retirado  por aspiração e curetagem.
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Ambos os casos terminam com uma vida humana de forma cruel e desumana.
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Sobre a questão do aborto e a luta Pró Vida:
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SZ: De acordo com seus estudos e reflexões, quais são os efeitos da legalização do aborto em Portugal e nos demais países onde o abortismo foi institucionalizado?
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Sr. Carlos Fernandes: Para mim, como já referi anteriormente é um tremendo retrocesso civilizacional. Os Estados e as respectivas sociedades, devem caminhar progressivamente para um maior respeito de todos os seres humanos e da sua dignidade. Ora o aborto, é exactamente o contrário. Em termos civilizacionais, podemos comparar o aborto como se houvesse um regresso à escravatura. Tal como a escravatura, o aborto é cruel e desumano e nem um nem outro fazem falta nos nossos países.
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SZ: De acordo com suas informações, como é a dinâmica de aliciamento, indução e promoção à pratica do aborto em Portugal e por quem?
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Sr. Carlos Fernandes: Em Portugal há situações muito variadas. O SNS não tem feito um grande esforço na promoção do aborto, embora por vezes alguns dos seus elementos o faça pontualmente. A única clínica de abortos particular em Lisboa, faz publicidade todos os dias em vários órgãos de comunicação social e faz lobbie junto das autoridades médicas e políticas para que lhes sejam encaminhados os abortos cirúrgicos. Na realidade, nesta clínica da morte são feitos cerca de 1/3 dos abortos em Portugal. Há ainda um grande problema neste momento, que advém da Segurança Social. Em vários casos tem levado as mulheres a abortar e a laquear as trompas, ameaçadas de lhes serem retirados os filhos e os subsídios estatais. O caso mais grave aconteceu à muito pouco tempo em que um tribunal a pedido da Segurança Social, ordenou que fossem retirados os 7 filhos mais novos de uma mulher que se recusou a laquear as trompas ou a abortar.
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SZ: De acordo com sua experiência como ativista Pró Vida, quais são os argumentos que as militâncias abortistas alegam para defender a pratica do aborto, e como o senhor se confronta a tais argumentos?
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Sr. Carlos Fernandes: O assunto em Portugal tem estado muito parado em termos de discussão pública deste assunto. O tema do aborto está fora da agenda política e é apenas o PPV a falar dele. Os movimentos pro-aborto não querem falar deste assunto, mas o seu argumento base é que o aborto é uma questão de saúde pública. Ora como pode ser saúde pública se o bebé morre e a mulher fica com grandes feridas físicas e psicológicas. A saúde e os seus profissionais foram treinados para salvar e não para matar. Outro dos seus argumentos é que a mulher tem direito de decidir sobre o seu corpo. Neste caso particular, como sabemos, o ser humano dentro do corpo da mulher, é único e irrepetível, com uma identidade genética própria, logo a mulher não pode ter qualquer direito de decidir sobre outra vida. Penso que a decisão de  ter ou não um filho deve ser feita antes de se ter relações sexuais. Mesmo no caso de violação em que a mulher não dá o seu consentimento ao acto sexual que acaba por gerar este novo ser humano, penso que ele não tem de pagar com a vida o gesto criminoso do seu pai.
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SZ: Em sua opinião, quais são os verdadeiros interesses e influências que fundamentam a militância Pró Escolha / abortista?
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Sr. Carlos Fernandes: Para mim é muito irracional. O movimento pro escolha tem por base a militância de esquerda, os movimentos feministas radicais, os movimentos gay e mais recentemente o capitalismo selvagem que transformou o aborto num negócio muito lucrativo para gente sem escrúpulos. Os movimentos da esquerda ateia e anti-clerical, aproveitaram-se dos movimentos feministas e num princípio de suposta forma de afirmação feminina incentivaram-nas a defender o aborto como a nova fronteira da sua luta. Mas curiosamente as primeiras mulheres a lutar pelos seus direitos opunham-se ferozmente ao aborto. Por exemplo, Alice Paul, que afirmou: “o aborto é último abuso ilegítimo das mulheres, é violar-te até às entranhas. ”Estes grupos e movimentos na sociedade portuguesa, que advogam uma sexualidade “livre” de responsabilidades, e que também acabam por defender como um método de controlar as situações de gravidez involuntária, apontam este caminho às mulheres e não as libertam, antes pelo contrário, tornam-nas escravas sexuais de uma sociedade de consumo sem escrúpulos nem valores éticos e morais. A sexualidade acaba por se tornar um produto de consumo, na busca da satisfação imediata, diminuindo o valor intrínseco das mulheres na nossa sociedade. E o aborto contribui significativamente para isso.
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SZ: Dentro de sua avaliação como se poderia reverter o abortismo em Portugal?
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Sr. Carlos Fernandes: No PPV sabemos que os portugueses na sua maioria são pro vida. As nossas raízes civilizacionais são cristãs e os cristãos são pro vida. Se conseguirmos levar esta questão a um novo referendo penso que o “não ao aborto” vencerá e poderemos reverter esta situação. Mas o que se passa neste momento é que nenhum partido apoia um novo referendo. Mesmo o CDS que se afirma democrata cristão, teve o seu líder a afirmar que nunca apoiará um novo referendo antes de se passarem 10 anos.  Nos últimos 5 anos já morreram 100 000 portugueses no ventre das suas mães. Parece que é necessário que morram mais 100 000 mártires para se acabar com o aborto em Portugal. Os outros partidos não querem sequer ouvir falar neste assunto. Acham que está bem assim.
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SZ: No Brasil o aborto de encéfalos e em gravidez por consequência de estupro foi legalizado, qual é a sua opinião sobre isso?
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Sr. Carlos Fernandes: Esta medida é um velho truque do Diabo. Convencer-nos que as “pequenas maldades” não tem grande importância. Mas não deixa de tratar-se de um crime, uma violação do que eu considero um direito, o direito de todo o ser humano a viver com dignidade. Todas as vidas tem um propósito.
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Normalmente nos países com legislação pro vida como era o caso do Brasil, começam com leis sobre casos que os cidadãos consideram “menores”; Violação (estupro no Brasil), incesto, má-formação, etc. Depois as pessoas vão-se habituando à ideia, o Estado vai criando os mecanismos do SNS, vai fazendo a propaganda habitual nestes casos; “coitadinhos vinham ao mundo para sofrer, iam ser sempre traumatizados, etc, etc”, e passado algum tempo lá vem o aborto liberalizado “só até às 10 ou 12 semanas” a que chamam um nome “inofensivo” como foi o caso em Portugal, IVG (interrupção Voluntária da Gravidez). E assim avançam até ao aborto total como é o caso dos Estados Unidos e outros países.
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No caso particular do Brasil, os abortistas que já tem esta nova lei, por agora vão esperar. Este ano o Papa vai às JMJ no Rio e seria complicado falar no assunto e ainda mais legislar. Mas depois, quando for a Copa do Mundo ou nos Jogos Olímpicos, eles vão atacar de novo, pois o povo pro vida brasileiro vai estar distraído e com a guarda em baixo.
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Há que ter muito cuidado. Mesmo durante a visita do papa vão aproveitar para criar incidentes com impacto mediático, pelo que vão ser ajudados pelos Média.
Nos EUA pode abortar-se até ao momento do nascimento. Imagine! No momento do parto pode matar-se o bebé! Claro que não é isso que os abortistas vão dizer que querem, mas na verdade é!
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Na defesa da vida não pode haver qualquer compromisso. Deve ser feita sem cedências de qualquer tipo. Sem excepções. Eles vão sempre tentando, até encontrar uma brecha, e quando isso acontece, é extremamente complicado reverter a situação.
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SZ: De acordo com sua experiência e percepção, acredita que o Brasil seja alvo dos interesses abortistas e em risco de vir a ser institucionalizado e custeado com nossas contribuições tributárias impostas pelo Estado como está sendo em Portugal?
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Sr. Carlos Fernandes: Eu penso que mais cedo ou mais tarde o governo socialista do Brasil, vai fazer campanhas públicas de desinformação e intoxicação da população, por forma a aumentar os casos em que se poderá abortar e mais tarde propôr o aborto liberalizado como temos em Portugal. São sempre acções aparentemente inofensivas, e depois propõe uma lei muito avançada nesta questão, que acabam por não aprovar na totalidade da sua extensão, fazendo as pessoas acreditarem que afinal podia ter sido pior e acabam por aceitar resignadas as novas soluções legislativas. Este é o truque do Diabo! Passo a passo até à liberalização. Os governos usam os dinheiros públicos nestas campanhas e há que ser muito determinado nesta luta. Os movimentos pro vida normalmente não tem qualquer tipo de  financiamento e são normalmente muito distantes uns dos outros o que dá vantagem ao inimigo que  aproveita essas fragilidades para os separar ainda mais. Devem ter uma grande união e sentido de prioridade nesta luta contra o aborto.
Se o governo conseguir aprovar a liberalização do aborto, ele vai ser pago pelos brasileiros, e normalmente este dinheiro é retirado de áreas tão importantes como a assistência social e a saúde.
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Seus conselhos e orientações aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ: Sr. Carlos Fernandes, agradeço sua boa vontade em compartilhar conosco sua experiência no ativismo Pró Vida, e também seus esclarecimentos positivos para o bem da Vida humana. Saiba que este simplório espaço virtual sempre estará a sua disposição no que estiver ao nosso alcance para colaborar com seus bons propósitos.
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Para finalizar: Quais são seus conselhos e orientações aos jovens e adolescentes e também poderia dirigir suas boas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Sr. Carlos Fernandes: Portugal e o Brasil têm uma história, uma língua, uma cultura e um destino comuns. Estão demasiado juntos para que algum dia se possam separar. Mas no aborto, ao contrário de Portugal,  espero que nunca no Brasil seja aprovada uma lei que permita a matança indiscriminada de seres humanos inocentes.
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O Brasil é uma nação de gente jovem e a eles compete construir o futuro. Os jovens brasileiros sabem bem que se houvesse aborto livre no Brasil muitos deles nunca teriam nascido, muitas mulheres nunca teriam sido mães, e muitos homens nunca amariam os seus filhos e filhas. A estatística diz-nos que 1 em cada 6 gravidezes acaba em aborto nos países em que ele é liberalizado.
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A mulheres sabem bem que a maternidade é extraordinária e um dom que apenas elas tem. Nunca deixem de optar pela vida, não se deixem enganar com a conversa sibilina do Diabo.
O aborto não liberta. O aborto aprisiona a mulher para toda a vida a um acto desumano e cruel que termina com a vida do seu filho. O aborto nunca é a resposta para as dificuldades que uma gravidez pode trazer, porque é um caminho irreversível. O amor e o aborto, ou Deus e o aborto são inconciliáveis.
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Ninguém pode afirmar que ama a Deus, e escolher a morte de um bebé inocente.
É muito importante que todo o povo brasileiro lute contra este flagelo, através da oração, mas também com acções concretas de mobilização, de demonstração da vontade indomável de viver e de defender a vida.
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Que o Senhor da Vida proteja todo o povo brasileiro deste horroroso crime que é o aborto.
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Carlos Dias Fernandes.
27/01/2013
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Pró Vida,
           Ser ou não ser,
                              … eis a questão!
Para que o mal vença, basta que o bem nada faça.
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===============================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

29/01/2013 at 03:43

Entrevista com Lobo Sagrado: O machismo e a misoginia.

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Lobo Sagrado (pseudônimo)  em entrevista ao blog Reflexões FemininasFraternas, dando continuidade as “Entrevistas com os Homens”, cujos temas são relacionados a vida masculina na voz masculina e, por efeito direto, relacionados a vida feminina também, segue a entrevista concedida pelo Lobo Sagrado (pseudônimo), um dos pioneiros e maiores expoentes da reflexão virtual sobre as questões masculinas, 32 anos, nascido e residente na cidade de São Paulo, autor e administrador do blog “Antifeminismo”, e que nesta entrevista gentilmente compartilha conosco seus conceitos e posicionamentos relacionados ao machismo, a misoginia e também sua reflexão crítica a respeito do feminismo e das  feministas, o que acredito ser temática de grande importância à todas as mulheres que primam pela boa qualidade de vida dos homens e das mulheres que querem harmonia e concórdia entre os sexos, tanto no plano individual como no coletivo em nossa sociedade.

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Espero que gostem da entrevista e que também lhes seja útil em suas reflexões e no convívio com os homens e na educação de suas filhas e filhos.
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O Lobo Sagrado:
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SZ: Quais são as comunidades do Orkut e blog que participa como membro, dono ou moderador?
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Lobo Sagrado: Blog: “Antifeminismo” (http://www.lobosagrado.blogspot.com.br/)
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Comunidades:
“Antifeminismo” – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=54203592
“Profissão: dona de casa”  – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1265197
“Sou politicamente incorreto” – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=54654420
“Mulher minha não fala palavrão”  – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=25160028
“Machismo não deve ser crime”- http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=111166821
“Garotas que não dão pra pobres e anônimos” – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=43737158
“Sociedade dos cavalheiros” – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=27317210
“Ringue do Lobo” – http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=78261953
Já integrei a moderação de várias comunidades sobre antifeminismo, masculinidade e relacionamentos, mas atualmente não faço mais parte de nenhuma delas. Estou afastado do Orkut há quase um ano. Mantenho meu perfil, mas entro poucas vezes, apenas para ver como andam minhas comunidades e faço leituras nas comunidades sobra política, como as que tratam do Deputado Jair Bolsonaro; além das comunidades sobre o Professor Olavo de Carvalho, sobre concursos públicos, estudos de línguas e sobre a causa animal.
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SZ:  Qual é a sua Formação acadêmica?
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Lobo Sagrado: Sou licenciado em Geografia. Cheguei a cursar um ano de Ciências Sociais, após a graduação. Pretendo continuar meus estudos, entrando no mestrado e prosseguindo meus estudos na área da Geopolítica, Geoestratégia e Relações Internacionais.
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SZ:  Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Lobo Sagrado: Família católica “comum”. Minha mãe sempre foi devota de Nossa Senhora Aparecida, mas nunca foi muito de frequentar a igreja. Particularmente, nunca gostei de ir à igreja. Sempre achei sem sentido ficar parado olhando para uma pessoa que parece falar sozinha (o padre).
Fiz a primeira comunhão obrigado, pois eu detestava ir às “aulas” de catecismo. Não fui crismado e não senti falta disso.
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Na adolescência, tive minha fase “revoltada”. Cheguei a me considerar ateu, mas a verdade é que eu NUNCA fui ateu de verdade. Apesar de sempre ter questionado muitas coisas que me passaram como verdades absolutas, eu nunca consegui eliminar totalmente a ideia de uma ou várias forças superiores. Hoje eu me considero um agnóstico deísta, pois vejo “Deus” como uma incógnita, algo indecifrável, ao mesmo tempo em que eu acredito que existe algum “Deus”, mas não aquele em que os demais cristãos acreditam.
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Já fui anti religião, mas hoje sou totalmente a favor delas. A religião conforta o Homem e o domestica. Quando as pessoas se afastam da religião, acabam perdendo todo o senso de Humanidade e Moral. Um bom exemplo são os comunistas, feministas e “gayzistas”.
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Do Cristianismo, trago comigo a moral, o senso de família, os valores patriarcais, a importância de amar o próximo (o que inclui outras formas de vida além da humana) e agir sempre com Honestidade e Justiça. São estes valores que quero passar aos meus filhos.
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Meus pais não são perfeitos, mas conseguiram educar a mim e meu irmão bem. Minha mãe é uma pessoa muito íntegra e honesta. Foi por isso que me tornei tão exigente com as mulheres, pois cresci achando que toda mulher era como minha mãe. Tive muita sorte em encontrar uma esposa com tantas qualidades; do contrário, eu não me casaria.
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SZ: Como se define?
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Lobo Sagrado: Sou uma pessoa difícil de conviver. Não sei esconder meus sentimentos e acabo sempre contaminando todos com meu mau humor e irritação quando algo me aborrece. Sou muito sincero e não sei fingir que algo está bom quando não está. Não sei fingir que gosto de alguém quando não gosto, mas também faço questão de mostrar às pessoas que admiro o que sinto por elas.
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Gosto de falar, conversar, conhecer pessoas e lugares diferentes. Minha curiosidade é muito grande e pretendo realizar muitas viagens nos próximos anos. O repetitivo me enjoa, não consigo passar muito tempo fazendo a mesma coisa.
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Essa minha vontade de fazer tudo acaba sendo muito prejudicial. Inicio muitos projetos e raramente termino algo. Tenho várias histórias escritas, mas nenhuma realmente concluída. Até hoje não consegui publicar um livro por isso.
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Falar em qualidades e defeitos é complicado, pois o que é qualidade para um é defeito para outro. Orgulho é uma qualidade para mim, e eu sou muito orgulhoso. Considero-me um homem honesto e justo. Não sou perfeito e às vezes faço coisas que não gostaria, mas estou sempre em constante auto avaliação, me punindo pelos erros.
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Sempre busco seguir a máxima “Não faça aos outros o que não quer que te façam”. Baseado nisso, eu tento tratar as pessoas da forma como gostaria de ser tratado. Odeio quando estou falando e me deixam no vácuo, por isso eu sempre paro e escuto qualquer um que vem falar comigo. Como não gosto de receber “não”, eu sempre faço de tudo para não dizer “não” a alguém. Se me pedem um favor, faço o máximo para ajudar. Como não gosto de perder dinheiro e sei o quanto é duro consegui-lo, me dói ter de enganar alguém para conseguir alguns trocados a mais. Tive trabalhos que me obrigavam a explorar a inocência dos outros para tirar mais dinheiro deles. Nunca fiz da forma como me disseram, eu tentava ser honesto. Percebi que lá honestidade não valia nada. As empresas não querem empregados honestos, mas empregados leais (“roube os outros, mas nunca a nós”).
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Tenho uma forma de ver a vida diferente da maioria das pessoas. Para mim, a vida só vale a pena se for para poder evoluir, mas também desfrutar de seus prazeres. Não vejo o suicídio como o pior dos pecados, até mesmo porque eu mesmo pretendo escrever um documento autorizando meus familiares a me matar caso eu me torne inválido o suficiente para fazer isso sozinho. Talvez eu veja o mundo de maneira mais próxima a de um oriental, como no caso dos samurais, que tiram a própria vida ao serem desonrados.
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Como busco a evolução, leio sempre de tudo. Eu me considero “mente aberta”, pois estou aberto a conhecer coisas variadas. Meu conservadorismo não é fruto da ignorância (o que acontece com muita gente), mas uma opção que fiz após conhecer a podridão do outro lado. Vi o que tinha do outro lado e não gostei. Eu ainda prefiro o velho mundo patriarcal do que a “nova era” de sexo livre e total falta de senso de moralidade e moderação.
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Sua atuação no campo virtual e sobre as questões masculinas:
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SZ:  Conte-nos sobre sua trajetória e  planos futuros nas questões masculinas no campo virtual?
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Lobo Sagrado: Falarei primeiro sobre antifeminismo, pois está intimamente ligado às questões masculinas.
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Eu sempre fui muito incomodado com essas coisas que o feminismo prega, mas nunca tinha parado para pensar e estudar mais sobre ou assunto. Após uma briga “virtual” que tive com uma garota feminista revoltadinha, em 2002, passei a pensar mais no assunto.
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Em 2004, entrei para o Orkut. Lembro que queria criar uma comunidade e não tinha ideia sobre qual assunto. A primeira que fiz chamava “Feminilidade Perdida” (ou algo muito parecido com isso), onde eu discutia as mudanças que as mulheres tiveram ao longo das décadas. Na época, meus conceitos eram um pouco diferentes dos que tenho hoje. Eu ainda estava influenciado fortemente por ideais românticos, idealistas e fechava os olhos para muita coisa. Você pode entender isso como uma “matrix”; foi mais ou menos isso.
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Algumas experiências (mais no campo interno, reflexivo) começaram a me tirar desta situação de “matrix” para a dura realidade. Foi quando comecei a ser mais racional e fui me tornando cada vez mais realista e menos idealizador. Posso dizer que isso também está ligado ao meu direcionamento cada vez mais próximo à direita política, pois, de certa forma, uma postura estava ligada à outra.
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Esta comunidade durou pouco, pois vi que ela não estava tratando daquilo que eu queria tratar desde o começo. O meu primeiro erro foi criticar o “machismo”, usando da definição popular que é “ideologia do homem superior à mulher”. Quando eu falava que a comunidade era contra o machismo e o feminismo, todo mundo entrava dizendo que era contra o machismo e a favor do feminismo.
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Teve um tópico onde eu discutia sobre o fato de homens utilizarem saias, mais especificamente o kilt, peça muito tradicional no vestuário masculino escocês. Aí veio um cara com um monte de fotos de japoneses maquiados e vestidos como mulheres à moda “vitoriana”. Falo de saia masculina e o cara me apresenta drag queens como se fossem a mesma coisa. Minha comunidade só tinha atraído idiotas mesmo. Fechei a comunidade e fiquei no Orkut, discutindo sobre outros assuntos.
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Fui pesquisando sobre feminismo no Orkut e achei algumas comunidades pró-feminismo. Fiquei surpreso ao ver que muitos homens apoiavam este absurdo, criticando posturas masculinas tradicionais e usando aquele “mimimi homem opressor/mulher coitadinha”.
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Criei a comunidade Antifeminismo em setembro de 2005. Antes disso, já existiam algumas comunidades antifeministas (“Odeio mulheres feministas!” e “Feministas não me representam”, esta última formada por mulheres). Apesar de não ser a primeira sobre o tema, até hoje é a maior e a que gerou maior repercussão. Sem falsa modéstia, a verdade é que a minha presença sempre foi o maior impulsionador para o movimento da Antifeminismo. Ao contrário da maioria daqueles que fundam comunidades, eu sempre fui muito presente e sempre incentivei muito as discussões. Sempre que eu me ausentava, o movimento caía. Hoje a Antifeminismo esta “às moscas”, infelizmente.
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Certa vez, feminazis se uniram e conseguiram derrubar a Antifeminismo original. Imediatamente, refiz a comunidade e logo todos os membros originais voltaram. Enviei um e-mail de reclamação ao Google, sobre a injustiça cometida e a verdadeira função da comunidade. Além disso, denunciei meus denunciantes e aleguei que eram eles quem infringiam as leis do Google e sobre direitos humanos, ao incentivarem o aborto e o deboche contra a violência que algumas mulheres histéricas praticavam contra seus maridos. Minha comunidade foi devolvida, mais um pedido de desculpas por parte do Google. Fechei a Antifeminismo original, por segurança. Ela está lá com os membros antigos e com o fórum fechado para discussões. É a “Antifeminismo (banco de dados)”.
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Não bastassem as feministas, ainda tive de enfrentar grupos misóginos. Meu perfil foi apagado. Graças a amigos e seguidores (da comunidade) leais, consegui recuperar todas as minhas comunidades que haviam ficado sem dono. Logo a 2ª Antifeminismo foi apagada. Criei a 3ª Antifeminismo, que é a atual. Escolhi a imagem da Virgem e o Menino Jesus para provocar as feministas, pois representa tudo aquilo que elas repudiam: a maternidade (a imagem expressa bem o amor entre a mãe e seu filho), o Cristianismo (religião patriarcal) e Maria (símbolo do tipo ideal de mulher que o Feminismo quer destruir de todo maneira). Feminazis me denunciaram por usar imagens religiosas, como se eu tivesse debochando ou algo parecido; mas eu NUNCA recebi qualquer reclamação por estar usando esta imagem na minha comunidade.
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Paralelamente às minhas participações na Antifeminismo, eu também participava de comunidades sobre relacionamentos e questões masculinas. Participei da OLODM ainda no começo, pois já conhecia as obras de Nessahan Alita e gostaria de discutir sobre o que eu havia lido. Com o tempo, surgiram disputas de ego dentro da comunidade. Os mais revoltados destilavam ódio sobre o sexo feminino e isso influenciou muitos jovens que tinham acabado de sair de um péssimo relacionamento ou uma adolescência traumática, marcada por rejeições. Minha postura sempre foi de entender as mulheres e repudiar somente de péssimo caráter, pois tenho comigo que certas qualidades e defeitos são inerentes ao próprio ser humano. Minha postura “moderada” desagradou um determinado grupo, que já falava na “real” e se achavam donos da verdade. Saí de lá e fui para o Desenvolvimento Masculino.
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Depois de um tempo, fiquei saturado de discussões no Orkut, pois vi que aquilo tinha dado o que tinha de dar. Foi quando criei meu blog e passei a postar textos baseados naquilo que eu conhecia, mas também em opiniões e reflexões. Foi a partir do blog que comecei a desenvolver mais as questões voltadas ao masculino. Eu sempre combati o feminismo por este ser contra a masculinidade e feminilidade tradicionais.
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Sobre questões masculinas:
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SZ:  Quais é seu posicionamento atual e planos futuros quanto as questões masculinas?
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Lobo Sagrado: Naturalmente, fui entrando mais em questões sobre o resgate da masculinidade e sobre o homem atual, com tópicos sobre comportamento e relacionamento com as mulheres. Não sou adepto do chamado “masculinismo”, pois este é um feminismo às avessas. Mesmo que esse masculinismo não seja o “igualitário”, dos homens que desejam ficar em casa, limpando e cozinhando para a “companheira” trabalhar, o masculinismo mais conservador peca em ficar de choradeira e vitimismo. Assim como as feministas reclamam que as mulheres sempre foram oprimidas e por isso formaram um movimento para fazer oposição, os masculinistas usam o mesmo argumento. Se sentem injustiçados pelo feminismo que só pensou nas mulheres e resolvem fazer um movimento por direitos. Eu não concordo com isso, pois não dá certo homens e mulheres lutando em posições opostas, feito inimigos. Uma sociedade próspera e sadia jamais se desenvolveu ou se desenvolverá sem que ambos os sexos vivam em harmonia, tanto um com outro quanto para si mesmo, aceitando suas diferenças naturais e respeitando-as.
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Não acho que nós, homens, devemos lutar pela conquista de novos direitos; devemos lutar pelo RESGATE dos antigos modos que regiam a nossa vida. Estas ideias de “resgate de masculinidade” são posteriores a do antifeminismo. Antes eu me incomodava mais com a perda dos modos femininos e também culpava as mulheres – como fazem os Guerreiros da Real — por todos os nossos fracassos. Depois fui enxergando que não era bem assim, pois a boa parte da culpa era nossa, masculina. Deixamos de lado nossa honra, nosso orgulho e nossa racionalidade. Deixamos nos levar pelos sentimentos, nos tornamos rebeldes e, ainda por cima, apoiamos a rebeldia feminina. O movimento romântico do século XIX marca bem o início da decadência masculina. O feminismo só surgiu e ainda se mantém por apoio masculino. O sucesso que é a Marcha das Vadias se deve a muitos homens, sejam aqueles que estavam lá, segurando faixas, sejam os intelectuais e jornalistas, que usaram palavras bonitas para justificar o injustificável.
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Minha meta atual é incitar nos jovens a valorização da masculinidade e a “desconstrução” do termo machismo, pois esta palavra da forma como é usada torna o homem um demônio por sua própria natureza. Quero que os jovens vejam que eles têm muito mais a ganhar do que perder sendo “machistas”. Existe um termo chamado machismo esclarecido (ou neomachismo) que trata da percepção da nossa condição de macho humano/homem tradicional, mas também a nossa reflexão do que é ser este machista. Há certos conceitos do pensamento machista tradicional que devemos rever, por exemplo, a ideia de que as mulheres não tiveram importância na evolução da Humanidade, desprezando o papel que sempre tiveram como mães, esposas e cuidadoras dos lares. O machismo esclarecido é o machismo dos homens que sabem valorizar as mulheres de bem, de valorizar a feminilidade, de compreender a complementaridade dos sexos. Um outro exemplo de uma visão machista esclarecida é a valorização da família, da importância do papel paterno da criação dos filhos (principalmente homens). Há uma ideia equivocada de que cabe somente às mães cuidarem dos filhos, cabendo aos pais somente prover alimento e abrigo. A importância do pai na criação dos filhos é muito defendida hoje, mas os motivos são diferentes da visão machista esclarecida. Feministas e psicólogos moderninhos falam do papel do pai como o novo homem, chorão, submisso e passional, que deve ficar com as crianças fazendo mingau para que sua esposa possa trabalhar fora e sair para o happy hour com as amigas. A visão machista esclarecida é de que somente um pai pode ensinar certos valores aos seus filhos. Meninos criados sem pai tendem a serem rebeldes ou, por outro lado, se tornam efeminados. Crescem sem parâmetro de masculinidade. Muitos se espelham em tipos masculinos da mídia, muitos deles de caráter duvidoso. Enquanto feministas tentam mostrar o homem tradicional como um tirano opressor, egoísta, irracional, sujo, bestializado, o nosso papel enquanto machistas esclarecidos é mostrar que a virilidade, o sentimento de honra, justiça, piedade e a empatia podem fazer parte do homem másculo, orgulhoso de sua virilidade e que repugna aberrações como o homossexualismo e o feminismo. Para você ter ideia, existe uma corrente feminista chamada ecofeminismo, que consiste em comparar as agressões do Homem (você verá a ambiguidade logo a seguir) à Natureza com a – suposta – opressão dos homens sobre as mulheres; e é claro que nesse contexto, fica claro que o “gênero” masculino é o grande responsável por todo o desmatamento, poluição, extinção das espécies animais e atrocidades cometidas contra toda forma de vida existente.
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Não preciso falar de feminismo para os homens. Ao saberem o que é ser um homem de verdade, nos benefícios de sua masculinidade, por consequência irão rejeitar o feminismo. Além do mais, as feministas estão se queimando de vez e mostrando à sociedade quem realmente são. Mesmo para aqueles que são mais abertos a mudanças, tudo tem limite, tem o seu sagrado. O aborto é rejeitado por esmagadora parte da população, mesmo entre os mais esclarecidos. O incesto é inaceitável. Isso ocorre por sermos uma nação de cristãos, não é à toa que estes grupos tentam “laicizar” as nossas leis e todos os espaços possíveis. Não é apenas tornar a questão religiosa em algo neutro, mas é matar por completo qualquer senso de moral que exista para se criar um novo. Seria o da Nova Era?
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Atualmente, estou fora das redes sociais (entenda este “eu” por Lobo Sagrado). Tirei um tempo de tudo que vinha fazendo há alguns meses pretendo continuar mais um tempo; talvez eu nunca mais volte. Passei uma fase difícil ano passado, o que me afetou profundamente. Já andava chateado com o andamento das discussões a que eu vinha tendo pelo Orkut e estava me desgastando com bobagens. Sempre fui um ferrenho opositor do feminismo, defensor da Família, da Ordem, da Honra e Justiça. Sempre lutei pela valorização e reconhecimento da mulher e do homem de bem. Por isso, fui atacado por misóginos e outros idiotas, me acusando injustamente de ser aquilo que eu mais repudio, e isso é a coisa mais ofensiva que poderiam me dizer. Vi que não era só uma briga de homens de bem contra feministas, era uma guerra com múltiplas alianças, e eu acabava no meio do fogo por ser “moderado demais”, segundo alguns.
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Não estou totalmente fora das redes sociais, mas participo com meu nome verdadeiro. Estou envolvido mais em outros tipos de “ativismos”, como a causa animal e a política. Não são causas novas, eu só estou mais atuante nelas atualmente. Pretendo um dia publicar obras sobre antifeminismo e masculinidade, mas isso ficará lá na frente.
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SZ:  Quais são seus referenciais sobre as questões masculinas dentro do tema proposto?
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Lobo Sagrado: Como disse antes, uma coisa está ligada à outra. Nessahan Alita escreveu falando sobre como lidar com mulheres manipuladoras; isso não deixa de ser um manual sobre sedução e masculinidade. Aliás, não se ensina um homem a seduzir sem ensiná-lo primeiro a ser um homem de verdade, pois as mulheres normais (heterossexuais e não feministas) sentem atração por homens que emanam força, virilidade, saúde, liderança e – por que não? – inteligência. Nessahan Alita tem seus defeitos, mas eu recomendo. Como lidar com as mulheres foi uma obra revolucionária para mim e muitos homens. Ele não disse nada de novo, mas confirmou tudo aquilo que eu já suspeitava. Além disso, foi a primeira vez que vi um livro falar sobre um tema hoje considerado tabu: a santidade feminina. E também recomendo obras sobre sedução, exatamente por ensinar ao homem como deve agir para conquistar uma mulher. Tem uma obra chamada O corpo fala (Pierre Weil e Roland Tompakow). Recomendo.
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Martin Van Creveld fala sobre o Mito da fragilidade feminina – em O sexo privilegiado — e aponta ao longo da História como as mulheres sempre foram poupadas dos piores trabalhos, enquanto homens morriam nas minas, garimpos e guerras. Não me parece uma obra vitimista, pelo menos se entendermos que este trabalho é exatamente para aqueles que acreditam nas palavras de feministas e nesta demonização da figura masculina. Um livro que destrói qualquer argumento pró-feminismo.
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Peter Zohrab em Sexo, mentiras e feminismo mostra toda a ardilosidade feminista e a irracionalidade do movimento. Conta casos reais de homens de bem que foram à ruína por leis misândricas e anti-família que existem em seu país, a Nova Zelândia (um dos mais promíscuos do mundo) e em países europeus.
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A leitura base para a formação do caráter de qualquer homem deveria ser A arte da guerra, de Sun Tzu. Seu autor viveu 500 anos antes de Cristo, num período turbulento, anterior à unificação da China sob um único império e com o território que hoje conhecemos. Um general que jamais perdeu as batalhas que travou, pois era um grande estrategista e de grande cultura. O livro é pequeno, onde as notas do autor são comentadas por outros autores chineses que viveram posteriormente. As táticas ensinadas pelo general podem ser aplicadas às mais diversas situações: uma partida de futebol, a gestão de uma empresa, a construção de um edifício, e até um relacionamento amoroso. O homem que lê este livro absorve seus conhecimentos e os aplica no seu dia a dia, se torna alguém poderoso. É um livro para formar líderes.
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Já O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, te ensina a gerenciar aquilo que conquistou. Foi um livro escrito para homens poderosos. Mais um livro curto, fácil e agradável de ler. Nele, o autor mostra que ser justo é mais importante do que ser bonzinho. Podemos tomar com analogia o homem classificado como “bonzinho”, o “canalha” e o “justo”. Enquanto os bonzinhos são logo destronados e eliminados, os cruéis e sem caráter algum acabam sendo odiado pelo povo, que na primeira oportunidade irá trair seu soberano. O justo deve ser duro e temido, mas a diferença é que ele sabe premiar os bons e leais e castigar com severidade os inimigos. Lição esta contida no A arte da guerra.
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Não existem muitos autores atuais dos quais se podem extrair muitos bons conselhos sobre masculinidade. A maioria dos que se presta a estudar o assunto, só sabem criticar o homem tradicional, incentivando-o a se corromper em nome de uma nova era pseudopacífica.
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Eu recomendo muita literatura. A maioria dos bons autores já morreu. Um dos meus livros favoritos é O Silmarillion,de J.R.R. Tolkien. Para muitos fãs do escritor, O Senhor dos Anéis é seu melhor livro, mas esta não é minha opinião. Apesar de haver muitas lições de honra e virilidade em Senhor dos Anéis, o livro também contém muitas mensagens estranhas a meu ver (sejam propositais ou não) e personagens com tendências homossexuais. Em O Silmarillion, a leitura é mais agradável, com capítulos curtos, mais dinâmicos e com várias pequenas histórias. Existem inúmeros exemplos de verdadeira coragem e honra, de masculinidade verdadeira. Beren enfrentou Morgoth para roubar sua Silmaril e conquistar Luthien. Filgolfin enfrentou Morgoth “cara a cara”, sabendo que aquilo era suicídio. Húrin passou trinta anos em cativeiro por desafiar Morgoth e seu filho, Turin, enfrentou uma fera gigantesca e depois cometeu suicídio que descobriu que vivia um relacionamento incestuoso com a sua irmã. Com certeza, a história mais trágica do livro. Eu poderia citar inúmeros homens, elfos e anões honrados e viris e outros não muito honrados, mas muito viris (como Fëanor), mas isso tomaria algumas páginas. Personagens femininas são um caso à parte. Cheias de feminilidade, conseguiram mostrar grande importância na história sem para isso tornarem-se masculinizadas. Outro ponto a favor em relação ao Senhor dos Anéis, onde seus fãs só lembram da Éowyn, mulher que se vestiu de homem, lutou e venceu uma criatura aparentemente invencível. Leiam O Silmarillion. Altamente recomendado.
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Outras obras recomendadas: A Ilíada e A Odisséia (Homero), Eneida (Virgílio) Os Lusíadas (Camões), Canção dos Nibelungos, Cantar de Mio Cid, histórias do “Ciclo Arturiano”. Por enquanto, são essas que me lembro no momento. Honra, Virtude, Virilidade, hoje estas são conceitos ultrapassados. Difícil encontrar bons livros hoje que ainda tratem do assunto.
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SZ: Quais foram os motivos que o levaram a atuar nas questões masculinas no campo virtual?
Lobo Sagrado: Eu nunca aceitei o feminismo, mesmo antes de saber o que era. Quando criança, eu já apreciava a beleza do masculino e do feminino, de como seus contrastes se encaixavam e sempre me orgulhei em ser homem. Espelhava-me nos super heróis e sonhava em ser como eles, conquistando a “princesa” no final da história. Apesar disso, eu sabia que a masculinidade era um fardo, pois eu tinha que enfrentar todos os meus medos para vencer. Eu jamais aceitei perder para uma garota naquilo que era considerado masculino. Foi meu orgulho “machista” que fez superar meus inúmeros medos de infância. Fui muito tímido, medroso e inseguro na infância. Se eu não fosse orgulho — machista – seria um homem covarde e fraco. É bem provável que até as mulheres feministas me desprezariam.
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Eu ficava indignado quando via meninas reclamando de sua condição. Quando dizia “eu odeio ser menina, queria ser menino”, achava absurdo, pois eu jamais quis ser mulher, por mais complicado que fosse para eu enfrentar problemas exclusivamente masculinos. Nunca me vi como privilegiado, pelo contrário, pois tudo parecia mais fácil para as meninas. Sempre protegidas pelos pais ou pelos amigos homens, para um menino não havia nada disso. E nem poderíamos chorar aos nossos pais a perseguição que sofríamos. Comecei a odiar essa coisa de feminismo desde garoto, pois além de terem uma vida mais fácil (era o que eu achava), ainda reclamavam. E o pior de tudo: odiavam sua própria natureza. Inaceitável!
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Cresci e amadureci um pouco; hoje eu sei que tantos homens quanto mulheres tem seus desafios e vida de um não é mais fácil do que a do outro. Reclamar e querer ser o outro ruim. Não se aceitar em sua própria natureza pode levar ao câncer e à infelicidade eterna.
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Minha adolescência foi chata e cheia de ilusões românticas. Quando vi que as coisas já não eram mais como eu acreditava que fossem, que o mundo estava mudado e que as mulheres já não se valorizavam mais, comecei a me revoltar cada vez contra o feminismo. Eu achava o sexo feminino perfeito e o feminismo estava destruindo tudo aquilo, tornando as mulheres tão sujas quanto os homens.
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Minhas questões não são apenas masculinas. Não há masculino sem o feminino, e vice-versa. Eu luto pelo resgate do masculino tradicional, do papel de MACHO e da revalorização deste tipo que lutou em guerras, construiu edifícios e enfrentou as adversidades da Natureza com persistência e coragem. O tipo que encantou mulheres em todas as épocas e culturas e que ainda encantam, apesar delas dizerem o contrário.
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Sobre o Machismo e a misoginia:
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SZ:  Como defini o machismo e a misoginia?
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Lobo Sagrado: Existem dois níveis de machismo: Um é o natural, biológico. O outro é social, cultural. Estando o segundo subordinado ao primeiro.
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O machismo do ponto de vista biológico é aquele referente à conduta do macho. É o comportamento tipicamente masculino, instintivo. O machismo animal está muitas vezes ligado ao territorialismo, a uma maior agressividade, à competitividade, a um ávido desejo sexual e vontade de possuir sempre mais do aquilo que consegue ter. Apesar de ser competitivo e individualista, há também nos instinto masculino a vontade de proteger e cuidar. Não é o cuidado da fêmea, é uma forma própria dos machos de lidar com seu grupo, sua prole.
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O machismo cultural é oriundo dos instintos animais. Quando os homens criam suas regras, baseiam-se em suas funções orgânicas. Apesar de realmente ter tido pouca participação feminina no estabelecimento das regras que regeram a Humanidade por todos esses milênios, houve uma aceitação das mulheres também pelo modelo machista patriarcal de sociedade. O Patriarcado é o sistema de normas que regeu a Humanidade por todo este tempo, baseado no machismo animal. Caso este sistema realmente fosse tão opressivo às mulheres como pregam “@s feminist@s”, o Feminismo não esperaria a Humanidade chegar a este patamar de desenvolvimento para exigir direito. Até mesmo porque, com ou sem feminismo, as mulheres logo teriam seu lugar no mercado de trabalho, porque é da “natureza” do Capitalismo conseguir o maior contingente possível de trabalhadores, fomentando a competição e baixando os salários, possibilitando uma maior acumulação de capitais.
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O Patriarcado é um sistema onde existe a divisão sexual do trabalho e a heteronormatividade. Comportamentos que fugiam desses padrões quase sempre eram tolerados, mas jamais foi regra na maioria das sociedades. Meninos e meninas sempre foram ensinados a agir conforme seu sexo biológico, tendo direitos e deveres diferentes. Não havia competição entre os sexos, mas sempre a complementaridade entre os dois lados e o respeito. O Feminismo veio para romper com a antiga Ordem e estabelecer uma nova (Nova Era), mas para isso é necessário destruir as raízes desta sociedade. Como todos nós sabemos, a raiz é a família; a Família Patriarcal.
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Distorcendo a História, contando meias verdades, acusou o homem de ser o grande vilão e opressor na história da Humanidade. Colocou acima da dominação dos povos, das guerras étnicas e religiosas, a dominação do homem sobre a mulher. Uma grande farsa. Falam como se um dia tivesse existido uma sociedade cuja classe dominante fosse formada somente por homens, enquanto as mulheres seriam o “povão”, massacrado, oprimido e sem direito algum a voz ativa.
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Graças às mentiras feministas, machismo hoje tem inúmeros significados que acabam se contradizendo entre si. Machismo é gostar de ser homem, ter orgulho de sua masculinidade, é amar e se preocupar com sua esposa a ponto de não deixá-la andar sozinha por aí. O homem que rala em dois empregos para mostrar que é digno, e poupar sua mulher de enfrentar ônibus lotado para ir ao serviço e não deixar os filhos em creche, é considerado um machista. O homem que reage ao assalto para impedir que um criminoso estupre sua mulher também é considerado machista. Tem aquele que é traído e não perdoa. Tem aquele que não aceita ganhar menos que a mulher, que se sente mal, pois não é bem sucedido e não realizou seu objetivo de prover sua família com o bom e o melhor, este é criticado pelas feministas. Homens que criticam o feminismo, mesmo aqueles que apoiam a “libertação da mulher”, mas se sentiram traídos pelo movimento que não acudiu os homens, também são chamados de machistas pelas feminazis.
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Para as feminazis, machista é todo aquele que não se sujeita às suas vontades. É o verdadeiro pau mandado, um sujeito que jogou aquilo que tem de mais importante no lixo: Sua Honra.
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Dizem que homem que bate em mulher é machista. Machista seria se ele não batesse só porque é uma mulher, já que para as feministas tratar homens e mulheres com diferença é machismo. Olha o raciocínio feminista como é deturpado. Sobre a violência contra a mulher, digo que NENHUM  pai machista ensina ao seu filho a agredir sua esposa. Homens que agridem suas esposas gratuitamente são covardes. Estes são os verdadeiros misóginos.
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O misógino repudia tudo o que é feminino. A suavidade, a cor rosa, a delicadeza dos gestos, da voz, do andar, tudo enoja ao misógino. O misógino chega a um ponto onde não suporta nem mesmo manter relações sexuais com mulheres. Alguns acabam se envolvendo somente com mulheres masculinizadas, que lembram homens: musculosas, peludas, agressivas, que usam linguajar masculino, falam palavrões. Outros acabam mesmo enveredando pelo homossexualismo. São os bombados de academia, lutadores de jiu jitsu, frequentadores de saunas. Eles repudiam tudo o que é feminino. Tem comportamentos “machistas”, que até os fazem parecer machos de verdade, mas com o diferencial de que odeiam mulheres, não sentem nenhuma forma de empatia por elas e preferem se relacionar em todas as formas com outros “machos”.
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Mulheres feministas é a versão feminina dos misóginos. Odiar o feminismo é repudiar a misandria e não as mulheres e a feminilidade, como nos acusam as feminazis. Tantos misóginos quanto à misândricas são pessoas infelizes, perturbadas, psicologicamente fracas e doentes, que escondem no ódio e repulsa pelo sexo oposto o modo de se relacionar e se machucar. Com certeza, estas pessoas sofreram traumas difíceis de serem superados durante a infância, geralmente com pessoas próximas.
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Resumindo:
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Machismo – Masculinidade, modos de macho, senso de dever, de honra, orgulho, heterossexualidade, admiração e respeito pelas diferenças sexuais. O homem justo.
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Misoginia – Ódio, repulsa, nojo do sexo feminino. Aversão à feminilidade. Visão de inferioridade do sexo feminino. Mulheres são descartáveis. Mulheres são dispensáveis para a vida de uma sociedade. Misógina é o Machismo deturpado. O canalha.
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SZ:  Acredita que o machismo ou a misoginia são exclusividade dos homens?
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Lobo Sagrado: Como eu disse, machismo é o comportamento do macho; porém, existem lésbicas extremamente masculinizadas que acabam agindo feito homens genuinamente machistas. Vi uma reportagem com “a filha” da Gretchen, Tammy, dizendo que estava procurando uma namorada e que gosta de mulher “prendada”, que saiba cuidar da casa e que ainda lave suas cuecas (!!!). Engraçado como existem lésbicas que realmente encarnam o papel do macho tradicional, enquanto a maioria dos homens de hoje recusam veemente este papel, preferindo viver à sombra de suas mulheres, agindo como capachos.
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Neste caso, mulheres podem ser machistas, sim.
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A misoginia é o repúdio pela mulher o feminino. Algumas mulheres são assim; muitas delas são feministas. É estranho pensar que feministas podem ser misóginas, mas dentro daquilo que defino como misoginia, faz sentido. Veja, feministas sempre diminuíram o papel da mulher na História. Para muitas feministas, as mulheres sempre foram inúteis (quando não eram oprimidas) e parasitas. A mulher boa é aquela que vestiu calças, cortou o cabelo e foi à luta como sempre fizeram os homens. Elas admiram o masculino e odeiam os homens exatamente porque eles são aquilo que elas sempre quiseram ser. Uma inveja enorme, algo percebido por Freud.
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Uma feminista pode ser misândrica por odiar o sexo masculino, mas também se mostra misógina ao odiar a si própria enquanto mulher. Odiar o “universo” feminino, com seus bichinhos, vestidos, rendas, maquiagem, modos gentis e delicados e penteados. Prefere esportes competitivos, brutos, as roupas rústicas e os calçados grandes e pesados como o de soldados e operários. Não estou falando que todas feministas tem este perfil, pois o Feminismo hoje é muito diversificado, onde quase sempre suas adeptas (cada uma de uma vertente diferente) se desentendem.
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SZ:  Em sua compreensão, quais relações poderiam ter entre o machismo e a violência doméstica o estupro, o racismo, corrupção nas instancias de poder institucional, o crime organizado?
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Lobo Sagrado: Como eu falei acima, o machismo que leva à violência e à opressão é o machismo deturpado, misógino, o abuso da autoridade, um patriarcado distorcido. É como o policial treinado e armado para proteger o povo que usa de violência, ameaças e chantagens contra aqueles que deveria proteger.
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Ao educarmos nossos filhos, devemos sempre deixar clara a ideia de que um homem de verdade (machista) é aqueles que caminha sempre no caminho da Justiça, com Honra e Dignidade. Ele usa sua força para proteger e nunca para ameaçar, oprimir e destruir os fracos e inocentes. Essa é a educação patriarcal que sempre defendi.
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O problema é que não existe mais este tipo de educação. Todos querem tirar vantagens uns dos outros. Meninos não sabem o que é honra, só querem se dar bem, não importa como. Muitos não se importam em serem sustentados por mulheres ricas. Não se importam em virar “donos de casa”, contanto que a mulher ganhe bem e dê tudo o que ele quer. As meninas não admiram mais a honra do homem. Só querem se divertir com playboys ou criminosos que tenham um carrão “tunado”. Depois procuram paspalhões para casar que cuidem da casa e ajam como empregadinhos.
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O estupro raramente tem como causas o desejo sexual de alguém. Estupro é uma das mais puras expressões de sadismo, maldade, do prazer de fazer o outro sofrer. Para um homem fazer sexo à força com uma mulher, ele pode ser um selvagem que não conhece regras, estar entorpecido por álcool ou drogas ou ser uma pessoa cruel mesmo. Desejo sexual ou o fato de ser rejeitado pelas mulheres não justificam o estupro. Num mundo como o de hoje, NENHUM homem fica sem sexo.
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O racismo é a visão de que uma espécie é superior à outra. Feministas e misóginos são racistas, pois consideram homens e mulheres raças diferentes, e sempre pregam o ódio e a inferioridade do outro. Não sabem viver em harmonia com os diferentes e aceitar suas peculiaridades.
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SZ: De acordo com seu conhecimento jurídico, há alguma ilegalidade no machismo e/ou da parte de quem é machista e se expressa como tal?
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Lobo Sagrado: Até onde sei, não existe nenhum lei que proíba explicitamente um homem de ser macho. Mas feministas instaladas no Governo estão trabalhando incansavelmente para punir os homens que ousam exercer sua masculinidade. A Lei Maria da Penha, apesar de ser uma lei machista (por diferenciar homens e mulheres), no contexto atual, vem a destruir a honra masculina. É uma lei que presume que todo homem é um espancador em potencial, além de proteger EXCLUSIVAMENTE TODA mulher de qualquer tipo de violência. A lei só serve para proteger a mulher e punir o homem. O que vem acontecendo é que muitas mulheres mal intencionadas, passaram a abusar do poder que esta lei trouxe para agredir e humilhar seus maridos, que não tem proteção nem mesmo contra a violência psicológica, moral e patrimonial.
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Nos EUA, é comum o Estado afastar um homem de sua casa por qualquer denúncia contra ele, antes mesmo de ser averiguada. No Brasil, leis feministas europeias estão vindo e logo estaremos no nível destes país em feminismo (educação, qualidade de vida, saúde e segurança ficam para segundo plano). A “Lei da Palmada” é mais um atentado contra o chefe de família. Agora seus filhos poderão rir, xingar, cuspir na cara do pai e ficarão impunes. Um pai já não manda em nada e seus filhos, que já são protegidos pelo ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, estarão ainda mais protegidos para que possam cometer crimes.
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 A Lei Antihomofobia, se aprovada, será mais um golpe contra a honra e a masculinidade. Um pai não poderá mais reprimir seu filho com tendências homossexuais. Não poderá mais falar com ele sobre a importância de ser homem, dos deveres, da importância de se manter uma postura dura e austera diante das dificuldades da vida. Qualquer coisa que faça o menino se sentir reprimido, dará a ele o direito de denunciar o pai, que será imediatamente punido. Com a manutenção da proibição do homeschooling no Brasil, o pai não terá como evitar que seus filhos sejam submetidos a uma educação homossexualizante e “libertária”.
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Bastam somente estas leis para destruir o macho, não precisa de uma lei específica sobre o “machismo”. O termo “Feminazismo” se justifica aí, pois somente uma ideologia totalitária, segregatória e altamente hierarquizada para tramar planos tão grandiosos de controle de massas, do fio de cabelo à sua mais profunda camada da mente.
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Sobre o aborto e a legalização do aborto:
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SZ:  O que pensa sobre o aborto e qual é a sua posição ante a legalização disso?
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Lobo Sagrado: O aborto é sempre cruel, sem exceção. Às vezes, essa crueldade é necessária. É cruel para a mulher e para o ser que cresce dentro dela. Infelizmente, existem situações em que o aborto é a menos pior das soluções. Procuro ser o mais racional e criterioso possível para definir quando ou não se faz necessário abortar.
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Nossas leis já permitiam o aborto em caso de risco de morte para a mãe e estupro. No primeiro caso, não vejo como me opor, visto que se a mulher morrer, seu filho também morrerá. Além do mais, temos de relativizar um pouco e saber priorizar o que é mais importante.
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Eu sempre tento me colocar no lugar da mulher, mas também do marido, irmão, filho desta mulher. Se minha esposa estiver grávida e descobrir que tem câncer e precisa iniciar imediatamente os tratamentos com quimioterapia e radioterapia, é claro que eu vou fazer tudo para salvar a vida da minha esposa. Jamais eu iria aceitar que arriscasse sua vida para manter uma gravidez pode nem vir a chegar ao final. Não é uma decisão fácil para quem dá valor à vida, mas entre a minha mulher e um ser que ainda não nasceu, não tenho dúvidas.
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Em relação ao estupro, também sou favorável ao aborto. Não é justo que uma mulher tenha de carregar no ventre o fruto de uma violência. Não é justo que um homem de bem tenha de acompanhar todos os dias crescer na barriga de sua esposa o filho do demônio que a violentou.
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Não me baseio em religião, apenas na minha racionalidade, por isso não concordo com tudo o que os religiosos defendem. Sou um ferrenho opositor da BANALIZAÇÃO do aborto, como querem as feministas. O aborto usado como método contraceptivo, como capricho feminista. Primeiro, incentivam a promiscuidade feminina. Depois vem com essa de aborto, fruto de uma sexualidade irresponsável. Demonstram total desrespeito e desprezo pelo feto humano, como se fosse apenas uma extensão do seu corpo. Tiram do homem qualquer direito sobre seu filho, a não ser que elas decidam ter o filho. Aí, ele passa a ser dos dois, para que ela possa cobrar pensão.
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Feministas são repugnantes e os homens que as apoiam nem ouso dar-lhes um nome, pois não consigo entender o que têm na cabeça. Falam que o aborto vai salvar a vida de milhares de mulheres que morrem por fazerem abortos clandestinos, mas nada fazem para educar os jovens sobre métodos contraceptivos. Usam como desculpas para aprovar o aborto meninas pobres, que engravidam porque não tem instrução, mas se vê muita menina na faculdade engravidando.  A verdade é que muitas gostariam de aprovar o aborto para não “estragar” a carreira. Pobreza não é desculpa para abortar. Má formação não há nada que se resolva, mas pobreza é algo totalmente remediável, visto que vivemos num país assistencialista, que paga bolsas e bolsas para não deixar ninguém morrer de forme. Feministas poderiam financiar alguns projetos sociais para ajudar mães adolescentes que não tem para onde ir com seus filhos, permitindo que essas crianças não venham ao mundo para sofrer devido à pobreza.
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Uma situação de pobreza extrema, causada por uma guerra, epidemia, seca, talvez seja justificável abortar; principalmente em situações como a guerra, onde muitas mulheres ficam viúvas, com outros filhos famintos e ela ainda tem mais um no ventre. Aí entra a questão das prioridades, onde se tem de classificar o que é mais importante. É uma crueldade, como eu já disse, mas este um caso extremo, do qual não temos no Brasil. Por isso não irei estender muito o assunto.
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Com a aprovação do aborto de anencéfalos, o Brasil não precisa de mais nenhuma lei que libere o aborto. As feminazis nunca estão satisfeitas. Para elas, o aborto tem que ser liberado totalmente e feito na rede pública de saúde. Além de querer nos impor uma lei bárbara como esta, ainda querem usar o nosso dinheiro para isso. É só uma pequena amostra do caráter totalitário e fascista do feminismo.
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Dos homens que apoiam, existem dois tipos: os feministas (ou “manginas”, como queiram) e os canalhas. O primeiro tipo é vergonhoso. Ele se anula enquanto homem e serve de capacho fiel das feministas, apoia incondicionalmente suas senhoras, mesmo que aquilo só venha a prejudicá-lo. O segundo tipo é o cara que não tem sentimento de honra, de respeito, não pensa em constituir família, só quer se divertir e viver sua vida. É egoísta e mentiroso. Gosta de se divertir com as mulheres e só, as usa como objeto e não quer compromisso com ninguém. Liberando o aborto, ele poderá continuar sua vida irresponsável e desregrada e não se preocupar mais com pagamento de pensão. Da mesma maneira que ele convence uma jovem a deitar-se em sua cama, ele a convence a tirar o filho que ela carrega na barriga. Aprovando a aborto, ele poderá fazer isso sem ser criminalizado por isso. É o feminismo a serviço da canalhice feminina, como sempre.
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SZ: Como sabemos lideranças do feminismo planetário lutam ferozmente a nível institucional e através da mídia a favor da descriminalização do aborto nos países em que o aborto é ilegal, em sua opinião quais são os motivos disso?
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Lobo Sagrado: Sinceramente? Ainda não cheguei a uma conclusão.
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Complementando a sua pergunta, digo que as feministas deram um jeito de chegar à política e hoje ocupam espaços importantes na política da maioria dos países com certo grau de democracia. Estando na política, feministas podem manipular a mídia, inserindo na cabeça da população suas ideias doentias; no entanto, até agora não entendi porque querem tanto aprovar a banalização do aborto. Não entendo, porque ao invés de investir em campanhas de conscientização de homens e mulheres para que façam planejamento familiar e pratiquem sexo seguro, o que sai muito mais barato e teria muito mais adesão popular, preferem chamar a atenção com esses protestos pró-aborto, ganhando antipatia de boa parte da população e até a oposição de artistas, como no caso da cantora Elba Ramalho, que foi ameaçada por feminazis por dizer que é contra o aborto.
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A luta para aprovar a banalização do aborto deve ser mais um desafio feminista para impor seu poder sobre a sociedade, o da minoria dominante sobre a maioria dominada. Aprovar o aborto como prática contraceptiva é dar amplos poderes às mulheres sobre os homens, pois feministas alegam que o corpo é somente da mulher e somente ela pode tomar as decisões. No entanto, leis como a dos alimentos gravídicos, onde um homem é obrigado a pagar pensão para a mulher já grávida, irá continuar. Isso mostra o caráter contraditório, incoerente do feminismo. O feminismo não luta pela igualdade de gênero, mas pela dominação feminina sobre os homens. É revanchismo puro. Esse poder jamais será de todas as mulheres, pois o Feminismo é um movimento político. Quando o feminismo tomar todo o poder, será algo parecido com as ditaduras socialistas, onde a minoria irá se opor sobre a maioria.
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SZ:  Em seu discernimento os homens ”machistas” poderiam se opor as ações de militâncias “feministas” em relação a legalização do aborto no Brasil?
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Lobo Sagrado: Se você estiver se referindo aos homens heterossexuais com senso de Honra e Justiça, sim. Aprovar a banalização do aborto não trará vantagens para ninguém, menos ainda para os homens. Nenhum homem com vergonha na cara mandaria a mãe de seu filho abortar porque ele simplesmente não quer arcar com responsabilidades e gastos. Se o filho está vindo, não importando as adversidades, ele segura as pontas. Tirando os casos onde eu expliquei ser favorável, o resto é da responsabilidade do casal e eles não têm o direito de se eximir disso.
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A luta dos homens contra o aborto é, além de uma luta pela vida, também uma luta por seus próprios direitos. As feministas querem dominar os direitos reprodutivos, deixando os homens cada vez mais de lado nessas decisões. Isso representa um grande poder. A invenção da pílula anticoncepcional na década de 60 é considerada um marco no movimento feminista exatamente por isso, pois a partir disso as mulheres poderiam ser livres sexualmente e só engravidariam quando quisessem. Quase cinquenta anos depois, estão pedindo o aborto e nem tocam mais na no assunto “pílula anticoncepcional”
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Sobre o feminismo e feministas:
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SZ:  Em sua percepção e experiência qual é o perfil psicológico e social das mulheres que professam a ideologia do feminismo e como você vê as lideranças feministas brasileiras tanto no plano informal como no institucional?
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Lobo Sagrado: Não existe apenas um tipo de feminista. No meu blog, eu escrevi um artigo sobre alguns tipos de feministas (“Os três tipos de feministas”), onde classifiquei segundo seu grau de inteligência e conhecimento sobre feminismo.
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Se, inicialmente (final do séc. XIX e início do XX), as feministas eram mulheres brancas, da classe mais abastada e oriundas de países ricos e desenvolvidos (EUA, Inglaterra e França), e lutavam por causas parecidas, e muitas delas justas, hoje o feminismo está dividido por inúmeros braços, facções, em países ricos, pobres, com mulheres de várias etnias e classes sociais. Cada grupo reivindica coisas diferentes e é inevitável o conflito de ideologias dentro do próprio feminismo, onde cada uma se diz a representante oficial e a outra é chamada de “femista” (a feminista poser).
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Apesar das diferenças, o que observo é que quase toda feminista tem características muito parecidas. A primeira delas é se achar a salvadora do mundo. Feministas são pretensiosas, arrogantes e se consideram donas da Verdade. Feminista é incapaz de sentir empatia, que é entender o sentimento dos outros. Ela está sempre se fazendo de coitada e acha que ninguém mais tem problemas. É maniqueísta e sempre tenta achar um culpado, um vilão, já que a heroína é ela. E toda feminista acha que é representante do Feminismo e pode falar em nome do movimento, enquanto ela acha que é obrigação de toda mulher ser feminista, pois o movimento representa todas as mulheres. Concluindo, cada feminista pode falar em nome de todas as mulheres e o que é bom para ela é bom para TODAS as mulheres.
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As feministas são arrogantes, mesquinhas, egoístas, mimadas, manipuladoras e incoerentes. Estas são as características de pelo menos 95% das mulheres que se consideram feministas.
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Outras características que percebi em muitas feministas é a falta do seu “porto seguro”, são inseguras e por isso são agressivas. O nosso porto seguro é a nossa família. Muitas feministas tiveram péssimas experiências, principalmente com o pai, daí seu ressentimento contra os homens. Algumas feministas mais radicais odeiam suas mães. Tinha uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio a minha mãe”, a meia dúzia de membros que tinha lá era de feminazis extremistas.
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Socialmente falando, a maioria das feministas é da classe média. Foram bem criadas, mimadas, estudaram em escolas pagas até os 25 anos (quando terminaram a pós-graduação) e foram trabalhar aonde gostariam. Tem muita feminista reclamando de barriga cheia e defendendo direitos que para elas são PRIVILÉGIOS, como licenças maternidade de seis meses (onde ela poderia tirar seis meses de férias) e se aposentar cinco anos mais cedo (que dupla jornada tem uma feminista casada com um bundão que faz a maior parte do serviço doméstico ou que paga empregada?).
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A verdade é que hoje o feminismo brasileiro não passa de birra. Já não há mais o que reivindicar e as mulheres daqui ficam fazendo marchas peladas e aderindo a modinhas internacionais como o FEMEN.
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O Feminismo ficou muito forte desde que o PT colocou seus tentáculos no Estado. Criou até mesmo um ministério feminista, a Secretária Especial de Políticas para Mulheres. Várias feminazis estão no poder, pois o PT é um partido com mulheres feminazis.  As principais lideranças feministas brasileiras estão poder, caçando todos aqueles que ofenderem sua ideologia. Comerciais são retirados da TV, “gayzice” na TV e nas escolas. Os pais ainda não tem o direito de educar seus filhos em casa e nem poderão fazer isso tão cedo.
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SZ:  Acredita que os valores e pauta de luta do feminismo abrangem os interesses e vontades de todas as mulheres brasileiras em forma geral?
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Lobo Sagrado: Eu nunca acreditei que o Feminismo representasse o interesse de todas as brasileiras, hoje tenho essa certeza mais do que absoluta. O Feminismo NUNCA veio para ajudar as mulheres, nem mesmo nos seus primórdios. Sempre foi voltado para interesses de uma classe de mulheres. Por exemplo, qual era a importância da mulher ter o direito de trabalhar fora e frequentar a faculdade no início do século 20, onde menos de 1% dos homens faziam curso superior? Qual é vantagem de uma mulher sem estudo trabalhar fora de casa? Deixar de cuidar de sua própria casa, sua própria família para cuidar da casa de outra mulher, dos filhos dela? Isso é liberdade, independência?
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Até hoje, com a difusão das universidades, ainda é pouco percentualmente falando a população que pode se dar ao luxo de estudar para não ter de ralar por um salário mínimo. Mesmo nós que estudamos e temos um emprego um pouco melhor, ainda ralamos com o deslocamento de nossas casas até o trabalho. Para quem mora em cidade grande, essas distâncias são consideráveis e o trajeto de ida e volta do trabalho chega a ser mais cansativo que o próprio serviço. Será que a mulher ganhou com isso? Quantas mulheres são médicas, juízas, engenheiras? Quantas têm carrões para irem trabalhar com conforto e segurança? Quantas moram perto de seus trabalhos? Quantas podem tirar o dia para ficar em casa quando estiverem muito cansadas ou com cólicas?
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Não vejo mesmo o Feminismo representar a mulher, neste caso, a brasileira. Ainda hoje, a maioria das mulheres é contra o aborto. Apesar de tudo, da pobreza, do desemprego e da violência, muitas mulheres aceitam bem a maternidade.
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SZ:  Em sua opinião como poderia ser erradicada a ideia que fundamenta a misoginia e a misandria nas relações entre os sexos no Brasil e sofrimentos inerentes?
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Lobo Sagrado: Antes do Feminismo, já existia algum tipo de “guerra dos sexos”, mas nada muito relevante. O Feminismo não surgiu por causa da misoginia, mas muitas mulheres talvez não teriam aderido ao movimento se não tivessem tido péssimas experiências com homens misóginos. Uma coisa acaba puxando a outra. Um homem ignorante trata mal sua família e transforma seus filhos em feministas, que deturparam o significado da masculinidade e apoiarão leis misândricas contra homens de bem.
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Acabar com a misoginia é acabar com a ignorância. Ensinar aos homens que virilidade não é estupidez, que ser macho é saber valorizar e respeitar a mulher em sua diferença. Não somos iguais e não há um lado mais importante que o outro, mas somos complementares. Mostrar aos meninos e homens o valor da masculinidade, das diferenças e da importância do papel da mulher na História da Humanidade. É duro admitir isso, mas é bem verdade que muitos homens nunca valorizaram o trabalho doméstico de suas esposas, o que reforçou muito o Feminismo. A minha intenção e a de outros machistas esclarecidos é mostrar o valor da mulher em sua feminilidade e incentivar esse resgate da antiga masculinidade e feminilidade. O homem deve rejeitar a mulher moderna e buscar uma mulher tradicional, do contrário, é melhor que fique só.
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Combater a misandria é combater o próprio Feminismo. Afastemos as meninas desta educação de ódio e ressentimento, onde a História é deturpada e a mulher é mostrada como uma eterna e indefesa vítima de um sistema onde todos os homens tinham o poder de decisão, onde os sexos eram castas. Filhos criados por um casal que desempenha papéis tradicionais, que se complementam e não competem entre si, são mais saudáveis e felizes. Não desenvolvem complexos como aqueles descritos por Freud, já que as pessoas que ele analisou tiveram problemas na infância.
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Conselhos e orientações aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ:  Lobo Sagrado, lhe agradeço a boa vontade em compartilhar suas ideias, experiências e reflexões nesta entrevista. Saiba que este simplório espaço virtual sempre estará a sua disposição para o beneficio da boa qualidade de vida dos homens e das mulheres que primam pela harmonia e concórdia entre os sexos.
E para finalizar, quais seriam seus conselhos e orientações aos jovens e adolescentes e também poderia dirigir suas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Lobo Sagrado: Quem agradece sou eu pela oportunidade e honra desta entrevista. Eu realmente fico muito satisfeito em poder expor meu pensamento e gosto quando me questionam, principalmente com perguntas bem elaboradas por pessoas que realmente sabem.
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Peço desculpas pela imensa demora em responder a estas perguntas. Não foi frescura minha, pouco caso, mas uma série de compromissos e imprevistos. Peço desculpa pelas quilométricas respostas, mas não conseguiria responder as perguntas da maneira que achei necessário se tivesse de ser mais sucinto. Agradeço pela paciência e compreensão.
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Não tenho muito o que dizer, pois o que mais faço – seja no Orkut, no meu blog, ou outro canal – é orientar os jovens sobre a importância de lutar contra seus próprios demônios, prezar pela Honra acima de tudo, ser racional e deixar o sentimentalismo típico das menininhas pra lá. Admirar e seguir verdadeiros exemplos de virilidade e Honra, respeitar as mulheres honestas; não se envergonhar de sua masculinidade e jamais deixar de lado seus valores para ser aceito por um determinado grupo ou por alguma mulher.
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Quanto às mulheres, acho que deveriam ponderar mais sobre o que realmente querem para suas vidas se realmente o Feminismo melhorou suas vidas. Refletir se a vida dos homens é mesmo mais simples ou as cobranças é que são diferentes. Será que os homens sempre puderam fazer tudo o que queriam? Será que ao invés de “homem pode, mulher não pode” é “homem DEVE, mulher não deve”. Poder é uma opção, mas dever é algo do qual não se pode fugir.
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Homens e mulheres nunca foram inimigos e essa rivalidade jamais levará a Humanidade a algum lugar. Ignorem feministas, misóginos e desviados marxistas culturais. Eles não pensam racionalmente, agem apenas baseados no ódio e fazem de tudo para obterem o que desejam.
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Lobo Sagrado
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Blog: “Antifeminismo” – http://www.lobosagrado.blogspot.com.br/

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Comunidade do Orkut “Antifeminismo” –  http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=54203592
==============================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

20/01/2013 at 02:37

Entrevista com Donnie Cesar Correia: Sobre a violência doméstica e o estupro

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Donnie Cesar em entrevista ao blog Reflexões Femininas.

Fraternas,
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Dando continuidade as “Entrevistas com os Homens”, segue as palavras do Administrador de Empresas Donnie Cesar Correia, nato e residente em Unai / Minas Gerais, autor e administrador do blog Moinho Labirinto e moderador da comunidade do Orkut já extinta Machismo Esclarecido. Este homem culto e de inteligência nobre, no espírito do equilíbrio e equanimidade entre os gêneros, compartilha conosco nesta entrevista seus suas reflexões e análises sobre a problemática da violência doméstica e do estupro em nossa sociedade atual, e assim nos favorece a um melhor discernimento e avaliação imparcial dentro desta problemática que muito aflige as mães, os pais e a sociedade em geral, pois tanto para as mulheres que amam os homens quanto para os homens que amam as mulheres não poderá haver o bem da felicidade enquanto houver a ação malévola de psicopatas de ambos os sexos praticando a barbárie da violência física ou psicológica contra as pessoas de ambos os sexos que querem bem, sejam estas consanguíneas ou não, e/ou ameaçando suas próprias vidas.
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Espero que gostem da entrevista e que também lhes seja útil nos relacionamentos com os homens e na educação e bem lidar com suas filhas e filhos.
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O Donnie Cesar:
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SZ: Sua idade e estado onde nasceu e vive?
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Donnie Cesar: Nasci em Unaí-MG, onde resido atualmente. Vivi em Brasília e em outras cidades do Noroeste de Minas. Se você assistiu ao CQC hoje (04/09), viu uma denúncia sobre a minha cidade, casualmente.
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SZ: Quais são os espaços virtuais que é dono e/ou moderador?
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Donnie Cesar: Tenho um blog pessoal, chamado Moinho Labirinto – http://moinholabirinto.blogspot.com.br – mas moderei comunidades e espaços virtuais no Orkut e em fóruns do Geocities que tratam dos mais variados assuntos, como tipos psicológicos MBTI, cutelaria artesanal, anarquismo, modificação corporal, cineastas e artistas plásticos diversos, marketing e estratégia. O que mais contribui para as usuárias e usuários do site é, entretanto, a comunidade (Neo) Machismo Esclarecido, extinta no Orkut.
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SZ: Qual é a sua Formação acadêmica?
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Donnie Cesar: Graduei-me em Administração de Empresas e estou fazendo pós-graduação na área de Docência do Ensino Superior. Fui professor de inglês e atualmente sou Analista Junior de Relações Humanas de uma rede de lojas de departamento.
SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Donnie Cesar: Bastante rigorosa e igualmente controversa. Venho de antecedentes religiosos protestantes bastante rígidos aos quais eu me ative até os 14 anos, onde a situação se tornou insustentável. Abandonei as igrejas e instituições, mas nunca a minha fé – cristã, mas recheada de adições, sincretismos e conclusões da minha vivência.
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SZ: Quais são suas posições políticas-filosóficas?
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Donnie Cesar: Acredito no anarquismo individualista como meta última da sociedade, mas não creio viver para ver um passo rumo a esse paradigma, então, contento-me em ser um liberal. Filosoficamente, creio que estou em algum lugar entre o Maniqueísmo, o Zen e o Eudaimonismo – o móvel das minhas ações é a felicidade, minha e dos meus pares na medida do possível.
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Ao contrário da maior parte de defensores de direitos masculinos que tem uma orientação política bastante conservadora eu tenho como minhas as convicções da “terceira via”. Essa posição conservadora inclusive dificulta, na minha opinião, muitos diálogos que seriam fundamentais para pacificar as questões que serão tratadas aqui, visto que a responsabilidade é de homens e mulheres.
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SZ: Como se define?
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Donnie Cesar: Sou fatalmente humano. Eu sou um animal, tenho impulsos e tentações de animal – o que faz de mim uma criatura bestial. Eu também sou racional e posso sonhar, compor, sorrir diante da beleza das coisas, me indignar diante da injustiça e conciliar minhas muitas contradições – o que faz de mim uma criatura sublime. Para mim, a humanidade surge do caminhar nesta corda bamba.
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Sua participação nas reflexões sobre as questões masculinas:
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SZ: Quando iniciou e desenvolveu seus pensamentos nas questões masculinas no campo virtual?
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Donnie Cesar: Participei de uma comunidade chamada “(Neo) Machismo Esclarecido” que tratava de questões do mundo masculino – comunidade esta que tinha um time muito bom. O nome do ambiente frequentemente atraía pessoas interessadas apenas em acusar os membros de positivação de seu machismo, sem qualquer tentativa de compreender a proposta, mas isso faz algum tempo, idos de 2006-2008, salvo engano.
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SZ: O que o motivou a pensar e se expressar sobre as questões masculinas no campo virtual?
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Donnie Cesar: Notei, na época da comunidade, o quanto era complicado ser um homem heterossexual e não ser tratado como inimigo, principalmente por estar frequentemente envolvido em círculos feministas e de discussão sobre liberdade sexual. A postura mais frequente das pessoas era “foda-se, você é homem – se quiser ajudar, ainda desconfiaremos de você; se quiser atrapalhar, é exatamente o que estávamos esperando”. Além das dificuldades intrínsecas a ser um homem de bem ainda era necessário lutar contra um preconceito imenso do qual não se fala habitualmente. A vida do homem pós-industrial ainda é descartável, estoica e mecânica, mas agora o homem é também tido como vilão por viver menos e habitualmente menos feliz. Questiona-se também muito pouco sobre quem é e o que significa ser homem/machista e mulher/feminista.
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A situação tomou proporções ainda maiores porque, do lado dos homens, houve uma movimentação de “contra-ataque”. Eu carrego comigo ainda o posicionamento da (N)ME – a de que é necessário compreender e dialogar sem dogmatismos.
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SZ: Quais são seus referenciais teóricos ou não sobre o universo masculino?
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Donnie Cesar: Nessahan Alita é quase inescapável, mas embora hoje eu o compreenda, discordo dele em quase tudo. Eu me espelho muito nos homens e mulheres que pensaram no mundo como um construto de poder feito por todos, como John Locke, Francis Bacon, Friederich Nietzsche e Simone de Beuvoir – quase sempre incompreendida por feministas e por masculinistas.
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Sobre a violência e estupro:
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SZ: O que você considera como violência doméstica e quais são suas causas e efeitos?
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Donnie Cesar: Antes de definirmos violência doméstica, vamos definir primeiro o que é “violência”. A violência é uma relação de poder; o abuso de uma relação de poder, na verdade. A violência surge através do emprego indevido de poder – tangível e intangível – para obter um fim qualquer. Nossa sociedade é grandemente baseada em violência, então os índices alarmantes dela, tanto no ambiente doméstico quanto urbano são naturais. A violência doméstica acontece quando um ente familiar, se valendo de uma vantagem que possui sobre outro, seja a simples superioridade física, a dependência psicológica do conjugue, a certeza de impunidade – agride seu parceiro ou parceira esperando um fim qualquer. Os relacionamentos são relações mutáveis de poder, como quase todas as relações humanas. O triste, entretanto, é que essas relações de poder sejam frequentemente extrapoladas e este poder exercido sem qualquer responsabilidade.
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SZ: Em sua opinião a prática de aborto também poderia ser considerada uma forma de violência doméstica?
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Donnie Cesar: Não. O aborto é certamente uma forma de violência – da mulher para com a criança que ela carrega e para com a sociedade como um todo, mas não está restrita ao ambiente doméstico. O mais comum é que a mulher que deseja abortar envolva terceiros na transação – amigos e amigas, facilitadores, instituições, etc. A questão pode começar no ambiente doméstico, mas raramente permanece apenas nele – isso, claro, desconsideradas também as questões de saúde pública.
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A situação da mulher que procura o aborto é normalmente desesperadora e ela não enxerga as alternativas que teria para contornar a gravidez indesejada. O apoio social à mulher, sobretudo à mulher pobre ou que engravidou vítima de estupro é pífio. O aborto é consequência mecânica de diversos níveis de violência social, descaso, falta de informação e educação sexual, além de patrimonialismo legal.
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É necessário pensar, também, que nesta consideração o aborto está sendo considerado dentro de alguns termos, sendo que o primeiro deles é o de que a gravidez para a qual se pensa o aborto como alternativa é considerada de alto risco, oriunda de circunstâncias traumáticas e/ou violentas e o segundo é que o aborto é naturalmente visto como uma situação “inquietante”, para dizer o mínimo para a grande maioria das mulheres. Nem todos os abortos estão cobertos por este tratamento, entretanto.
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Existem relatos de mulheres que buscaram o aborto por diversas razões que são, em comparação ética com as possibilidades, fúteis, ao menos sob o meu prisma. O impedimento temporário da ascensão profissional, a perda de capital erótico e a demonização da gravidez e da feminilidade como um todo. Pessoalmente eu creio ser extremamente difícil separar as duas tipificações do ponto de vista legal, mas também acho essencial que esta separação seja feita.
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SZ: Quando diz que o aborto é consequência mecânica de diversos níveis de violência social, descaso e patrimonialismo legal,está se referindo a quê, poderia nos esclarecer mais sobre isso?
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Donnie Cesar: Perfeitamente. Patrimonialismo refere-se ao tratamento da res publica como propriedade privada – é a apropriação indébita do que é de todos. No contexto legal isso se refere a um conjunto de normas que toma do espaço público e democrático autoridade para uma minoria que trata aqueles direitos como “vantagem” sobre as demais classes. O fato de vários homens, mesmo atendendo às qualificações necessárias, serem frequentemente negados à guarda de suas crianças em detrimento de mães desequilibradas e sem os recursos financeiros para arcar com os custos da criação das crianças é um tipo de patrimonialismo legal.
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Esses “pedaços de direito” são disputados à tapa por todos os segmentos da sociedade porque historicamente a sociedade brasileira é uma sociedade de castas, raças e divisões. Essa disputa cria uma situação de violência que começa no berço e que pauta como crescemos – e há quem lucre muito com isso. Nossa sociedade é competitiva e violenta por natureza – ela reflete uma condição antropológica de escassez e “lei do mais forte”.
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A título de exemplo, o número de mulheres chefiando lares aumentou exponencialmente no Brasil, assim como a família nuclear deixou de ser um panorama genérico – e ainda assim, existe um preconceito imenso contra a mulher chefe de lar. Nossa formação social marginaliza essa mulher e deixa esse estigma como herança para seus familiares.
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A mulher que aborta frequentemente – ainda que não represente a totalidade dos casos, como eu disse – se vê num estado desesperador: por um lado, todas as pressões sociais e morais do aborto. Do outro, a perspectiva de criar uma criança e falhar, uma cobrança histórica sobre a mulher apenas. Por um lado o avanço da gravidez que muitas vezes a fará ficar desempregada – eu trabalho com Recursos Humanos e sei que a segurança trabalhista da mulher grávida é só um prêmio de consolação para uma demissão que quase sempre virá. A questão do aborto é extremamente sensível para a mulher.
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Se a gravidez, desejada ou não, fosse tratada com clareza e sem preconceitos seria possível conciliar panoramas muito mais promissores: imagine um casal que deseja adotar um bebê, poder acompanhar a criança desde a gestação, sem preconceitos para nenhuma das partes. Utópico? Não acredito. Creio inclusive que seria mais barato reformar completamente o sistema de adoção brasileiro e a criação de unidades especializadas de suporte à mulher do que aparelhar o SUS a lidar com toda a demanda desse tipo de processo. Analisando as estatísticas friamente, a possibilidade de a agenda feminista triunfar no Brasil é substancial. Parece-me, entretanto, que alcançar melhores indicadores nos quesitos acima é essencial para impedir um massacre.
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SZ: Acredita que o maior índice de nascimento e mães solteiras está em qual classe social e que o aborto é mais praticado pelas mulheres mais pobres do que pelas mais abastadas materialmente?
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Donnie Cesar: Não é um caso de “acreditar”. Infelizmente nossos dados sobre aborto são extremamente imprecisos devido à clandestinidade, clandestinidade essa que é lucrativa como consequência do quadro acima, isso, claro, considerando que existem diversas estatísticas tendenciosas sobre o assunto.
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As mulheres mais abastadas frequentemente possuem os recursos para recorrer a clínicas clandestinas de “qualidade” superior (um termo repulsivo nesse contexto, mas necessário). As mulheres de classes econômicas menos aquisitivas normalmente precisam recorrer a doar as crianças ou compartilhar sua criação – algo que é prática quotidiana no interior do Brasil. As mães solteiras que chefiam famílias arcando com os custos totais de seu domicílio normalmente pertencem à classe média. O aborto é menos freqüente nas classes C e D por causa dos riscos inerentes ao mesmo, mas ainda acontece – é normalmente o que aparece nos assustadores dados da morte feminina devido a tentativas falhas de aborto.
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 SZ: No seu discernimento quais seriam as soluções para a erradicação da prática de aborto das mulheres de baixa renda e das mais abastadas economicamente?
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Donnie Cesar: Eu não creio que qualquer mulher de bem veja o aborto com bons olhos – não falo aqui da legalização da prática, mas da prática em si. Eu conheço um número significativo de pessoas que não são contra a legalização, dentro de vários termos, mas que ainda pensam na prática como algo abominável. Uma discussão importante é o aspecto moral e psicológico do aborto, para os quais não há legalização ou solução fácil.
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Pensando no bem da questão como um todo, para mim é necessário federalizar o sistema de adoção e modernizar o processo de cadastro das crianças e de fila giratória de adoção. Para o pré-natal, no sistema de saúde, é necessário ter a possibilidade de dizer claramente ao médico que não quer a criança e que vai oferecê-la para a adoção. A partir dessa fase, inicia-se outra, de suporte e acompanhamento psicológico e médico que segue durante a gestação até o nascimento da criança.
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Eu não creio que os números do aborto seriam sequer parecidos com os atuais se a criança não fosse vista, desde o início como “o problema com o qual é necessário lidar” e sim como “o filho que eu não posso criar, mas que será bem cuidado e que terá com outra família um universo de possibilidades”. Após o parto e a adoção, é necessário ainda aconselhamento e suporte para o planejamento familiar, para evitar a reincidência.
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Em minha opinião, a questão da legalização do aborto é pequena quando comparada com o oferecimento de saúde real e alternativas de cidadania à mulher grávida que não deseja ter a criança. Legal ou não, o aborto é uma escolha da qual a maior parte das mulheres se ressente por toda a vida. A função do estado democrático não é limitar as opções da sociedade civil – é dar a ela a chance de fazer as melhores escolhas para todos os envolvidos – isso é sinergia.
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SZ: Em sua opinião o estupro só pode ser praticado por homens?
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Donnie Cesar: Minha definição de estupro é “relação sexual não consensual”, portanto, não é uma primazia masculina. A noção de que só a mulher pode ser vítima de estupro não contempla aspectos importantes, como homens e mulheres que são vítimas de estupro por uma mulher.
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É extremamente complexo obter dados de pesquisa sobre violência marital homossexual entre mulheres, ainda mais do que entre homens. Os homens que são vítimas de violência por mulheres sofrem de duplo preconceito porque se espera do homem que ele seja capaz de se defender, mesmo quando essa opção não existe – todo ser humano possui momentos de vulnerabilidade, como a embriaguez e o sono. Existem dezenas de campanhas que pedem – com muita justiça – que a mulher estuprada não seja tratada como corresponsável pela violência que sofreu, algo que considero certíssimo. Eu só sinto que nessa questão existam dois pesos e duas medidas.
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SZ: Quando diz, que só sente que na questão do estupro existam dois pesos e duas medidas, você está se referindo a que? Poderia nos esclarecer mais sobre isso?
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Donnie Cesar: Perfeitamente. Estupro é, por definição, a relação sexual não consensual – por violência ou incapacidade. Entretanto a mulher só passou a ser considerada como “sujeito ativo” da tipificação penal de estupro em 2009. Perceba que antes disso, se uma mulher drogasse um homem ao ponto da inconsciência, tivesse com ele uma relação sexual e o acusasse de estupro no dia seguinte existia uma chance substancial de ele ser condenado, já que ele é o único sujeito passível da tipificação e a relação pode ou não ter sido consensual – a depender da acusação da mulher.
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Embora homens vivam de 2-5 anos a menos do que mulheres, estejam mais expostos a riscos ocupacionais de vida, estejam mais sujeitos a quase todas as tipificações de “crime violento” – como assalto a mão armada, homicídio, latrocínio e sequestro o homem é considerado o grande vilão, o algoz da sociedade igualitária. Um estudo da OECD em 34 países mostra que mulheres normalmente têm índices mais altos de educação e se consideram mais felizes do que homens. O fim de um casamento é mais oneroso aos homens em quase todos os aspectos. Ser homem, em muitos aspectos, é um desafio.
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Embora eu não negue que exista uma cultura de estupro, é necessário compreender que nessa cultura também estão inseridos homens que se encontram como vítimas – no que pese que no caso dessas vítimas, o preconceito é ainda maior.
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O homem é visto pela sociedade que está se criando, a sociedade do medo feminino institucional, sempre como um estuprador em potencial. Percebem a fragilidade da situação onde se encontra o homem não-estuprador nesse caso? Apesar de crescer numa sociedade heteronormativa e violenta, homens e mulheres – a maioria deles e delas – passa a repudiar a violência e o crime, com a diferença de que o homem permanece suspeito e culpado até que se prove o contrário.
Até quando o estupro será considerado factual e culturalmente uma “prática” e não uma forma de violência que deve ser combatida através mesma lei secular que rege a todos? E a pergunta que não quer calar é – nós, homens heterossexuais nunca participaremos destas discussões? A vilanização do homem e do masculino prejudica homens e mulheres, assim como a cultura patriarcal.
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Dois pesos e duas medidas: o homem é sempre o vilão, mesmo quando não é. Quando é, entretanto, frequentemente sai impune. A mulher é sempre a vítima, mesmo quando não é. Quando é, entretanto, é culpada por ser vítima. Se você também acha que isso não faz o menor sentido, chegou ao cerne da discussão.
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SZ: Na sua percepção e observação, qual é perfil comum das pessoas violentadoras e estupradoras e o como se deveria lidar com elas no âmbito doméstico?
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Donnie Cesar: Existem diversos perfis, sendo que o mais triste, na minha opinião, é o que repete a violência que sofreu. Os perfis de estupradores são tão diversos quanto as perversões do homem, mas me parece que mesmo não tendo uma personalidade arquetipicamente violenta, seu móvel na ação de estupro é de confirmação de si através do abuso. Na cabeça do estuprador ele não violenta uma mulher – ele é o ator social numa condição de superioridade onde a mulher – sua humilhação, melhor dizendo – é o objeto de sua consagração.
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Perfis de insegurança, histórico de violência familiar, objetificação da mulher e das condições de violência são recorrentes. É impossível criar uma panaceia para o trato com esse perfil, mas a observação desses sinais inspira cuidados, como a busca por ajuda especializada. Uma vez dentro do lar toda questão assume mil nuances de complicação.
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SZ: Em sua opinião o estupro pode ser forjado por uma pessoa de má fé ou omitido por uma vítima de fato?
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Donnie Cesar: Certamente. Do ponto de vista da exequibilidade da primeira questão – forjar o crime – pesa contra o homem o contexto e o preconceito. Eu já ouvi muitos casos de mulheres que acusaram homens de estupro não para a lei, mas para seus amigos e protetores, normalmente com resultados funestos. Sendo um crime seriíssimo, existem pais, namorados e amigos que prefeririam ir para a cadeia, em última instância, a deixar o suposto crime passar impune. Existe a necessidade de se pensar em crimes e na violência como um problema com o qual a polícia e os institutos sociais não podem lidar em sua totalidade, também. Quanto à omissão, também existe a possibilidade e é um caso também não-raro: a mulher vitimada carrega o preconceito das pessoas e é culpada pela ação. É um cliché, mas mesmo que uma mulher estivesse andando nua na rua isto não daria a ninguém licença para ter com ela qualquer relação que não fosse consensual – nada justifica o estupro.
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SZ: Acredita que uma vítima que não denuncia à justiça o crime de estupro além de vitima também passa e ser cúmplice do crime?
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Donnie Cesar: Embora em compreenda o raciocínio, não, não creio. Esse raciocínio se baseia na ideia de que, sem a denúncia e a participação da vítima para capturar o autor ou autora, este fica livre para repetir o ato, o que torna cada vítima não denunciante um parceiro ou parceira no crime. Este raciocínio, entretanto, contempla apenas uma lógica superficial e considera somente a mecânica do crime, sem considerar o ambiente altamente preconceituoso que cerca a vítima de estupro: muitas vezes, como dito anteriormente, a vítima prefere se resguardar socialmente de uma punição – completamente indevida – a se envolver com essa situação novamente. Pese ainda em favor da vítima que assim procede o tremendo desgaste psicológico que todo o processo acarreta. Num ambiente em que não houvesse pré-julgamento, impunidade e em que houvesse suporte adequado à vítima civil de violência urbana e doméstica, não haveria este tipo de abstenção.
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É desleal exigir da vítima uma postura que vai à contramão dos recursos de que ela dispõe.
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SZ: Em sua percepção como a prática da violência doméstica e do estupro vem sendo tratada no dia-a-dia da população brasileira e o que você pensa sobre a Lei Maria da Penha?
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Donnie Cesar: Acho a percepção completamente equívoca, em parte pelo já exposto: o assunto do estupro é tabu porque o estupro é um tabu – mesmo entre criminosos. A não discussão do tema gera a miscelânea de mentiras e meias-verdade que se depositam e se tornam o “modus operandi” da sociedade ao contemplar a questão. Quando alguns movimentos feministas acusam os homens de serem, todos, estupradores em potencial aprecia-se um preconceito – a título de exemplo: o de que o estupro é uma primazia masculina e que todos os homens, por suposto, estão sujeitos a ela. Quando a mulher apanha em casa, ela é vítima e coautora da violência porque não abandonou o lar; quando a mulher é estuprada ela é corresponsável pelo estupro pelo lugar em que estava, a hora em que saiu ou as roupas que estava usando. Tudo isso está na percepção quotidiana da violência sexual e doméstica.
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Quanto à Lei Maria da Penha eu me sinto dividido. Parte de mim gosta de acreditar que ela foi uma conquista, uma maneira de positivar punições mais sérias no ambiente do lar violento, onde normalmente impera o silêncio. O fato, entretanto, de mesmo no seu texto legal ela estar atrelada à delegacia da mulher mostra o quanto ela pode ser aplicada em analogia ao homem que sofre de violência. Existem casos em que ela é aplicada em analogia a companheiros do mesmo sexo – homens e mulheres – mas ela não protege o homem heterossexual da violência. Eu penso no saldo positivo da lei quando a vejo como conquista – a discussão de que ela pode ser aplicada sem a necessidade de representação em caso de comprovação de dependência psicológica por parte da vítima é única no âmbito jurídico do país e seus resultados são inegáveis – mas eu ainda a consto no conjunto de institutos que agravam a diferença do tratamento legal entre homens e mulheres.
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SZ: O que você pensa sobre as campanhas contra o estupro e violência doméstica que vêm sendo feitas por grupos feministas e outros?
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Donnie Cesar: Ultimamente eu tenho visto campanhas muito boas, nas redes sociais, nas televisões ao redor do mundo – os argumentos que demonizam o homem têm diminuído em favor de um clamor social que chama os homens para lutar por direitos que são também deles. O combate ao estupro e à violência doméstica é também uma causa masculina para todos os que possuem mães, esposas, namoradas, irmãs e amigas. As últimas campanhas que eu vi têm sido muito boas principalmente em contraste com algumas do passado, que, espero, permaneçam do passado.
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SZ: Em seu entendimento como a violência doméstica e o estupro no âmbito doméstico poderiam ser erradicados no Brasil?
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Donnie Cesar: A violência, como eu disse, é uma relação de poder e muitas vezes, como fazem muitos dos nossos políticos numa base diária, é simplesmente fácil demais abusar dessa relação sem qualquer consequência negativa; assim sendo, não acredito na erradicação da violência em nenhuma de suas formas. Agora, para melhorar drasticamente os nossos indicadores sociais de violência é necessário trabalhar o ambiente social das nossas crianças e educá-las sobre o que é poder e como esse poder deve ser usado responsavelmente e como devemos cobrar esta responsabilidade das pessoas devidas pela nossa segurança e pelo dinheiro público; é necessário desaparecer com o ambiente de impunidade que é percebido na maior parte das questões de ilicitude no Brasil e é necessário dar apoio – psicológico, legal, médico e pós-traumático – às vítimas.
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Conselhos e orientações aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ: Donnie Cesar, eu agradeço muito sua boa vontade em compartilhar nesta entrevista seus conhecimentos e também seus esclarecimentos positivos para o bem da Vida humana. Saiba que este simplório espaço virtual sempre estará a sua disposição para a harmonia e concórdia entre homens e mulheres. E para finalizar, Quais seriam seus conselhos e orientações para os jovens e adolescentes quanto à questão da violência doméstica e o estupro. E também poderia dirigir suas sensatas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Donnie Cesar: Eu gostaria primeiro de agradecer imensamente pela oportunidade oferecida e é com muito gosto que eu participo. Concordando ou discordando dos pontos oferecidos, a oportunidade de participar desta discussão num fórum onde o propósito manifesto é promover a harmonia entre as pessoas é maravilhoso.
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Eu gostaria de reunir meus conselhos, todos a um aspecto pontual, a você, jovem e adolescente, a você vítima de violência e a você, mulher que me lê: Ame-se.
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Parece simples demais, não? Mas ame-se. Não deixe que a pressão ou o preconceito o impeçam, jamais de colocar um basta no que quer que te limite – desde a cor de esmalte que você quer escolher ao doloroso relato da violência. Ame-se, respeite-se. O mundo existe enquanto você o observa, não tenha medo. Deixe que o seu amor, verdadeiro, por si mesmo (a) guie seus passos. Uma vez que você tenha aprendido a se amar, amar aos demais será fácil.
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Muitíssimo obrigado novamente e gratíssimo pelo tempo despendido nessas palavras. Embora tenha me alongado demasiado, creio, penso ter feito com o esmero que a economia me permitiu.
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Atenciosamente.
Donnie.
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Moinho Labirinto – http://moinholabirinto.blogspot.com.br
=========================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

07/01/2013 at 00:42

Entrevista com Lawlyet Wallace: O espaço virtual masculino “Mundo Realista”

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Lawlyet Walacce em entrevista ao blog Reflexões FemininasFraternas, dando continuidade as “Entrevistas com os Homens”, cujos temas são relacionados a vida masculina na voz masculina e, por efeito direto, relacionados a vida feminina também, segue a entrevista concedida por Lawlyet Wallace (pseudônimo), 29 anos, paulista de Ribeirão Preto, São Paulo, tecnólogo em informática, autor e administrador do site Mundo Realista e outros espaços virtuais, sobretudo de temática masculina. Nesta entrevista Lawlyet Walacce generosamente compartilha conosco suas ideias e posicionamentos relacionados a qualidade de vida masculina e ações através do site ”Mundo Realista”, pautando assim questões masculinas, questões pró Vida e de bem estar humano em geral de relevancia à mulheres que primam pelo bem estar de seus filhos, netos, irmãos, esposos, amigos e parentes homens e a si mesmas tanto no plano da existência individual como coletivo em sociedade.
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Espero que gostem da entrevista e que lhes seja útil no convívio com os homens, na educação de suas filhas e filhos e a si mesmas quanto mulheres e cidadãs de bem.
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O Lawlyet Wallace: 
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SZ: Quais são os espaços virtuais em que atua?
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Lawlyet Wallace: Todo meu foco está no Mundo Realista, que criei no começo deste ano, dois dias após o fechamento do fórum Homens Honrados. Começou com o nome “Homens Realistas” e depois decidimos mudar para “Mundo Realista” para mostrar já pelo nome uma ideia mais abrangente da Real e de sua aplicação na vida pessoal.
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A ideia não foi criar simplesmente um fórum, mas sim uma espécie de portal e rede social com seu fórum principal, grupos individuais com seus fóruns próprios semelhantes a comunidades de Orkut, seções dedicadas ao desenvolvimento pessoal e vários outros assuntos de interesse masculino e, é claro, blogs dos membros. Além disso, vários outros recursos como uma Wikipédia própria dentro do site, páginas com debates, relatos e muito mais. A ideia desde o começo foi justamente esse formato de portal para podermos entregar um conteúdo de qualidade para todo homem e também algumas mulheres que precisassem de conselhos, direcionamento, motivação, conhecimento… Outra ideia, também foi unificar a Real, unir as pessoas, reforçar os laços de amizades entre os membros, além de fornecer uma segurança, melhor ambiente e maior divulgação aos membros e pensadores.
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Como a própria estrutura exige um volume maior de trabalho e está em franca expansão, muito do meu tempo é gasto na parte técnica da coisa. Porém, sempre que posso participo do fórum do site e se sobra algum tempo tento contribuir com textos próprios.
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Além do Mundo Realista, também utilizo o Facebook para divulgar algumas coisas (não só da MR, mas também outras coisas que acho interessantes, que podem ir desde vídeos com músicas que gosto, até minhas opiniões pessoais sobre musculação, dieta, filmes ou algum desabafo como os recentes que fiz contra a castração de animais). Também tenho um formspring onde respondo perguntas de homens e de mulheres sobre diversos assuntos sempre que tenho tempo – http://formspring.me/lawlyetwallace (claro, se me fazem insistentemente a mesma pergunta que já respondi antes, posso dar uma trollada hehehe)
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SZ: Qual é a sua formação acadêmica?
Lawlyet Wallace: Formalmente sou Técnico em Informática e graduado em Informática com Ênfase em Gestão de Negócios. Gosto muito de sites e blogs (especialmente WordPress, Buddypress, SEO) e sou apaixonado por Linux e Software Livre.
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Também gosto muito de escrever, ler sobre política, filosofia, psicologia, religião, relacionamentos (coisas que considero fundamental também para o trabalho que faço no Mundo Realista). Além disso, tenho profundo interesse por música heavy metal, música clássica, jazz clássico, bossa nova etc. e outras artes. Também estudo sempre que posso sobre musculação, alimentação e artes marciais. Creio que todo conhecimento, de uma forma ou de outra, pode ser muito útil dentro do que faço. Um hobby que tenho, entre vários outros, é criação de Bonsai.
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Acho que os interesses pessoais são tantos que se fosse citar todos detalhadamente acabariam tomando todo o espaço da entrevista só nisso. rs.
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SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Lawlyet Wallace: Até meus onze anos estudei em colégios de freiras (Santa Úrsula e Nossa Senhora da Ressureição) e até os 17 em colégio de padres agostinianos. Repeti um ano no ginásio e um no colegial e só terminei o ensino médio com 20 anos. Dos 17 aos 20 estudei em escola que não era religiosa.
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Cresci sendo o único homem em minha casa. Tenho somente uma irmã, que é mais nova e infelizmente é feminista. Acho que nunca mais vi meu pai desde 1996.
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Com 16 anos comecei a treinar karatê e creio que isso me ajudou muito a aprender o valor do esforço e aprender que nada no mundo é impossível. Basta acreditarmos e criarmos um plano que estamos dispostos a seguir para que possamos concretizar nossos sonhos.
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SZ: Quais são suas posições políticas e filosóficas?

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Lawlyet Wallace: Em resumo posso dizer que sou um conservador de Direita. Porém, acredito que ao resumir dessa forma acabo deixando a coisa um pouco vaga. Explicando mais detalhadamente, acredito que o caminho para a verdade esteja em uma busca filosófica. Sempre me incomodei com o que há de errado e injusto no mundo. As pessoas limitadas somente veem erros e injustiças na parte material da coisa. Por exemplo, muito se fala de agressão física, mas poucos levam em consideração os problemas da agressão emocional. que muitas vezes podem gerar cicatrizes ainda piores e mais duradouras.
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SZ: Como se define?
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Lawlyet Wallace: Lembro que meu antigo professor de Liderança e Empreendedorismo costumava colocar na descrição de seus perfis em rede sociais a frase: “Elogio em boca própria é vitupério” rs. Talvez uma tentativa de auto definição poderia passar a impressão de que estou me elogiando rsrs. De qualquer forma, me definido como uma pessoa que sabe diferenciar certo e errado, sem cair no erro do relativismo. Me considero alguém que tem um senso muito forte de justiça, o que obviamente incomoda muitas pessoas, mesmo próximas (além de passar a impressão de que sou um chato). Alguns me consideram uma pessoa extremamente humilde, enquanto outras me consideram extremamente arrogante. Uma forma de me definir resumidamente poderia ser: Conservador, Direitista, pró-Software Livre, pró-vida, anti-feminista, anti-marxismo cultural, Guerreiro da Real, machista, cavalheiro, ogro em uns pontos e sensível em outros, masculinista em alguns pontos sim e em outros não.
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Sua atuação nas questões masculinas:
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SZ: Quando iniciou e como está sendo sua trajetória nas questões masculinas no campo virtual?
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Lawlyet Wallace: Comecei no meio de 2009. Nesta época conheci no Orkut uma comunidade com o nome de “Mulher Romântica Não Existe”, que acabou me levando a conhecer outras comunidades como “Homem Justo” e “O Lado Obscuro das Mulheres”. Por meio dessas comunidades conheci a obra de Nessahan Alita. Passei meio ano somente lendo e participando pouco com um perfil de nome Jareth Gable. Conheci também muitos blogs desses meios e vários deles cheguei a ler completamente.
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Muitos livros além de Nessahan Alita, como Esther Villar, Martin Von Creveld e outros pensadores. Meio ano depois volto a participar com um perfil de nome “Off”, onde entrei nas comunidades “O Lado Obscuro das Mulheres”, “Mulher Gosta de Homem Babaca”, “Reflexões Masculinas”, “Como Lidar com as Mulheres”, “Elas Preferem Os Canalhas”, “Nessahan Alita”, “Anti-feminismo” e quaisquer outras que falasse sobre esses assuntos. Nessa mesma época fiz alguns vídeos usando o nome Terramel. Um tempo depois tive a conta do Youtube hackeada após acessá-la dentro de uma lan-house e por falta de tempo de criar outra conta, fiquei sabendo que algumas pessoas estavam me criticando e criando teorias sobre o que aconteceu. Fiquei meio puto e dei uma afastada dos meios, mas continuei lendo o que podia sobre o assunto.
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Nesse tempo de afastamento dos meios virtuais, conheci o trabalho do Professor Olavo de Carvalho, que provavelmente foi o mais importante para que eu formasse umas opiniões próprias sobre o assunto e pudesse ver com mais clareza algumas coisas. Também aproveitei para conhecer mais as ideias de autores como Mário Ferreira dos Santos e Carl G. Jung. Esse afastamento me permitiu tempo para refletir sobre tudo o que lia, já que não havia mais uma necessidade de participação, somente tempo livre.
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Quando já estava há quase um ano sem participar de nenhum grupo ou fórum resolvi criar o pseudônimo Lawlyet_w (ou Lawlyet Wallace), pois estava incomodado com o tanto de calúnias que estavam sendo feitas contra quaisquer grupos ligados à Real ou ao masculinismo. Além de que, com um novo pseudônimo, poderia recomeçar um trabalho do zero, focando em minhas novas ideias e ter certeza de que qualquer interesse pelo que eu escrevesse seria pelo conteúdo e não pela imagem.
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Inicialmente criei um formspring para responder dúvidas sobre esses assuntos e poder explicar um pouco a mais do porquê de algumas diferenças ideológicas que poderiam existir entre minhas opiniões e a de muitos outros. Pouco tempo depois criei uma conta no antigo fórum “Homens Honrados” para poder comentar tópicos e divulgar um ou outro texto, caso tivesse tempo de escrever. Consegui um pouco de atenção pelos membros após responder um tópico onde criticavam os argumentos do fórum e também após debater com uma feminista que já vinha caluniando e tentando manchar a imagem de qualquer corrente do masculinismo.
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Sempre busquei motivar o pessoal, incentivar o crescimento pessoal, a busca pelo conhecimento, as reflexões etc. Dois dias após o fechamento do fórum Homens Honrados, aproveitei que já tinha um servidor onde hospedava um de meus blogs e criei um novo fórum lá, na época com o nome “Homens Realistas”.  Pouco tempo depois decidimos por mudar o nome para Mundo Realista e reformar toda estrutura técnica do site para facilitar a navegação, a disseminação do conhecimento e o desenvolvimento de bom conteúdo.
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SZ: O que o motivou a atuar nas questões masculinas no campo virtual?
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Lawlyet Wallace: Conheci esses meios em uma época em que estava passando por maus bocados. Estava completamente deprimido por não estar conseguindo lidar sozinho com meus problemas na época. Tentei buscar por respostas na internet, ou pelo menos lugares onde pudesse desabafar o que estava passando.
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Foi quando, como falei antes, encontrei a comunidade “Mulher Romântica Não Existe”, que me levou a todas as outras comunidades deste meio masculino/masculinista/da real e ao trabalho de seus autores.
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Em pouco tempo consegui me livrar dos problemas que estava tendo. Me sentia como um novo homem. Era como se tivesse renascido das cinzas, como uma fênix.
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Essas transformações não foram somente emocionais. Comecei a buscar melhorias em todos os aspectos da minha vida, incluindo também físico, intelectual, espiritual.
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Acho que não preciso dizer como fiquei surpreso com os resultados rs. Ainda hoje me espanto quando vejo o bem que tudo isso me fez. É óbvio que se trata de um conhecimento muito poderoso, que poucos têm a oportunidade de ter. Isso me levou a pensar. Será que é certo manter isso apenas para mim, sendo que eu mesmo só conheci e fui literalmente salvo por todo esse conhecimento justamente porque já tinham pessoas trabalhando em seus tempos livres, praticamente se doando, para que todos um dia pudessem alcançá-lo? Não é só uma questão de lutar pelos direitos dos homens, mas uma questão ética e uma coisa de honra. É um dever moral que tenho agora. Ajudar pessoas que estão precisando, assim como fui também ajudado quando mais precisei. Todos os meus esforços não são nada perto do que esse conhecimento fez por mim.
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Não é só uma questão de ajudar homens, mas todo ser humano, incluindo mulheres. Leigos e iniciantes podem pensar que o masculinismo, anti-feminismo, Real etc. se trata somente de ajudar homens. Mas não são apenas os homens que se beneficiam disso. Também as mulheres. É necessário entender que as mentiras e manipulações do feminismo e do marxismo cultural, não fazem mal somente ao homem, mas também as mulheres. É uma pena que poucos consigam entender que as mulheres também são vítimas do feminismo e do marxismo cultural.
SZ: Quais são seus referenciais teóricos ou não sobre as questões  masculinas no campo amoroso e na vida em geral?
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Lawlyet Wallace: No escopo dos relacionamentos, a base sempre foi Nessahan Alita. Ao menos 99%. Claro que é necessário também refletir filosoficamente sobre essas questões (como também em todas as outras) e buscar também entender a moralidade judaico-cristã.
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No anti-feminismo, temos vários autores como Esther Villar, Martin Von Creveld etc. Também tenho como referência vários sites e blogs da Real, fora da Real, e estrangeiros.
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Em relação a masculinismo, apesar dos vários blogs e publicações disponíveis, considero Paul Elam (A Voice For Men) um dos mais importantes. Em meus estudos sobre masculinismo busco principalmente o entendimento sobre as leis ou textos que mostrem como o homem é visto na sociedade atual. Os que me conhecem sabem que não concordo com muitas coisas do masculinismo estrangeiro (sou contra Marriage Strike e também critico qualquer tipo de auto-vitimização), mas ainda acho importante o estudo do masculinismo para entendermos como as leis atuais desfavorecem o homem, como o homem é pintado pela mídia e visto pela sociedade.
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Acredito que o que mais me ajudou a evoluir em meus pensamentos foi a influência que tive pelo estudo de autores como Olavo de Carvalho, Padre Paulo Ricardo e outros.
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Considero importante o estudo de filosofia e recentemente li e recomendo o “Sobre a Brevidade da Vida” de Sêneca.
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Considero extremamente necessário entender o que é o marxismo cultural para que se possa realmente entender tudo o que acontece hoje. Recomendo fortemente o programa True Outspeak do Olavo de Carvalho e a leitura do blog “O Marxismo Cultural” ( http://omarxismocultural.blogspot.com ) do confrade Mats (membro do Mundo Realista – http://mundorealista.com ).
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Atualmente estou lendo (e recomendo muito) “A Lei” de Frederic Bastiat (uma obra genial e lindíssima) e “Socialismo” do Ludwig Von Mises. Pretendo depois ler “A Revolta de Atlas” de Ayn Rand e a auto-biografia “A Partir da Escravidão”, de Booker T. Washington.
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Um autor que considero importantíssimo em nosso meio é o Doutrinador. Sua abordagem é simples e direta. Não faz floreios e sempre consegue ser bem claro em suas ideias. Seus textos são totalmente motivadores, além de muito bem escritos, sempre deixando clara a importância do desenvolvimento pessoal e da Honra! Leitura obrigatória.
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Também sempre busquei ler os artigos de Batman, The Truth, Shâmtia Ayomide, Enigmático e Realístico e vários outros.
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Agora, não necessariamente ligados às questões que normalmente discutimos, recomendo também “Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo” de Carl G. Jung e, principalmente, “O Tao do Jeet Kune Do” do Bruce Lee (que sempre recomendo para todos que queiram entender a Real).
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O espaço virtual masculino “Mundo Realista”:
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 SZ: Poderia especificar o que é o “Mundo Realista” e o porquê deste título?
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Lawlyet Wallace: Mundo Realista, tecnicamente falando, é um site da Real. Porém, essa é uma definição bem resumida, uma vez que se trata de toda uma rede social e portal voltado ao desenvolvimento pessoal.
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O título começou como Homens Realistas, porém alguns meses depois foi mudado para Mundo Realista por ser um nome mais abrangente. A ideia do título é deixar claro que, apesar de ser um site com foco no desenvolvimento pessoal do homem, na filosofia da Real e com algumas influências do masculinismo, seu conhecimento está além de tudo isso e pode ser aproveitado por todos, inclusive mulheres.
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SZ: Quais são os propósitos fundamentais do site “Mundo Realista” e por quê?
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Lawlyet Wallace: Seu foco principal é o desenvolvimento pessoal em todos os níveis: emocional, intelectual, físico, profissional, moral, psicológico, espiritual etc. Entendemos que para conseguirmos um desenvolvimento completo, precisamos encontrar um equilíbrio em todas essas áreas. De que vale, por exemplo, um excelente desenvolvimento físico se somos intelectualmente vazios? Ou um excelente desenvolvimento intelectual se estamos com um péssimo físico, com problemas de saúde? E de que valem ambos se não somos emocionalmente fortes, seguros de nós mesmos?
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Porém, também entendemos que é necessário que para conseguirmos um pleno desenvolvimento, também se faz necessário que consigamos sair da Matrix. E o que é a Matrix? Esse termo foi muito usado originalmente por diversos escritores do nosso meio, e de outros meios ligados direta ou indiretamente a nós, para se referir a um tipo de Matrix, a “Matrix do amor romântico” (passional). Na verdade, esta é apenas uma das várias Matrix em que vivemos. Matrix é como chamamos todo o mundo de mentiras e ilusões em que vivemos, tanto as incentivadas culturalmente desde que nascemos, quanto aquelas incentivadas por algum tipo de projeto de engenharia comportamental de governo, mídia etc. É necessário entender, então, que não somente existe a Matrix do amor romântico que foi tanto discutida no início de tudo isso, mas também várias outras que devem ser discutidas com a mesma ou até maior importância, como, por exemplo, política, social, profissional, cultural, intelectual, emocional etc.
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Como disse Jesus Cristo, “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Somente conhecendo a verdade podemos buscar uma verdadeira evolução pessoal. Para buscarmos a verdade, devemos também saber identificar quais são as mentiras, as ilusões. É necessário um discernimento do que é certo e errado, do que é real e do que é falso. Mas como conseguir isso em um mundo dominado por um relativismo moral? Esse é um dos maiores desafios que enfrentamos. Identificar as mentiras travestidas de verdades e as verdades travestidas de mentiras para que possamos nos libertar das mentiras e buscar a verdade. Por isso é importante entender o que é a Matrix, uma vez que sair da Matrix significa identificá-la. Por isso, um de nossos maiores objetivos é a busca e divulgação da verdade.
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E é claro que tudo isso também nos leva a estudar e trabalhar com diversos assuntos que vão desde mulheres e relacionamentos (que são, de fato, importantes para o desenvolvimento emocional do homem, que normalmente pode ter problemas emocionais devido a algum apego passional com trauma), anti-feminismo (uma vez que o feminismo é um dos maiores males não somente para homens, mas também para mulheres), crescimento pessoal (a busca pela superação em todos os níveis e, é claro, aprender a criar um gosto por essa busca ao invés de somente esperar resultados), masculinismo (é importante também sabermos nossos direitos e entendermos o que foi distorcido pelos vários movimentos políticos criados pelo marxismo cultural) e filosofia política (com foco na luta contra o marxismo cultural, uma vez que esta é a raiz de todos os males da atualidade).
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É importante salientar que muitas coisas não devem ser vistas como algo absoluto que requeira atenção total, mas sim como ferramentas que devem ser usadas para lidarmos com algum ponto específico em nosso crescimento. É importante entender todo o conjunto da coisa.
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Em resumo podemos dizer que somos de direita, conservadores, liberais, a favor da moralidade judaico-cristã, pró-honra, anti-feminismo e anti-marxismo.
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SZ: Qual é a historia do projeto “Mundo Realista” desde a fundação até o presente momento e, em sua observação, quais foram os melhores momentos e as contribuições mais positivas na temática masculina no site Mundo Realista até o presente momento?
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Lawlyet Wallace: Começamos timidamente como comunidades de Orkut com grande influência da obra de Nessahan Alita. Naquela época o foco era basicamente em mulheres e relacionamentos. Com o tempo os membros foram percebendo como o feminismo tinha uma grande influência sobre os comportamentos criticados e logo também passaram a trazer alguns estudos do masculinismo estrangeiro e formas as bases de um movimento masculinista brasileiro próprio.
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Nessa época eu ainda não havia conhecido esses meios, já que comecei a participar pouco antes dessas comunidades, que eram Mulher Gosta é de Homem Babaca, O Lado Obscuro das Mulheres e Reflexões Masculinas (que eram consideradas comunidades irmãs) se separarem e serem fechadas. Cada uma dessas comunidades tinha uma particularidade. Uma tinha discussões consideradas mais politicamente incorretas, outra focava no estudo do comportamento feminino com foco na obra de Nessahan Alita, e outra focava em reflexões pertinentes ao homem. Todas tinham em comum a influência da obra de Nessahan Alita, alguns membros em comum e o intercâmbio de conhecimento. Pouco tempo depois cada uma seguiu sua própria corrente e houveram separações, algumas amigáveis e outras nem tanto.
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No início de 2011, após ataques coordenados de inimigos, a comunidade Mulher Gosta é de Homem Babaca foi fechada pelo Orkut. Seus membros perceberam com isso que o Orkut não era um lugar confiável, uma vez que as denuncias que levaram ao fechamento eram falsas e a empresa nem ao menos deu chances para explicações ou reativação da comunidade. Como muito material que já estava lá há anos foi perdido, seus membros se organizaram e abriram um fórum independente, hospedado em servidor próprio e com domínio próprio, chamado de Homens Honrados. Nesta época eu havia me afastado temporariamente para cuidar de assuntos pessoais e aproveitei o tempo livre somente para estudar sem participar ativamente. Somente no meio do segundo semestre de 2011 que resolvi criar o nome lawlyet_w (ou Lawlyet Wallace) para poder falar um pouco sobre algumas ideias e reflexões, escrever alguns artigos e participar de debates, uma vez que estava cansado de ver calúnias sendo feitas e sentir que faltava algo nas respostas de muitos membros a essas calúnias. Passei a participar sempre que podia do fórum Homens Honrados, até que no início de 2012 ele foi fechado. Com todos os membros sem seu fórum, decidi aproveitar o espaço que tinha em um de meus servidores para criar um novo fórum. Assim surgiu o site “Homens Realistas”, que posteriormente teve seu nome mudado para Mundo Realista e passou para um novo servidor, de outro membro que se ofereceu para cuidar disso. Usei a experiência que já tinha com outros projetos do passado e aproveitei algumas ideias que já tinha em mente para criar não somente mais um fórum, mas toda uma rede social e portal, onde todo tipo de conhecimento e informação pudesse ser facilmente encontrado. Quando mudamos para Mundo Realista, aproveitei a mudança de servidor para reformar a estrutura e melhorar sua organização.
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Desde o começo temos tido várias experiências positivas, desde toda a ajuda que prestamos às pessoas que chegam até lá necessitando de aconselhamento, até bons debates, desenvolvimento de bons artigos próprios, criação de material original para o desenvolvimento pessoal (inclusive cursos para formação profissionais, clube do livro, grupos de estudos, de apoio e motivação etc.). Isso sem contar novas parcerias com pessoas com ideias semelhantes, além dos planos que temos de criação de núcleos para trabalhos voluntários na vida real, como uma ideia que temos de mobilização de membros de uma mesma cidade para alfabetização de crianças carentes, ou serviços voluntários para grupos que precisam de recuperação, apoio, aconselhamento e motivação
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SZ: O site Mundo Realista tem parcerias e patrocínio?
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Lawlyet Wallace: Nenhum tipo de patrocínio. Essa é uma questão complicada, uma vez que para podermos ter um patrocínio, este deveria vir de alguma empresa que os ideias parecidos. Sem contar que, como muitas de nossas visões podem ser consideradas polêmicas por incautos, especialmente após muitas distorções feitas por opositores, pode ser difícil que uma empresa que vise atingir um grande público tenha interesse em nos patrocinar diretamente. Sem contar também que geralmente é complicado para um site conseguir patrocínio, a menos que tenha um número extremamente grande de visitantes. Claro, é possível usar uma rede de anúncios, porém esse tipo de patrocínio é indireto e não existe um ganho fixo ou obrigação contratual, além dos ganhos serem irrelevantes mesmo em sites relativamente grandes. Chegamos até a fazer alguns testes desse tipo, porém não se revelou vantajoso. Por enquanto as despesas são pagas pelos próprios administradores. Não temos interesse de cobrar dos membros ou pedir doações, até porque ainda consideramos que existe muito trabalho a ser feito para que o MR chegue perto do que desejamos em termos de conteúdo.
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Existem, porém, parcerias simples com blogs e sites pequenos com visões parecidas com as nossas. Trocas de banners e links. Porém, ainda não é algo totalmente organizado, uma vez que precisamos ainda projetar um espaço para colocarmos os links e banners de parceiros no site de forma que fique fácil de encontrar e que não atrapalhe o design do site.
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SZ: Quanto líder como você procede no espaço virtual “Mundo Realista” em relação a produção intelectual dos membros, a  atuações das parcerias e a possíveis trolls ou detratores?
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Lawlyet Wallace: Não sei se líder seria bem a denominação correta. Costumo pensar em mim mais como um “pedreiro”, já que na maior parte do tempo meu trabalho é focado na parte técnica do site. É claro que algumas vezes também posso me ver como uma espécie de planejador ou motivador, já que toda construção do site exigiu um planejamento e foi feita para facilitar a produção de conteúdo próprio e sua divulgação.
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Sempre tento, em primeiro lugar, incentivar os membros a pesquisarem, lerem e refletirem sobre tudo. É uma grande felicidade para mim saber que a maior parte dos membros do Mundo Realista são pessoas de altíssimo nível intelectual, com gosto por leitura e pesquisas, capazes de pensar por si próprios e acostumados a refletirem sobre tudo o que leem. Tentamos incentivá-los a produzir conteúdo sobre o que mais gostam. Alguns escrevem nas seções de política, outros nas seções de musculação, outros nas de tecnologia, outros na de dinheiro etc. Também existem os colunistas, que aqueles que têm seus próprios blogs dentro da rede Mundo Realista, como o Doutrinador, o Batman e vários outros. Seus blogs são independentes, uma vez que são artigos próprios geralmente escritos apenas pelo blogueiro e que refletem sua própria interpretação das coisas. Ou seja, tem a ver com as ideias do site, porém, de acordo com reflexões independentes de cada um.
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Também temos membros para cuidar de divulgações, outros para trabalhar com a administração e moderação do fórum, outros para cuidar da Wiki do site etc. Isso sem contar vloggers e até mesmo escritores. Um exemplo é o membro Autêntico, que escreveu o livro “A Paixão de Ciro Bustamante”, que transmite muito bem algumas ideias do Mundo Realista em relação à Matrix do amor passional, além de ser muito bem escrito e proporcionar uma excelente leitura (gostei tanto do livro que li em um único dia de uma vez rs).
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Geralmente as parcerias são simples trocas de banners ou links. Muitas vezes de sites e blogs de outros membros, ou mesmo de alguém que pede e analisamos que tem um bom site. Ainda não definimos como serão firmadas novas parcerias, porém pretendemos ainda ver isso com mais calma quando o tempo permitir.
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Quanto a trolls, temos uma política de segurança que vem se mostrando efetiva. Novos membros precisam ser aprovados para ter acesso de escrita nos fóruns principais (antes disso somente tem acesso a um fórum de apresentação) e geralmente são desativados registros de contas que já tem um tempo de criação, mas nenhuma participação com postagens. Caso um troll consiga passar pela segurança, basta bani-lo tão logo seja identificado.
Detratores sempre existiram. A melhor forma de lidar com eles é não se deixar intimidar e sempre manter a calma e estar aberto a debates, dizendo sempre a verdade. Indivíduos mal intencionados sempre acabam tropeçando nas próprias mentiras.
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SZ: Há participação feminina no site Mundo Realista?
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Lawlyet Wallace: Atualmente não (há menos que tenha alguma se passando por homem, o que não é tão incomum na internet). Na verdade há somente duas, que não participam ativamente. Uma delas não usa há um bom tempo e outra se registrou recentemente para usar os grupos da rede, especialmente o de Crescimento Pessoal Supervisionado com a intenção de ter um auxílio em seu treino e dieta.
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Costuma ser raro para mulheres participarem desses grupos, pois muitas não sabem lidar com algumas críticas por raramente entenderem que as críticas não são em relação às mulheres, mas em relação a alguns comportamentos que não são de todas, mas infelizmente comum para muitas hoje em dia. Infelizmente, é comum que muitas se cadastrem com o objetivo de atacar ao invés de tentar primeiro entender do que se trata tudo. Também é comum que existam algumas que concordem com nossas opiniões, mas não participem simplesmente por preferirem a leitura de artigos ou por não quererem ser as únicas em um site onde a maioria dos participantes são homens. Muitas costumam me enviar dúvidas ou pedir conselhos pelo formspring, ou mesmo participam de algum grupo no Facebook, o que significa que não são necessariamente do Mundo Realista, apesar de concordarem com as opiniões de lá.
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SZ: Como lida com as situações de conflito e/ou tentativas de postagens indevidas, tais como: mensagens misóginas, misândricas, racistas, de intolerância religiosa ou de outra ordem?
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Lawlyet Wallace: Qualquer tipo de crime e preconceito é contra as regras do site. Claro que por se tratar de internet, é possível que possa aparecer algum imbecil mal intencionado. Porém, sempre que algum tipo de preconceito é identificado, o usuário é imediatamente banido. Infelizmente não é possível a todos os moderadores que estejam disponíveis por todo o dia e toda a noite vigiando tudo. Por isso incentivamos os próprios usuários a denunciarem qualquer conteúdo que vá contra as regras. Os usuários do Mundo Realista são bem tranquilos nesse ponto e nunca postam nada indevido, então ultimamente não precisamos nos preocupar muito com isso. As maiores ameaças desse tipo costumam partir de trolls, mas como existem algumas políticas de segurança para impedi-los, esses trolls raramente conseguem sequer se infiltrar.
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SZ: Já viu resultados benéficos e/ou prejudiciais para os participantes do espaço virtual masculino “Mundo Realista” e em seu próprio desenvolvimento no plano sensível e intelectual?
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Lawlyet Wallace: Sim. A maioria dos resultados foi benéfica. Por exemplo, já tivemos membros que venceram depressões, problemas emocionais, problemas financeiros, que passaram em universidades conceituadas. Enfim, a maioria consegue se superar emocionalmente, intelectualmente, fisicamente, profissionalmente etc.
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Claro que também é possível haver algum tipo de resultado prejudicial, apesar de raríssimo. Nesse caso, acredito que o problema seria no próprio membro e/ou na forma em que interpreta as coisas. Para esses casos sempre buscamos aconselhar o membro, explicar que não pode polarizar em um único lado, que deve sempre buscar um equilíbrio.
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SZ: Quais são seus planos futuros para o site Mundo Realista?
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Lawlyet Wallace: O mais importante atualmente é o conteúdo. Por enquanto estamos focando na produção de conteúdo original e na organização desse conteúdo para que todo esse conhecimento seja encontrado e de fácil leitura. Temos um mapa mental explicando toda estrutura do site e foi publicado o seguinte texto mostrando o que já foi criado e o que ainda há de ser criado…
Para entender a estrutura do Mundo Realista, vamos ver cada parte do site individualmente:
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Página Inicial: http://mundorealista.com/ – O cartão de visitas do Mundo Realista e da REAL. A ideia aqui é agregar na capa todas as informações possíveis, destacando o que há de mais interessante em todo o site.
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Página de Vídeos: http://mundorealista.com/videos/ – Vídeos com assuntos da Real. Uma página configurada para mostrar de forma organizada vários vídeos, desde vídeos de vloggers como O Autêntico e traduções feitas pelo Canal do Búfalo até vídeos do True Outspeak ou do Padre Paulo Ricardo e vários outros que serão colocados ainda…
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Página do Facebook do Mundo Realista: http://mundorealista.com/facebook – página com a fanpage da MR no facebook -http://facebook.com/redemundorealista – integrada no site.
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Pretendemos ainda criar um espaço para integrar todas as fanpages e grupos da Real do Facebook que tenham a ver com a proposta do Mundo Realista.
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Calendário: http://mundorealista.com/calendario/ – O calendario da Real. Encontros, cursos, iniciativas e o que mais formos fazer serão colocados aqui… Ainda precisamos dar uma pesquisada e melhorar algumas coisas…
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Mail: Colaboradores do Mundo Realista terão direito a um email com endereço nomedomembro@mundorealista.com
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Seções:Seções específicas com assuntos de interesse masculino. Por enquanto as que já temos em atividade são:
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Política – http://mundorealista.com/politica/ (política, masculinismo, antifeminismo, antimarxismo etc)
Musculação – http://mundorealista.com/musculacao/
Dinheiro – http://mundorealista.com/dinheiro/
Tecnologia – http://mundorealista.com/tecnologia/
Artes Marciais – http://mundorealista.com/artesmarciais/
Livraria – http://mundorealista.com/livraria/
Automóveis – – http://mundorealista.com/automoveis/
Profissional – http://mundorealista.com/profissional/ (dicas de empregos, concursos, currículos, entrevistas)
Cozinha – http://mundorealista.com/cozinha (culinária viril rs. Uma mão na roda especialmente para solteiros)
Lifestyle – http://mundorealista.com/lifestyle/ (estilo de vida, masculinidade, roupas, cabelos, desodorantes, filmes, viagens, lazer etc.)
Mulheres – http://mundorealista.com/mulheres (mulheres, relacionamentos, sedução, lado obscuro etc.)
Metablog – http://mundorealista.com/metablog (dicas para criar blogs e também conseguir visitas e dinheiro com eles)
Games – http://mundorealista.com/games (Dicas, notícias e muito mais sobre jogos)
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Blogs de membros (ou Colunas):Doutrinador – http://mundorealista.com/doutrinador/ (dispensa apresentações)
Homens Realistas – http://mundorealista.com/homensrealistas/ (Batman – antigo tocando o fodas)
Nobres Homens – http://mundorealista.com/nobreshomens/ (Conde de Mte. Cristo)
Visões Realistas – http://mundorealista.com/visoesrealistas/ (mineirim)
Filosofia Real – http://mundorealista.com/filosofiareal (meu blog)
Rômulo – http://mundorealista.com/romulo (Rômulo)
Filosofando com Mendigo – http://mundorealista.com/filosofandocommendigo/(Mendigo)
Cristãos Realistas – http://mundorealista.com/cristaosrealistas/ (Major Lobo Honrado, psaiuk e outros colaboradores)
Adventistas Realistas – http://mundorealista.com/adventistasrealistas/ (High_Lander)
Templo de Adônis – http://mundorealista.com/templodeadonis/ (DiomedesRJ)
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Temos também um blog focado em tradução de textos em espanhol: Nascido Homem, Nascido Livre – http://mundorealista.com/nhnl/ (Ector)
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Fórum: http://mundorealista.com/forum – Fórum principal do site, onde a maioria dos membros se reúnem.
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Grupos:Os grupos são uma mistura de grupos do Facebook com comunidades do Orkut. Você pode postar atualizações nos grupos e ainda por cima os grupos podem ter seus próprios fóruns individuais.
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Com os grupos podemos focar em outros interesses masculinos e realistas, sem sobrecarregar o fórum principal, sem fugir do assunto abordado aqui, e até mesmo podemos criar grupos complementares às seções da MR ou até mesmo usuários com blogs aqui podem criar grupos com fóruns individuais para complementarem seus blogs.
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O diretório de grupos apresenta uma listagem de todos os grupos:http://mundorealista.com/groups/
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Também tem a opção de exibir todos os fóruns de todos os grupos, praticamente uma página de lista de discussões: http://mundorealista.com/forums/
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Os grupos podem ser públicos, privados (moderados, onde precisa ser aceito pra entrar) e ocultos (completamente invisíveis e ninguém consegue ver ele. só se entra com convite de administrador ou moderadores).
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Os grupos que temos são:Crescimento Pessoal Supervisionado: http://mundorealista.com/groups/crescimento-pessoal-supervisionado/
Clube do Livro: http://mundorealista.com/groups/clube-do-livro/
Concursos: http://mundorealista.com/groups/concursos/
Dinheiro: http://mundorealista.com/groups/dinheiro/
Filosofia Real: http://mundorealista.com/groups/filosofia-real/
Olavo de Carvalho: http://mundorealista.com/groups/olavo-de-carvalho/
Tecnologia: http://mundorealista.com/groups/tecnologia/
Metablog: http://mundorealista.com/groups/metablog/
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Também temos o grupo do Centro de Treinamento: Centro de Treinamento: http://mundorealista.com/groups/centro-de-treinamento/
Esse grupo é complementar ao Centro de Treinamento que foi criado e publicado originalmente no Fórum Homens Honrados e ainda será publicado no Mundo Realista. O grupo é ligado ao Centro de Treinamento do site.
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Outra ideia para os grupos é futuramente facilitar a organização ou mesmo salvar uma parte da história da Real, trazendo para cá algumas antigas comunidades dos anos dourados da Real e restaurando tópicos que um dia fizeram a História e mudaram para melhor a vida de muitos.
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Wiki: http://mundorealista.com/wiki – A primeira e única Wikipedia da REAL. Lá dentro já temos alguns páginas em destaque como:
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Dicionário da Real – http://mundorealista.com/wiki/dicionario
História da Real (ainda precisa ser melhorado): http://mundorealista.com/wiki/historia_da_real
Masculinismo (ainda precisa ser melhorado): http://mundorealista.com/wiki/masculinismo
Wikileaks (agradecimento ao membro Soldado pela ideia original) :http://mundorealista.com/wiki/wikileaks
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Central: http://mundorealista.com/central/ – Nossa CENTRAL AGREGADORA DE BLOGS E SITES que tenham a ver com a Real e tudo o que falamos aqui. Acredito que seja a central com mais blogs adicionados hoje (conta com 31 blogs atualmente, todos blogs que não fazem parte da rede Mundo Realista. Ainda pretendo criar um espaço de destaque para mostrar todos os blogs e seções do Mundo Realista lá dentro também)
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Centro de Treinamento: http://mundorealista.com/ct – Centro de Treinamento. Ainda está sendo trabalhado e aqui será publicado o CT completo e revisado. É integrado com o grupo de mesmo nome.
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A PRIMEIRA E ÚNICA REDE SOCIAL DA REAL
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Mais do que um Portal, o Mundo Realista também é uma Rede Social dedicada inteiramente à Real.
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Temos atividades que funcionam como Twitter e Facebook, tanto na linha do tempo de cada usuário, como também uma mostrando tudo o que é feito na rede: http://mundorealista.com/activity/
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Temos também a página com os guerreiros que estão na rede (atualmente 917):http://mundorealista.com/members/
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Na página do próprio perfil o usuário pode ver seus blogs, amigos adicionados, mensagens particulares, atividades, menções, favoritos, grupos etc.
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Também temos o CHAT, que é como o chat do facebook (estamos atualmente pesquisando a compra de outro chat nesse estilo, porém com mais funcionalidades)
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Além disso, temos essas páginas que já estão sendo trabalhadas:
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* Debates – Página com debates dos membros contra feministas, abortistas, esquerdistas etc.
* Homens Honrados – Uma página mostrando os vencedores do antigo concurso homem honrado que acontecia mensalmente (o nome foi escolhido em homenagem à nossas raízes e antigos líderes e guerreiros)
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O que ainda será criado:
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Muito ainda será criado. Estão em nossos planos:
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* Tutoriais – ensinando a usar a rede, fórum, blogs, grupos etc.
* Relatos – Uma página dedicada a mostrar relatos de vidas que foram salvas pela Real
* Slides – Uma página de slides dentro da MR. Dicas, tutoriais, motivações e muito mais.
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Também já estamos planejando uma versão em inglês do site com a tradução dos melhores conteúdos.
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E também estamos estudando a criação de uma página onde usuários poderão criar mapas mentais para se organizarem e um lugar onde possam criar e editar documentos, até mesmo de forma colaborativa, sem sair do Mundo Realista.
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Quando possível ainda quero criar um tutorial explicando como usar as funções do site, regras, dicas de formatação etc. para facilitar o trabalho dos voluntários interessados em colaborar criando conteúdo.
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Quando tudo estiver melhor organizado e com uma boa quantidade de conteúdo próprio, começaremos uma divulgação mais séria. Às vezes penso até em mandar fazer camisas, adesivos, xícaras e outros produtos do tipo com o nome do site. Não só para divulgar, mas também porque acredito que muitos membros gostariam de utilizar esses produtos (eu mesmo gostaria :P)
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Também pensamos em firmar parcerias com grupos e pensadores que tem opiniões próximas às nossas. Não só para divulgarmos o site, mas também para que possa ser feito um intercambio de informações e conhecimento e que a mensagem de ambos os lados possa ter um maior alcance.
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Fora isso, também pretendemos criar núcleos de pesquisas, de apoio a pessoas que precisem de algum tipo de ajuda específica, grupos de estudos com aulas interativas sobre diversos assuntos etc.
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E isso tudo é apenas uma gota no oceano, comparado ao que ainda está por vir 😉
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SZ: Em termos de desdobramento, pensa em transferir ou estender o projeto “Mundo Realista” do campo virtual para o campo real?
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Lawlyet Wallace: Sim. Porém, ainda é algo a ser melhor planejado e discutido. Não queremos ser apenas mais uma coisa que reclama e fica pedindo por algo, como a maioria dos sites e grupos que existem por aí. Queremos poder criar algo concreto, ajudar as pessoas que precisam de uma luz na vida. Um exemplo disso é uma ideia que temos, e que ainda precisa ser melhor elaborada, de mobilizar membros de uma mesma cidade para que façam algum tipo de serviço voluntário, como por exemplo, alfabetização de pessoas com baixa renda, trabalhos voluntários para ajudar na recuperação de dependentes de drogas, aulas de informática e artes marciais para pessoas com  baixa renda, palestras motivacionais etc.
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Suas ideias e posicionamentos:
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SZ: O que pensa sobre o aborto e as campanhas a favor da legalização disso no Brasil?
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Lawlyet Wallace: “Art. 4º. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”
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Sou completamente contra o aborto! Na minha opinião nem deveria haver algum debate sobre isso. É simplesmente errado! É um atentado contra a vida. Defender o aborto é tão absurdo quanto defender assassinato, estupro e pedofilia, uma vez que é uma coisa que atropela radicalmente os direitos e a liberdade de outro indivíduo.
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Não importam as leis e não importa a decadência da sociedade e da moral humana. Um assassinato sempre será um assassinado, mesmo que apoiado legalmente, independente de acontecer dentro ou fora de uma barriga. Qualquer abortista é um assassino e seus defensores seus cúmplices.
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Um fato é que se um indivíduo mata outro, ele é um assassino. Os fins não justificam os meios. Se um indivíduo mata e diz que foi para poder comer, ele ainda será um assassino. Ele não fez o mínimo esforço de procurar uma alternativa ao assassinato. O mesmo acontece com as mulheres que abortam. O aborto nem ao menos deveria ser debatido pelo simples fato de não ser necessário. Existem métodos contraceptivos como as camisinhas e os anticoncepcionais. Nem mesmo o estupro pode ser usado como desculpa, já que existem pílulas do dia seguinte. Mesmo se não houvesse métodos contraceptivos ou pílula do dia seguinte. Ainda assim existe sempre a possibilidade da adoção. O egoísmo das abortistas, cuja psicopatia é tão alta a ponto de negar o próprio filho, não permite que o vejam nem mesmo como um ser humano, pois existem muitas que quando não abortam abandonam o bebê em uma lixeira ou jogam em um rio.
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Abortistas costumam usar a falácia do “direito ao corpo”. É necessário entender que essa é uma tática demoníaca usada para confundir os mais ingênuos, uma vez que, durante a gravidez existe uma segunda vida dentro do corpo. A criança é um ser independente em formação, não um prolongamento do corpo da mãe. Mesmo após o parto o ciclo da vida continua. A criança continua se desenvolvendo, cresce, tem sentimentos próprios, inteligência própria, ações próprias, vida própria etc.
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Argumentos abortistas de “saúde pública” são na verdade falácias preconceituosas e assassinas. Uma maquiagem para eugenia e higienização. Se a discussão realmente fosse sobre saúde pública ninguém seria a favor do aborto, uma vez que com a facilidade do aborto muitos passariam a fazer sexo desprotegido. E sabemos que sexo desprotegido significa não somente gravidez, mas também DSTs. Logo, o aborto também significaria um aumento astronômico de DSTs.
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Matar uma criança porque não pensa antes de abrir as pernas nem mesmo para usar algum método contraceptivo é uma tremenda irresponsabilidade. É a mesma coisa que se embriagar antes de dirigir. Uma mulher que aborta tem a mesma culpa de um motorista extremamente bêbado que mata um inocente em um acidente de trânsito. O aborto, além de ser um pecado, uma covardia e um assassinato, é também solução malandra para a irresponsabilidade e a promiscuidade. Ao usar termos como “pró-escolha”, elas dão a falsa impressão de que se trata de uma escolha que apenas terá influência na vida da infanticida, além de também passarem a falsa impressão de que a não-legalização do aborto é uma opressão machista contra a mulher.
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Feministas se valem de um vitimismo irreal para criar falácias que defendam este assassinato. Um exemplo é o uso de termos cretinos como “pró-escolha” e a falácia do “direito ao corpo”. Esses termos são justamente usados para criar uma ilusão vitimista de opressão às mulheres. A ideia é fazer os mais incautos acreditarem que é uma luta entre a “pobre mulher oprimida por uma sociedade machista” e o “homem opressor e violento que deseja controlar o corpo da mulher”. Nada mais falso! Na verdade se trata de uma luta entre a defesa da vida e da liberdade contra a legalização da morte como meio de manutenção da irresponsabilidade. Ao contrário do que a propaganda abortista tenta fazer acreditar, o aborto não é uma luta pela liberdade, mas sim uma luta contra a liberdade, uma vez que o aborto nega a outro indivíduo o direito à vida. É impossível existir liberdade quando a de um indivíduo se choca com a de outro. Quando ocorre um choque entre liberdades, a do mais forte sempre vencerá. E isso não é liberdade, mas egoísmo!
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O conflito entre a “liberdade” da mulher abortar e entre o liberdade da criança nascer é um conflito entre a liberdade de não ter que assumir uma responsabilidade que ela própria contraiu e entre o direito de um indivíduo à vida. E é claro que o direito à vida deve prevalecer. A vida é sempre mais importante!
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Mesmo se excluirmos completamente a alma e a dor, o aborto ainda é algo errado pelo simples fato de negar a vida à alguém que não tem o poder de se defender e de fazer uma escolha. As cretinas gostam de dizer “pró-escolha”, mas na verdade não existe escolha nenhuma, pois a criança não tem o poder de escolher. É a maior covardia possível.
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É interessante ver que abortistas se aliam também com movimentos ateístas e repetem exaustivamente coisas como “estado laico” para dar a impressão de que há algum tipo de opressão religiosa baseada em dogmas e ignorância. Porém, é necessário entender que a ciência nunca pode provar a inexistência de Deus e da alma, então o simples fato de alguém não acreditar na existência da alma, não é suficiente para que o aborto seja justificado. O argumento do “estado laico” também é uma falácia. O estado realmente é laico, porém a maioria das população é religiosa. É dever do Estado não se submeter a vontade de poucos sobre a vontade de muitos.
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Sem contar que qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, psicológica e emocional da mulher. Qualquer mulher que aborta, mesmo nas melhores condições médicas, tem um risco acrescido de lesões do aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneos posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, e muito mais. Além de que a despenalização total do aborto pode expor a mulher à pressões constantes por parte de familiares, mídia, sociedade, profissionais etc. para que interrompa a gravidez, mesmo contra sua vontade.
A esquerda, com seu falso altruísmo, se vale de um discurso hipócrita sobre dignidade de vida. É importante entender que discussões sobre o sustento da criança ou a ajuda do estado não são válidas. Abortistas usam isso justamente para desviar o foco dos debates (mais uma vez vemos como funciona a cabeça do brasileiro comum rs. Dinheiro acima de tudo…). Porém, a defesa da vida é sempre mais importante. A vida está acima de tudo! Sem contar que ninguém tem o poder de prever o dia de amanhã. Ninguém tem como saber se essa criança e sua mãe vão se amar, como será sua vida no futuro. Com o aborto, um indivíduo será morto sem nunca ter tido o direito de escolha e de defesa. Pelo menos com a vida essa criança terá a chance de superar tudo e ser feliz.
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Outra tática cretina dos abortistas é o uso do termo “feto”. Esse nome é usado justamente por dar a impressão de algo morto, de um parasita, como eles mesmos gostam de chamar, e para tentar desumanizar um ser humano. É necessário entender que estamos falando de uma criança de um jeito ou de outro. Se já é uma vida que se tornará uma criança, não há motivo para chamar de “feto”.
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Dentre os vários interesses da agenda que o aborto serve, um deles é o controle de natalidade. Por isso eles se valem tanto de falácias como “dignidade de vida”, “condição social” e coisas do tipo. Já notou que abortistas geralmente dizem que é “crueldade colocar uma criança no mundo de hoje”? Se eles já são capazes de usar esse tipo de argumento para negar o direito à vida, logo estarão defendendo a higienização de moradores de rua com a mesma desculpa de “livrá-los de uma vida de sofrimento”.
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Outra questão que deve ser frisada é que o aborto é uma ferramenta para a prática do preconceito. O aborto não só é misógino e misândrico, como também racista, elitista, eugenista. Por exemplo, em países onde culturalmente se preferem filhos homens, muitas mulheres são abortadas. Algumas famílias podem escolher abortar homens se tiverem preferência por filhas mulheres. Uma sociedade pode incentivar o aborto para famílias com menores condições financeiras, ou mesmo propagandear o aborto de certos grupos étnicos. Esse tipo de loucura pode ser capaz de extinguir grupos, culturas, classes. É uma ferramenta não somente de controle de natalidade, mas também de eugenia e preconceito.
Apoiamos a vida e por isso somos contra o aborto. A mulher tem direito de fazer o que quer com o corpo dela, mas a partir do momento que essa liberdade afeta a liberdade de outro indivíduo, colocando em risco seu direito à vida, então a liberdade mais importante, que é a vida, deve ser garantida. O direito à vida é mais importante do que meras convenções sociais. Tudo é irrelevante, quando estamos tratando de UMA VIDA. Adolescência, carreira, amizades, estudo e todas essas liberdades são fúteis quando comparadas a toda uma VIDA. Então, é óbvio que, quando existe um conflito de direitos, o mais importante, que nesse caso é o direito à vida, deve prevalecer.
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Sabe, é tão fácil e óbvio defender a vida, e as pessoas muitas vezes se atrapalham ao debater com abortistas por besteira. Porque os abortistas usam frases de efeito, tentam intimidar com distorções, mentiras, ironias e papinhos de altruísmo, dignidade, sociedade e direito do corpo e outras falácias desse tipo. É necessário não se deixar intimidar e poder responder tudo para desmascará-los totalmente. É importante entender que não estamos fazendo isso para mudar a ideia deles, até porque eles não têm uma ideologia. Não fazem o que fazem porque acreditam, mas sim por más intenções, por política e dinheiro! Então devemos fazer o que fazemos para deixarmos um registro histórico para que todos que um dia vejam entendam o que falamos. Não sei se é arrogância minha, mas geralmente, quando debato, tento não só refutar os inimigos, mas também debater de forma que sirva também para os que estão do nosso lado aprenderem mais e poderem se preparar melhor para caso um dia tenham que debater sobre o tema.
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SZ: Até que ponto os homens têm a haver com as práticas de  aborto clandestinas?
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Lawlyet Wallace: Em primeiro lugar, é necessário entender que qualquer homem que defenda, incentive ou pratique o aborto clandestino está apoiando e sendo cúmplice de assassinato.
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Infelizmente vivemos em uma sociedade onde prazeres egoístas são culturalmente incentivados e justificados por todo tipo de relativismo moral. Tanto a mulher como o homem são incentivados à promiscuidade pela sociedade e pela mídia, obviamente influenciados pelo feminismo e outros movimentos que servem ao marxismo cultural. O feminismo, por exemplo, com discursos falaciosos como o da “liberdade sexual”, que nada mais é do que um incentivo à libertinagem e objetificação feminina. A mídia por meio de uma programação que direta e indiretamente incentiva a erotização de crianças e adultos. A sociedade por meio do incentivo cultural ao hedonismo. E até mesmo o governo com seu incentivo à distorções de valores por meio de isenções de responsabilidades, perversões da lei para favorecer grupos específicos, criminalização da verdade por meio da censura do “politicamente correto” etc.
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Tudo isso leva o homem e a mulher a buscarem somente o prazer momentâneo. Terem como única filosofia de vida o “carpe diem”. Só pensam em desfrutar o momento e são incapazes de pensar nas consequências dos próprios atos. Para o indivíduo hoje valores morais são apenas dogmas e construções sociais. Coisas que são normalmente ridicularizadas até mesmo por professores de escola hoje.
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Um exemplo disso é o governo fazer campanhas para usuários de drogas injetáveis não compartilharem seringas. Ora, isso pode ser visto como um incentivo ao uso das drogas, não é mesmo? Não se deve fazer campanhas dizendo que não deve compartilhar seringas, mas sim que não deve usar drogas. Da mesma forma é comum vendo o governo distribuindo preservativos e soltando pôsteres dizendo para usar camisinha no carnaval. Isso é um incentivo subliminar à putaria disfarçado de campanha de prevenção de DSTs. Da mesma forma crianças de doze anos, por exemplo, recebem palestrantes dentro de suas salas de aula dizendo que elas devem fazer sexo seguro usando preservativos. Estão colocando na cabeça dessas crianças que elas devem sim ter sexo. É a erotização infantil passada de forma subliminar, disfarçada de conscientização. Outro exemplo é o kit gay que o governo tenta passar para as escolas sob o falso pretexto de luta contra homofobia, que na verdade é mais um kit de erotização infantil. Crianças não estão psicologicamente preparadas para serem bombardeadas com esse tipo de informação. Estão em uma fase diferente da vida e obviamente entenderão tudo da forma errada.
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Mas é justamente isso que acontece. As pessoas desde cedo são bombardeadas de todos os lados com mensagens de incentivo direto e indireto ao sexo. Crescem e procuram desesperadamente por prazeres sexuais, como animais famintos que acabaram de ser soltos da jaula. Passam a ter automaticamente uma visão distorcida dos outros indivíduos. Estão praticamente programados de forma que vejam todo indivíduo como um objeto que está lá para saciar suas vontades. Não são capazes de enxergar a outra pessoa como semelhante que também tem de sentimentos.
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O resultado disso tudo são homens e mulheres se usando somente para fins sexuais da forma mais irresponsável possível, sem nenhum tipo de envolvimento emocional e, ainda por cima, muitas vezes sem nenhum tipo de prevenção a gravidez.
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E é óbvio que muitas vezes essas relações sexuais acabarão resultando em uma gravidez indesejada. E como não há nesse caso nenhum tipo de sentimento envolvido ou relacionamento, dificilmente os pais desejarão a criança (junte isso com todo incentivo não só ao hedonismo, mas também à carreira profissional, e temos também a pressão que é feita na cabeça dos futuros pais com frases de efeito como “jogou a vida fora”, “perdeu a juventude”, “estragou a vida” etc.).
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Isso raramente aconteceria dentro de um relacionamento sério onde houvesse sentimentos de ambas as partes. Haveria um comprometimento com a vida, uma vez que haveria não somente uma mutualidade de sentimentos, mas também um comprometimento com a criação de um futuro juntos e, obviamente, um sentimento pela vida que geraram juntos.
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Com todo esse incentivo à busca dos prazeres egoístas, a procura de parceiros é somente baseada nos instintos… Aparência, status, dinheiro, postura. Nesse caso, mulheres acabam procurando os piores tipos de homens e, obviamente, os escolhidos geralmente são os mais cafajestes. Justamente os que só buscam sexo e fogem de qualquer tipo de compromisso. A mulher nesse caso tem a culpa de seguir somente seus instintos hipergâmicos e acabar desprezando bons homens para ficar com cafajestes egoístas que só buscam o prazer sem se importar com as consequências disso. E o homem, nesse caso o cafajeste, é o culpado por alimentar esse sistema.
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O cafajeste, por buscar somente o prazer e ignorar qualquer questão moral, também tem culpa pelo aborto, o que não significa que a mulher não seja culpada também. Também existem os cafajestes que assumem namoros superficiais somente para que possam ter uma parceira sexual fixa. Muitas vezes esse tipo de imbecil desonrado pressiona a namorada imbecil para abortar.
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SZ: Em sua opinião como se erradica no Brasil a pratica ilegal do aborto e como os homens que são contra o aborto poderiam atuar diante desse problema?
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Lawlyet Wallace: Creio que deveriam ter punições mais severas, além de uma maior divulgação dos riscos envolvidos na prática não somente do aborto clandestino como de qualquer tipo de aborto. Claro que é difícil esperar que façam isso, uma vez que infelizmente vivemos em uma época onde os interesses dos governos globalistas é justamente incentivar esse assassinato.
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Estamos nessa situação vergonhosa hoje devido a uma mudança cultural que aconteceu de forma lenta e gradual. Obviamente é impossível que, após tantos anos de desinformação e distorções, a sociedade volte a ter valores como a moral e a honra da noite para o dia. É necessário um trabalho gradual focando na retomada de valores.
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SZ: O que é Mariage Strike e exatamente porque diz ser contra isso?
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Lawlyet Wallace: Marriage Strike, como já diz o nome, é a greve de casamento. É um movimento que surgiu nos EUA onde os homens evitam se casar como forma de protesto contra as leis misândricas que deixam o homem em injusta desvantagem e alimentam a indústria de divórcios, além de ser uma forma de evitar não somente as dores de cabeça legais, como também o casamento com mulheres modernas que costumam ser péssimas esposas e mães e que, infelizmente, são maioria hoje.
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Na minha opinião, o Marriage Strike é uma ilusão dos masculinistas estrangeiros. Por egoísmo, medo ou ingenuidade são incapazes de perceber que o objetivo do feminismo é justamente a destruição do casamento e da família.
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Como já falei muitas vezes, o feminismo serve ao marxismo, que é seu criador e financiador. O objetivo da esquerda é destruir a família e jogar o povo na promiscuidade para que todos caiam no pão e circo sexual e se tornem ignorantes fáceis de controlar. Sem uma família, o indivíduo não terá mais o que amar e defender e nem um pai para passar valores. Dessa forma só restará ao povo buscar segurança e dedicar sua devoção ao governo e à mídia, vendo-os como um pai e aceitando todo o lixo que enfiam em suas cabeças.
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Pensar que o Marriage Strike vai acabar com vadiagem e feminismo é uma ignorância. Vai financiá-lo ainda mais. Mesmo que todo o homem faça a greve de casamento, os homens continuarão fazendo de tudo para as mulheres visando interesses sexuais. Continuarão pagando desde bebidas e saídas até, quem sabe, aluguel e contas. Os bem ricos presentearão as mulheres com carros, casas e o que mais puderem pra conseguir levá-las para cama. Os chefes darão aumentos e melhore cargos para todas as funcionárias tentando agradá-las com intenções sexuais por trás de tudo. Com isso mais homens perderão cargos e oportunidades, terão salários ainda menores e continuarão gastando o pouco que tem agradando as mulheres solteiras, que serão ainda mais exigentes e inacessíveis para estes. Em resumo, o valor da mulher subirá ainda mais e o do homem descerá ainda mais. A competição entre os homens será ainda mais acirrada e asa mulheres, ainda por cima, estarão livres para deixar que o feminismo e a esquerda façam sua lavagem cerebral, já que não terão mais um lar para cuidar, filhos para amar e educar, e nem um marido carinhoso para dar amor e companhia.
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Além disso tudo, as crianças não saberão quem é o pai, crescerão sem receber educação e valores morais e ainda por cima haverão pressões ainda maiores ,para uma legalização total do aborto, independente do tempo de gestação.
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Seus conselhos aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ: Lawlyet Wallace, muito obrigada por sua generosidade em compartilhar suas ideias, análises e propósitos do site “Mundo Realista” conosco. Saiba que este simplório espaço virtual sempre estará a sua disposição para o bem dos homens e mulheres que queiram a harmonia e a boa qualidade de vida para ambos os sexos e, naturalmente, à valorização da Vida humana dentro e fora do ventre materno.
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E para finalizar, quais seriam seus conselhos e orientações para os jovens e adolescentes, e suas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Lawlyet Wallace: Valorize os valores morais e sempre procure viver de forma honrada. Não deixe que futilidades impostas pela mídia e sociedade destruam sua vida. Cultive desde cedo a paciência, o equilíbrio, o esforço. Busque o desenvolvimento pessoal e valorize que é. Mulheres, sejam femininas! Homens, sejam machos! Saiba encontrar prazer no esforço. Não pense que a felicidade está apenas na vitória. A felicidade não é um destino, mas algo formado pelos momentos de alegria que vivemos. E grande parte dessa alegria é encontrada durante nossa jornada. Que graça teria a vida se tudo fosse fácil? Lute, se esforce, faça seu melhor sempre! Quando alcançar seus objetivos não pare! Imediatamente estabeleça novas metas e corra em direção a elas! Não busque superar os outros, mas a si mesmo. Superar os outros é muito fácil e fútil. Somente quando somos capazes de nos superarmos constantemente é que somos capazes de serem os melhores naquilo que fazemos.
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Se valorize, aprenda a se amar. Não se mate para agradar terceiros! Não tenha medo da solidão! Entenda que a solidão nada mais é do que a companhia de si mesmo. Se não suporta a solidão e precisa sempre da companhia de terceiros é porque não suporta a si mesmo. Aprenda a se amar e estará sempre bem acompanhado. Não existe no mundo companhia melhor do que a nossa própria 😉
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Tenha amor por sua família, valorize cada momento que tiverem juntos. Nunca sabemos até quando teremos as pessoas que nos amam do nosso lado. Jamais troque aqueles que te amam por uma diversão fútil com falsos amigos. Faça o possível e o impossível para jamais magoar as pessoas que você ama e que te amam. Não existe dor maior no mundo do que a culpa!
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Procure viver uma vida com equilíbrio. Se desenvolva fisicamente, intelectualmente, emocionalmente, financeiramente e espiritualmente… Mantenha tudo em perfeita harmonia!
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Jamais deixe seu trabalho te escravizar. Nunca coloque carreira, dinheiro e status acima de sua família e nem acima de sua vida. Essa é a pior escolha que alguém poderia fazer. Não deixe jamais sua vida ser consumida por preocupações fúteis.
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Não permita que o mundo te transforme em mais um zumbi. Valorize o amor, mas saiba diferenciá-lo da paixão. Jamais permita a ninguém colocá-lo para baixo! Esteja disposto a amar, mas também disposto a partir sem olhar para trás. Seja capaz de deixar tudo aquilo que te faz mal. Saiba encontrar beleza nas coisas simples da vida. Jamais se permita cair. Você tem tudo o que precisa para viver uma vida plena. Somente você e mais ninguém tem o poder de escolher a pessoa que vai ser e o tipo de vida que vai levar!
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Abraços e fiquem com Deus 🙂
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Lawlyet Wallace
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Mundo Realista – http://mundorealista.com/
===========================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

16/12/2012 at 03:16

Entrevista com Sadao Oshido: Uma candidatura política real no masculinismo

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Fraternas,
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Dando continuidade as “Entrevistas com os Homens”, cujos temas são relacionados a vida masculina na voz masculina e, por efeito direto, relacionados a vida feminina também, segue a entrevista concedida por Paulo Sadao Oshido, 29 anos, casado, pai de um menino, nascido e residente em Morungaba SP, autor do extinto blog Guerreiros da Real, candidato a vereador em Morumgaba/SP, nº11.100, pelo Partido Progressista/PP .e, que nesta entrevista compartilha conosco suas ideias, informações e propósitos relacionados as questões masculinas e a sua candidatura política, o que acredito ser leitura interessante à todas as mulheres que se preocupam com seus destinos e dos homens conviveres e afetos, tanto no plano individual como no coletivo, ante aos problemas brasileiros.
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Espero que gostem da entrevista e que também lhes seja útil no entendimento as questões da cidadania política masculina atual.
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O Sadao Oshido:

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SZ: Quais são os espaços virtuais em que é autor ou participa?

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Sadao Oshido: Já participei de vários, na minha adolescência tive um blog muito conhecido, mas hoje não existe mais, também fui autor do blog Guerreiros da Real.
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SZ: Qual é a sua formação acadêmica?
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Sadao Oshido: Sou terapeuta Holístico, acumpunturista e massoterapeuta, e estou terminando o ensino superior em Administração.
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SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Sadao Oshido: Foi com a base católica, mas meus pais depois de um tempo se converteram ao espiritismo, já eu tenho simpatia por todas as religiões cristãs, mas me simpatizo mais com os evangélicos e com o espiritismo.
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SZ: Quais são suas posições políticas-filosóficas?
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Sadao Oshido: Minha posição de politica já foi de centro hoje é de Direita, e é ela que faço de tudo pra fortalecer, o Brasil tem uma direita muito forte, mas que está esmagada pelo governo e pela mídia esquerdista, que tentam nos impor suas barbaridades, como defender bandido, como o aborto, e o injusto sistema de cotas, acredito na igualdade de oportunidades para todos e na o na igualdade de pobreza como pregam os Comunistas.
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SZ: Como se define?
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Sadao Oshido: Defino-me como um homem honrado e pai de família com valores tradicionais, que acredita em Deus na Familiar e na caridade, alguém que quer fazer a diferença e deixar o mundo melhor do que encontrei, pelo menos um pouco, como tenho filho, não quero que ele cresça achando que ser bandido é bom, que ser homossexual é bom, que usar drogas é bom, sei q estou quase sozinho nesta empreitada, mas é o que eu acredito e é pra isto que eu vou lutar.
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Sua participação nas reflexões sobre questões masculinas:
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SZ:  Quando iniciou e como está sendo sua trajetória de atuação nas questões masculinas no campo virtual?
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Sadao Oshido: Na verdade sempre fui masculinista, sempre questionei coisas desde criança quando recebia instruções de que mulher pode bater em homem e homem não pode revidar, e sempre via meus amiguinhos chorando, que não via mais os pais porque na separação ficaram com as mães ou achava injusto que o homem tivesse q se humilhar sempre sobrando o pior para eles enquanto as mulheres sempre as melhores coisas.
Foi quando uma vez em uma comunidade do Orkut, vi que mais e mais pessoas postavam aquilo que eu sempre acreditava mais não podia me manifestar, pois desde criança cresci ouvindo que aquilo era o certo e ponto, foi então que acabai por meio destas pessoas conhecendo os blogs masculinistas.
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SZ: O que o motivou a atuar nas questões masculinas no campo virtual?
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Sadao Oshido: Comecei porque aí vi minha oportunidade de mostrar tudo que penso, primeiro claro foi por causa dos relacionamentos, mas com o tempo fui me engajando a causas masculinistas, cada vez que via alguém que saia do sofrimento, alguém que ao invés de se dedicar em ser o conquistador barato se dedicava a si mesmo, cada pessoa que saia da depressão era e é uma vitória para mim e vi que a Realidade, quando descoberta pode salvar vidas.
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SZ: Quais são seus referenciais teóricos sobre as questões masculinas no campo amoroso, cidadania e na vida em geral?
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Sadao Oshido: Nessaham Alita e Doutrinador no campo amoroso, cidadania e vida em geral arte da guerra, Maquiavel, James Hunter, também leio muitas biografias, Bíblia Sagrada, admiro o ministro Joaquim Barbosa, admirava o Politico Enéas, Nelson Piquet, Jon Bon Jovi da banda Bon Jovi, Roberto Justus.
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SZ: Você reflete e atua em relação às questões masculinas além do campo virtual?
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Sadao Oshido: Sim, tanto é que entrei na politica para um dia representar as causas masculinistas e de direita no congresso nacional.
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SZ: Você tem filhos e qual é o seu estado civil?
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Sadao Oshido: Possuo um filho, de quatro anos, um menino, e ele junto com minha esposa significa a maior parte da minha vida, família é tudo, sou casado, me casei porque encontrei a pessoa que julgo ser a certa para mim, uma mulher honesta e honrada.
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Suas ideias e posicionamentos numa via política real para o masculinismo:
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SZ: Poderia nos esclarecer um pouco mais sobre o porquê, quando e como entrou na politica?
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Sadao Oshido: Bom Politica sempre foi minha paixão, até quando era criança sempre que me perguntava o que eu queria ser quando crescesse eu já dizia presidente da república.  De presente de aniversário uma vez pedi para passar um dia com o prefeito da cidade rs, depois fui sempre procurando aprender sobre o que é a politica e vi que é ela que praticamente determina a forma como vivemos, se vamos ter médicos, se vamos ter estradas, se teremos saúde, educação, tudo engloba a politica, como já disse me admirava muito o  Enéas Carneiro do extinto PRONA, mas infelizmente ele morreu e o partido morreu, então achei melhor me Filiar ao PP do grande Jair Bolsonaro, na verdade não iria me candidatar nestas eleições, mais vi que meu município não poderia aguentar mais 4 anos de sofrimento, e pretendo em breve poder ter voz ativa para acabar com esta discriminação masculina, contra esta política que tanto prejudica nossas crianças, contra este apoio a pedofilia, que o governo federal anda fazendo, pretendo fazer do Brasil um país mais Justo e igual para Todos.
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SZ: O que pensa sobre o aborto e se for eleito qual será seu posicionamento quanto a proposta para descriminalização do aborto no Brasil?
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Sadao Oshido: Aborto é algo que abomino, acho que a lei está boa como está. Em relação a isso, feministas dizem que lutar pelo aborto é lutar pelo direito do seu corpo, mas e o corpo do bebe? Quem luta por ele, um ser indefeso que não tem como se defender?  E se esta lei for aprovada piorará ainda a saúde pública no Brasil, que ao invés de cuidar de quem precisa cuidará de mulheres de caráter duvidoso e barreiras sem limites.
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SZ: Qual é sua análise sobre a violência doméstica, o estupro e a Lei Maria Da Penha?
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Sadao Oshido: Violência é algo que também abomino, acredito na igualdade verdadeira entre homens e mulheres, não em apenas um gênero ter o direto de bater e outro de apanhar no caso da Lei Maria da Penha, para mim a lei também poderia ser estendida a homens e idosos, porque o que tem de casos de idosos que apanham de filhas, filhos, enfermeiras, não é brincadeira, homens são os que mais morrem, e não se vê quase nada em relação a isso, já mulheres são apenas 30% dos casos de violência e fazem tudo isso, não acho errado, mas acredito que se é pra combater a violência, vamos combater a violência também com as crianças, idosos e homens, todos tem o direito da integridade física e psicológica. Estupro é algo abominável deveria ter pena de reclusão de no mínimo 50 anos que equivaleria a uma prisão perpétua.
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SZ: Como vê a vida masculina na atualidade e que relação tem com a qualidade de vida feminina?
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Sadao Oshido: Muito difícil, sem emprego, sem dignidade, sem moral, é isto que a mídia prega para a vida masculina, quanto para as mulheres até a libertinagem é incentivada. Ontem mesmo vi uma matéria falando que tomara que no futuro todas as porteiras sejam mulheres, fiquei indignado. “Emprego para todos”, este é o meu lema, mas se deixarmos, logo o homem servirá apenas para trabalhos braçais. Acredito na capacidade de ambos tanto é que admiro Margaret Thatcher, Marina Silva, mas agora querer impor que mulheres façam as coisas tomando os lugares dos homens apenas por serem mulheres é algo que abomino, já basta hoje em dia um currículo idêntico e capacidades idênticas, pra uma vaga de emprego um homem mediano e uma mulher bonita, pra quem você acha que fica a vaga? Se o recrutador for homem ele escolherá a mulher para depois poder ter encontros casuais com ela, se for uma mulher recrutando, ela escolherá a mulher apenas pra defender o sexo dela, está cada vez mais difícil.
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SZ: Quais são suas prioridades em relação às causas masculinas e se eleito como pretende atuar em prol das questões priorizadas?
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Sadao Oshiro: Vou lutar primeiro pela saúde do homem, depois vou lutar contra kit gay, etc., também quero e acredito em salários iguais para homens e mulheres e como conseguir isso? Simples, aposentadoria de 65 anos para AMBOS e licença maternidade e paternidade para ambos de quatro meses, um revezando com o outro, assim ambos gastaram a mesma coisa com previdência e poderemos ter salários iguais, o que não é justo um trabalhar 5 anos a mais e morrer 10 anos mais cedo como acontece hoje em dia com os homens, depois vou lutar contra a criminalização masculina absurda que anda ocorrendo na mídia.
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SZ: Se for eleito qual será seu posicionamento ante as questões pertinentes a qualidade de vida feminina, sobretudo das mulheres desventuradas econômica e esteticamente em situação de risco à maternidade solitária ou expostas a pressões dos grupos pro aborto e/ou expostas a violência e exploração sexual?
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Sadao Oshido: Caso eleito em minha cidade, como é uma cidade pequena o ritmo de vida é outro, aqui lutamos pela saúde, moradia, emprego, educação,  enfim necessidades básicas, que ainda não estão sanadas por completo, por aqui , não existe grupo pró aborto exploração sexual, estas coisas, aqui mulheres assim são chamadas como antigamente, de vagabundas e tal, ainda bem! Mas irei incentivar campanhas a favor do sexo seguro, irei apoiar religiões que pregam o casamento e a família.
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SZ: Como vê o masculinismo estrangeiro e a proposta de greve de casamento “ Marriage Strike”?
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Sadao Oshido: Acompanho principalmente o americano e tiro o chapéu para eles, não conheço profundamente todas as ideias deles por isso não posso falar que os apoio 100%, mas admiro porque lá é um movimento organizado, com lobby político comparado ao do Brasil, nem gatinhando posso dizer que estamos, somos ainda embriões lutando pra nascer e com as feministas e manginas* querendo nos abortar rs. Concordo com o “Marriage Strike”, casar por casar não vale a pena,  se se casar se tornou uma desvantagem porque casar? Apenas me casei porque encontrei a mulher certa, caso não encontrasse jamais me casaria apenas para ter uma família, que seria rompida dois anos depois no máximo e eu destruído financeiramente, psicologicamente e moralmente, jamais!
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SZ: De acordo com seu entendimento e experiência nos espaços masculinos, existe diferenças de posicionamentos de direita e de esquerda nas reflexões e debates masculinistas que vem se formando no campo virtual e/ou real?
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Sadao Oshido: Sim existe, mas eles são mais no mundo virtual do que no real no meu ver, direita e esquerda estão cada vez mais se polarizando e isso é muito bom.
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SZ: Quais são suas propostas para o masculinismo na politica, em que o masculinismo poderia contribuir para o bem na vida dos eleitores e eleitoras em geral no cenário político atual?
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Sadao Oshido: Como afirmei em resposta anterior, salários iguais para homens e mulheres e como conseguir isso? Simples, aposentadoria de 65 anos para AMBOS e licença maternidade e paternidade para ambos de quatro meses um revezando com o outro, assim ambos gastaram a mesma coisa com previdência e poderemos ter salários iguais, o que não é justo um trabalhar cinco anos a mais e morrer 10 anos mais cedo como acontece hoje em dia com os homens, depois vou lutar contra a criminalização masculina absurda que anda ocorrendo na mídia.
Revisão da Lei Maria da Penha, revisão da jurisprudência que sempre tende a deixar os filhos com as mães em casos de separação, revisão na lei de pensão alimentícia, que a mulher teria que comprovar os gastos com a criança, acabar com pensão alimentícia para casos de casados sem filhos e em casos de união estável, criminalizar atos de vandalismos contra figuras religiosas, pra mim isto merece pena máxima.
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Conselhos e orientações aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ: Muito obrigada Sadao Oshiro por sua boa vontade em compartilhar nesta entrevista suas ideias, análises e seus planos positivos para o bem dos homens e das mulheres que acreditam na equanimidade de direitos entre os sexos opostos e da Vida humana em geral. Saiba que este simplório espaço virtual sempre estará a sua disposição em seu trabalho no benefício dos homens e mulheres do Brasil.
E para finalizar, quais seriam seus conselhos e orientações para os jovens e adolescentes brasileiros, e suas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Sadao Oshido: Não tenho muito que aconselhar, pois ainda estou em processo de aprendizado, o que pode ser bom pra mim pode não ser bom pra você, e não me considero sábio o suficiente para aconselhar alguém, mas o que tenho a dizer é sigam em frente,  siga seus princípios e não o que a mídia impõe,  o que é certo é certo e sempre foi assim e sempre será, tenha honra e fé em Deus que ele te recompensará. E as mulheres:  Vocês são maravilhosas, não se deixem corromper pelo feminismo e pela vida vazia,  sejam vocês mesmas. Vocês têm uma sabedoria e um Dom incrível, admiro vocês.
Obrigado pela entrevista, eu me sinto honrado com ela e ao participar deste blog tão cheio de conteúdo bom!
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Paulo Sadao Oshido.
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sadao.oshido@facebook.com
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* “Mangina” – Termo criado nos espaços virtuais masculinos que designa os homens que são subservientes às mulheres de caráter duvidoso e ao ideal feminista em geral.

==============================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

25/11/2012 at 14:31

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Entrevista com Heber Bispo: O espaço virtual masculino “Detonando a Matrix”

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Fraternas, dando continuidade as “Entrevistas com os Homens”, cujos temas são relacionados a vida masculina na voz masculina e, por efeito direto, relacionados a vida feminina também, segue a entrevista concedida por Heber Bispo, 30 anos, paulista de Campinas, autor e administrador do blog Detonando a Matrix e outros espaços virtuais de temática masculina, e, que nesta entrevista compartilha conosco suas ideias, informações e propósitos relacionados as questões masculinas na proposta do espaço virtual masculino “ Detonando a Matrix”, o que acredito ser um tema importante à todas as mulheres que se preocupam com os destinos no mundo de seus filhos, netos, irmãos, esposos, amigos e parentes homens tanto no plano individual como no coletivo em nossa sociedade.
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Espero que gostem da entrevista e que também lhes seja útil para compreenderem as questões que os homens pautam na atualidade, tanto em sua lida com mulheres como na vida em geral.
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O Heber Bispo:
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SZ: Quais são suas posições políticas e filosóficas?
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Heber: Me considero um nacionalista de centro. Embora tenha as minhas crenças, sou adepto da filosofia darwinista.
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SZ: Quais são os espaços virtuais que é dono e/ou moderador além do site Detonando a Matrix?
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Heber: Eu criei e administro (tenho ajuda de alguns administradores também) os seguintes grupos e comunidades no Facebook:
*Grupo pensão alimentícia, um roubo:. http://www.facebook.com/groups/321460577871029/
*Grupo lei José da Lapa, pelo fim das agressões físicas e morais contra os homens:
http://www.facebook.com/groups/138200759621186/
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* TODA MULHER E MACHISTA NA HORA DE PAGAR A CONTA, grupo para discussão e evolução do homem. http://www.facebook.com/groups/272166389489510/
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* COMPENDIO DE TERMOS FEMININOS, grupo para traduzir as frases, jogos e dissimulações das mulheres. http://www.facebook.com/groups/308665052495993/
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* BRASIL PRIMEIRO, grupo para discussão sobre questões que são do interesse maior do Brasil, principalmente a política e economia. http://www.facebook.com/groups/334476803244955/
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*BRASIL GEOPOLITICA E DEFESA, Comunidade para quem se interessa por saber mais sobre Geopolítica, espionagem e sistemas militares. http://www.facebook.com/pages/Brasil-geopolitica-e-defesa/263368443706696
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*ARQUIVO MACHISTTA: Grupo para charges e vídeos com conteúdo humorístico. http://www.facebook.com/groups/255045507891623/
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*FILMES COMPLETOS. http://www.facebook.com/groups/178428365621002/
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*Músicas da Real. http://www.facebook.com/groups/329754500450841/
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*Exótica. http://www.facebook.com/pages/Ex%C3%B3tica/347790235302286
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*Pensamento Alpha. https://www.facebook.com/PensamentoAlpha
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SZ: Qual é a sua formação acadêmica?
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Heber Bispo: Até o inicio da minha adolescência era filho de empresário, classe média/alta, queria fazer faculdade de comércio exterior ou de Geopolítica.
Todos esses sonhos acabaram quando meu pai faliu e fui obrigado a lutar para ter o que comer.
Depois que meus pais faliram, passamos inúmeras dificuldades, trabalhei como garçom por 9 anos e hoje estou me preparando para criar a minha própria empresa.
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SZ: Como foi sua educação familiar e religiosa?
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Heber Bispo: Nasci e fui criado em uma família que segue o Pentecostalismo, tive uma criação muito rígida em que os valores morais eram colocados sempre em primeiro lugar.
Hoje, apesar de não seguir nenhuma religião, entendo como muito  positivo ter uma criação com valores religiosos, mas sem fanatismo.
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SZ: Como se define?
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Heber Bispo: Honesto, guerreiro, simples, rude quando necessário, irônico, pragmático e  sem tanto medo da morte como a grande maioria das pessoas.
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Sua atuação nas questões masculinas:
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SZ: Quando iniciou e como está sendo sua trajetória nas questões masculinas no campo virtual?
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Heber Bispo: Tudo começou quando conheci o blog do Silvio, o verdadeiro claro.
Me lembro que enviei o link do blog dele pra todos os caras que eu conhecia e pedia pra eles deixarem comentários no blog dele, o apoiando.
Berrava pros meus amigos e dizia: “Temos que ajudar esse cara, de qualquer jeito, temos que ajudar porque o trabalho dele é vital!”
Com o tempo, os blogs dos pioneiros foram sendo excluídos, por opção deles mesmo.
Tudo na vida tem o seu tempo, eles fizeram a parte deles, cabe a nós fazermos a nossa agora.
Decidi criar um blog o Detonando a Matrix, quando percebi que a “Real”(?) estava sumindo, sem renovação, sem caras novas, sem atitude e com um radicalismo de ultradireita crescente.
O blog está fazendo barulho.
 Tanto que toda semana recebo mensagens de mulheres dizendo que estão me denunciando para o Safernet, mesmo sabendo que não tem nada ilegal no blog.
Elas fazem isso pra intimidar mesmo, pra ver se eu paro com o blog que tanto as incomoda.
Percebi também que o futuro do masculinismo brasileiro estava no Facebook.
Assim criei vários grupos no Facebook e logo em seguida toda “Real” veio junto, alguns ainda estão no Orkut, tem alguns poucos caras no Orkut e que fazem um bom trabalho.
No início, fiquei meses postando praticamente sozinho, porque os grupos eram muito pequenos.
Hoje os grupos possuem dinâmica própria e o principal chegará aos mil membros em breve.
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SZ: Quais são seus referenciais teóricos ou não sobre as questões masculinas no campo amoroso, da cidadania e na vida em geral?
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Heber Bispo: No Masculinismo, o autor Nessahan Alita e o blogueiro The Truth, pena que conheci o blog dele muito tarde.
Admiro e sigo os ensinamentos de Carl Phillip Gottlieb Von Clausewitz ou simplesmente Clausewitz, porque a verdade é que nos dias de hoje não podemos mais ter a mesma atitude de Cristo, de “dar a outra face” porque se fizermos isso terminaremos dentro de um saco plástico bem antes do esperado.
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SZ: O que o motivou a atuar nas questões masculinas no campo virtual?
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Heber Bispo: Alguém tem que se mexer e fazer algo, porque quando os bons ficam inertes os maus dominam.
Só fiz o que achava certo, nunca fiquei pensando muito e filosofando pra tomar alguma atitude.
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Suas ideias e posicionamentos:
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SZ: Qual é o seu posicionamento sobre o aborto e a legalização disso?
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Heber Bispo: O aborto faz parte da agenda feminista e cedo ou tarde legalizado em todo ocidente, porque esse é o desejo das grandes corporações e pretendo tocar nesse assunto no blog futuramente. Um soldado que volta de uma guerra sempre diz:
“O mais difícil foi matar o primeiro, depois me acostumei e parei de sentir remorso”
O mesmo ocorre com a mente da mulher depois que mata seu próprio filho.
Ela fica fria e passa a não se importar mais.
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SZ: O que pensa sobre as mulheres, sobretudo quanto as mulheres brasileiras?
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Heber Bispo: A mulher moderna deixou de ser o complemento do homem para se tornar inimiga do homem.
A mídia tem um papel fundamental nessa lavagem cerebral que faz as mulheres acreditarem que no passado os homens só maltratavam e “usavam” as mulheres o que é uma ideia ridícula, e a maior prova disso é o sofrimento por amor de nossas avós quando seus maridos faleciam!
A mulher do passado amava a de hoje inveja e manipula e, além disso, usa o homem como escada no seu alpinismo social diário.
Quanto a mulher brasileira, ela é terrível porque é a mulher mais “gostosa” e sensual do mundo e isso faz com que homens do mundo todo aceitem fazer qualquer coisa pra possuir o corpo da mulher brasileira.
A mulher brasileira sabe disso e usa o próprio corpo como uma arma muito eficiente pra ter tudo o que deseja.
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SZ: Como vê a guerra dos sexos e quais são suas causas, consequências e soluções em sua opinião?
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Heber Bispo: A guerra dos sexos é uma triste realidade, sendo inclusive tema de um novo lixo que a TV brasileira lançou.
A causa é desenvolvimento tecnológico da humanidade e a facilidade que a tecnologia trouxe a todos, especialmente para as mulheres.
Porque é impensável existir guerra dos sexos na época do Paleolítico, alguém consegue imaginar essas feministas raivosas de hoje chamando um homem de inútil e indo fundar sua própria tribo tendo que lutar contra animais com três vezes o seu tamanho todos os dias?
A consequência mais rápida da guerra dos sexos no ocidente será o nascimento de uma nova era, que virá logo em seguida ao pós-feminismo e pretendo abordar sobre o futuro sombrio que aguarda o ocidente lá no blog em breve, sim, estou fazendo mistério.
As soluções, em minha opinião é a verdade e a tenacidade em expor a verdade.
Quando a verdade vem à tona, ela destrói qualquer mal, o problema é que mesmo os lideres que tem boas intenções no mundo e que são bem poucos é verdade, mas existem e eles são manipulados por uma agenda globalizante, mas que só globaliza o que é ruim, o bom é jogado no lixo.
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SZ: O que pensa sobre a prática de “Marriage Strike”, e em seu entendimento quais são suas causas e consequências?
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Heber Bispo: As últimas pesquisas mostram que os homens têm mais desejo de casar e ter filhos do que a mulher e pra mim isso não surpreende porque o macho humano tem uma função bem clara no mundo que é a de proteger a mulher e procriar o máximo possível.
O “Marriage Strike” é a única “arma” que o homem possui para obrigar a mulher “moderna” a repensar seu atual estilo de vida.
A mulher só fornece sexo se ela tiver algum lucro com isso.
Mas que lucro as mulheres teriam se todos os homens se recusassem a manter qualquer tipo de relacionamento estável com elas e não se submetessem aos jogos emocionais e guerra de egos que a mulher atual sempre faz questão de inserir em qualquer relação?
Elas seriam obrigadas a mudar de atitude e isso seria benéfico para todos.
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SZ: Como vê o papel social, político, econômico, religioso e familiar do homem e da mulher em suas naturezas biológicas e energéticas e na sociedade brasileira em geral e qual seria o ideal em sua opinião?
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Heber Bispo: De forma bem resumida pra não cansar.
O homem é o “não” e a mulher é o “sim” na sociedade.
Sem a figura reguladora de um homem capaz de dizer não aos filhos, uma sociedade se degenera rapidamente e estamos vendo isso acontecer em todo ocidente neste exato momento.
Já disse isso no blog e repito novamente: pra mulher tudo é permitido desde que atenda aos seus interesses.
O ideal seria como as coisas funcionavam até a década de 60, com o pai fornecendo 60% de “não” e impondo limites morais às futuras gerações, e a figura da mãe fornecendo os 40% de “sim” como uma recompensa ao cumprimento do “não”.
E claro, com a mulher sempre exercendo forte pressão para conter o instinto de procriação do homem, para qual a natureza o dotou de uma libido muito superior a feminina.
Dizer não nunca é fácil, mas quem disse que o homem veio ao mundo pra ter uma vida fácil?
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O Blog “Detonando a Matrix”:
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SZ: Poderia nos inteirar sobre o espaço virtual “Detonando a Matrix”, quanto a proposta, temática, praticas e formato?
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Heber Bispo: Já falei porque criei o blog na outra parte da entrevista, mas não falei tudo sobre o blog.
O blog Detonando a Matrix foi um divisor de águas, porque pela primeira vez alguém tido como “esquerdista” (na visão de alguns) fez um blog masculinista de alta qualidade e essa qualidade se reflete nos mais de 250 mil acessos que o blog teve nos seus primeiros 8 meses de vida mesmo sendo atualizado somente uma vez por semana, toda quarta-feira e sofrendo todo tipo de boicote, até mesmo dentro do movimento masculinista, por motivo de ego, picuinhas, etc.
Como se isso não bastasse, ainda inovei na forma de fazer posts, inserindo pesquisas, vídeos e até charges de forma constante, além de colocar os principais trechos dos textos em imagens marcantes, porque isso ajuda a memorizar a mensagem e os caras que fazem as letras pra me ajudar com os posts assim como eu não recebem 1 centavo pra fazer isso, fazemos porque acreditamos nessa causa.
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SZ: Quais são suas parcerias e patrocínios no blog Detonando a Matriz?
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Heber Bispo: Os meus parceiros são quase iguais a mim, acreditam numa causa e lutam por ela, cada um a seu modo e o que eles fazem pode ser visto na área parceiros desse blog.
Quem me patrocina sou eu mesmo, até esse momento não ganhei e nem perdi dinheiro com o blog.
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SZ: Quanto líder como você procede no espaço virtual “Detonando a Matrix” em relação a inteiração dos membros, a atuações das parcerias, atuação de possíveis “trolls” ou detratores e como lida com as situações de conflito e/ou tentativas de postagens indecorosas e/ou criminosas, tais como: mensagens misóginas, misândricas, racistas, de intolerância religiosa ou de outra ordem?
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Heber Bispo: Complicado viu? Porque hoje a misandria está por toda parte e ninguém faz nada pra mudar isso, e hoje qualquer coisa que desagrade a mulher atual é imediatamente taxada de misógina e perseguição.
No blog existe muito “chumbo trocado” porque quase todas as mulheres que leem o blog se recusam a admitir que existam homens que não vão se submeter a elas de modo algum.
Isso mexe demais com o ego feminino e recebo mensagens como ameaças de todo tipo, algumas eu aceito, e dou alguma resposta, seja bem humorada ou com provas cabais de que o que afirmo no blog nada mais é do que a realidade.
Interessante notar que as mulheres sempre tendem a venerar machos destacados, e por esse motivo também recebo mensagens de apoio e até mesmo de assedio sexual.
Às vezes faço piadas sobre as leitoras que me assediam tanto no blog como no meu perfil no Facebook, faz parte.
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SZ: Já viu resultados benéficos e/ou prejudiciais para os participantes do espaço virtual masculino que você administra e em seu próprio desenvolvimento?
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Heber Bispo: Os resultados benéficos são incontáveis e é impossível saber quantas vidas foram salvas, principalmente de homens que queriam cometer suicídio por causa de alguma relação mal sucedida e dos jogos emocionais femininos.
Mas também ocorre de alguém não ser capaz de lidar com a realidade que passa a enxergar depois que sai da “Matrix”, e passa a agir de modo exagerado, com esses procuramos ter mais cuidado e sempre mostrando que radicalismo não resolve nada.
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SZ: Quais são as metas e planos futuros em relação às questões masculinas e seus espaços virtuais, sobretudo o “Detonando a Matrix”?
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Heber Bispo: Pode parecer estranho, mas a verdade é que não tenho tantos planos assim, porque sei que a minha parte estou fazendo.
Mas se eu pudesse, criaria um blog feminino no mesmo molde que o Detonando a Matrix, mas feito por uma mulher, isso seria fantástico, mas até agora não surgiu nenhuma querendo fazer algo do tipo. Estão mais preocupadas em postar fotos no Facebook para inflar o próprio ego.
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Seus conselhos e orientações aos jovens e palavras às mulheres:
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SZ: Heber Bispo, agradeço sua boa vontade em nos dar essa entrevista onde de forma franca e atenciosa nos expôs suas ideias, sentimentos e práticas nas questões masculinas. Saiba que este simplório espaço virtual está a sua disposição para o beneficio da boa qualidade de vida dos homens e, por efeito, para a boa qualidade de vida das mulheres também, pois vale lembrar que as mães, filhas, irmãs e amigas dos homens também são mulheres e que sempre desejam a felicidade dos homens a quem dedicam seu afeto e cuidados.
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Para finalizar: Quais seriam seus conselhos e orientações aos jovens e adolescentes quanto ao seu desenvolvimento pessoal e posicionamento quanto homens nas múltiplas relações com as mulheres e na vida em geral? E também poderia dirigir suas palavras às mulheres que por ventura lerem esta entrevista?
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Heber Bispo: Vou falar direto para os caras dessa nova geração, porque a situação deles é realmente preocupante.
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O garoto dessa nova geração é criado pra ser um frouxo e vai envelhecer acreditando em uma suposta superioridade feminina frente aos homens, e nunca vai procurar saber se isso é verdadeiro ou não e também não sabe que quem construiu tudo o que vemos a nossa volta hoje foram homens, e construíram com sangue e suor.
Essa lavagem cerebral que os homens desse início de século 21 sofrem diariamente vai fazer com que as mulheres percam a capacidade de autocrítica, porque os homens de hoje só dizem sim e isso mimou de tal forma a mulher, que qualquer “não” que ela ouve é imediatamente taxado de opressão machista, perseguição, misoginia etc.
Não existe muito que fazer sobre isso, a não ser ler e divulgar o máximo possível os blogs masculinistas porque através deles se conhece tudo o que é necessário.
Ler e reler quantas vezes for preciso e colocar em prática o que aprendeu.
Tenho que dizer isso por mais que eu acredite que não vai adiantar nada: caras, parem de pensar com a cabeça de baixo!
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Quanto a mulher que eventualmente trave contato com o masculinismo, não tenho tanta esperança de que serão capazes de se livrar da lavagem cerebral de uma mídia feminista e misândrica e também de deixar de lado o próprio ego para reconhecer que apenas estamos expondo a verdade.
Mas, se a mulher realmente quer sair da “Matrix”, porque a “Matrix” não envolve somente o homem e sim a todos, ela deve fazer um exercício de psicologia bem simples.
Ela deve parar de achar e passar a enxergar.
Basta observar com atenção e sem preconceitos o que acontece no mundo atual e no dia a dia.
Se a mulher for capaz de agir sem afetações, ela vai concordar com tudo o que afirmo no blog Detonando a Matrix que considero o mais realista e isento, sou suspeito em falar isso porque sou eu quem escreve os textos, mas essa é a minha opinião.
A maior prova disso, é que atualmente vários psicólogos e principalmente psicólogas, além de estudantes de dinâmica social, dizem ler e aprender com o blog.
Pra encerrar, quero dizer que não tenho medo.
Ao contrário da esmagadora maioria dos masculinistas que se acovardam, eu não padeço desse mal.
Inclusive, Símia, acho muito interessante o que você vem fazendo, um trabalho inteligente e oportuno.
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Um abraço a todos os homens e mulheres que lutam por um mundo melhor!
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Heber Bispo.
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Blog Detonando a Matriz:
http://detonandoamatrix.wordpress.com/
================================Símia Zen.

Written by Símia Zen

11/11/2012 at 14:07

Publicado em Entrevistas

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