Reflexões Femininas

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Algumas considerações sobre o feminismo I

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Fraternas,

Não costumo me ater as coisas politicas ideológicas, mas inspirada por colocações de uma fraterna feminista me mobilizei a refletir sobre o feminismo, que hoje me é um tema requentado, mas sei que ainda é necessário ser refletido em alguns pontos para dedicar as pessoas desavisadas que infelizmente ainda se iludem com o feminismo achando que este movimento politico-ideológico salva as mulheres da opressão masculina etc, etc, etc. Quando isso não é verdade. Por isso vou tentar desmitificar um pouco esse “caô” de acordo com minha capacidade de escrever e repetir-me.

Bom… Vamos por partes:

* O feminismo foi um movimento inicialmente reativo e não emancipatório como seus defensores fazem pensar. Pois as primeiras mulheres que se organizaram por melhores condições de vida não buscavam independência e sim melhor convivência com os homens já que pelas leis e regras vigentes as mulheres ficavam vulneráveis a maus tratos de maus homens que abusavam da autoridade que os homens tinham na época para expressarem seus patológicos sentimentos em relação as mesmas e praticar a violência e injustiça contra as mais fracas. Mas que fique bem entendido que essa atitude feminina foi por reação, e que teve o apoio de inúmeros homens que também não gostavam que suas parentas ficassem por lei a mercê de homens irresponsáveis. Na totalidade dos homens os covardes sempre foram minoria, mas infelizmente a má ação de poucos condenou gerações inteiras de homens que em nada poderiam ser desabonados. Ao contrário, foram pais, esposos, filhos, irmãos devotadíssimos a proteção e sustento das mulheres que estavam sob suas responsabilidades. Estes não são citados pelo feminismo, mas foram verdadeiros cavalheiros que viveram para o trabalho, zelando pelos bons costumes morais que garantiram o bem estar e segurança das mulheres, não só suas consanguíneas, mas todas de seus grupos sociais.

* Não se pode desconsiderar quando refletirmos sobre as benesses do feminismo que este foi um movimento iniciado num período especifico da historia das mulheres, de mulheres de classes sociais, culturas e etnias especificas, e em alguns pontos geográficos da vasta Terra, ou seja: A ideia do feminismo não é unanime nem universal. Porém, como é posto nos livros de historia, outros didáticos e nos discursos prontos de suas defensoras nos fica parecendo que o feminismo foi um anseio de todas as mulheres e isso não é verdade. O feminismo não representa a vontade da totalidade das mulheres do mundo. Muitas mulheres de outras classes sociais, etnias e culturas religiosas não tiveram nem têm a menor necessidade da implantação do estilo de vida feminista em suas vidas, muito pelo contrário, a implantação disso só pode ocorrer por aculturação, aniquilamento da identidade cultural de tais mulheres, o que é no mínimo autoritarismo, opressão e desrespeito a cidadania feminina em âmbito geral planetário. É como querer formatar todas as mulheres num molde de algumas. Portanto, o feminismo não pode ser considerado como um movimento legítimo e sim um elemento opressor da mulher, onde umas poucas se intitulam donas do destino de todas e assim resolvem que todas devem viver sob uma ideologia que não as contempla.

*Se inicialmente o feminismo foi importante a um grupo de mulheres para uma reação a maldade de homens inescrupulosos de seu grupo, os quais inclusive foram educados por elas, hoje já com a cidadania forte não há mais motivo para manter eternamente uma pauta de reivindicação para coisas que não fazem mais parte da realidade da vida das mulheres de tal grupo social, como por exemplo, a argumentação vitimista de que a mulher está num patamar inferior na sociedade, pois as leis não confirmam isso. E fazer guerra dos sexos é algo não só estupido como inoperante a vida feminil. Os homens não são nossos adversários, são nossos sócios na vida humana, coabitamos com eles e demais viventes o planeta e este planeta, o nosso, a nossa casa, está a cada dia mais poluído e os recursos naturais se extinguindo enquanto uns grupos de feministas de crachá se arvoram representantes de todas as mulheres e reclamam uma igualdade de direitos totalmente sem sentido para o bem estar feminino, e se isso já não bastasse ainda exigem e angariam verbas publicas e privadas para realizar seus intentos de aquisição de poder usando inúmeras questões femininas as quais elas sequer têm consciência… Já que vivem a realidade apenas de suas classes sociais e tradições étnicas culturais e negligenciam a diversidade e pluralidade das necessidades femininas além dos seus umbigos. Lembrando que: O processo de aquisição de direitos civis femininos foi impulsionado por necessidades históricas de politica e economia do mundo. O mundo precisou para desenvolver-se economicamente do trabalho feminino em todos os níveis e, naturalmente, do desenfreado e infantil consumo feminino, sem contar que as grandes guerras incrementaram essa tal emancipação da mulher por necessidade dos países envolvidos, portanto a emancipação da mulher não foi por conquista heroica feminina e sim contingências dos tempos, os homens de poder politico e econômico do mundo inclusive foram os maiores interessados e responsáveis por isso.

*O discurso feminista que prega que o feminismo propiciou a liberdade da mulher trabalhar fora, tudo “caô”. A mulher sempre trabalhou fora de casa, exceto as de classes sociais mais abastadas que ficavam de papo pro o ar enquanto criadas, escravas e camponesas trabalhavam fora de casa. Hoje vemos mulheres de papo para o ar, curtindo fortunas adquiridas por homens, enquanto suas empregadas e secretarias ralam. O trabalho nas plantações, no comercio, nas escolas, nos hospitais, nas fabricas e nos serviços domésticos em casas alheias sempre foram povoados por mulheres muito antes do feminismo. E os direitos trabalhistas sempre foram negociados por categorias de trabalhadores, quando as mulheres trabalhavam mais de oito horas por dia sem fundo de garantia nem férias ou licenças medicas, os homens também trabalhavam assim. Hoje é comum mulheres que vomitam discursos feministas que reclamam que a mulher está em situação inferior ao trabalho masculino, explorarem suas empregadas domesticas e funcionarias em geral e não respeitarem seus direitos trabalhistas, portanto há de se ter boa observação nestes discursos, até onde vai a pratica honesta e a fala hipócrita nesta dinâmica.

* As defensoras do feminismo dizem que foi este movimento o responsável pelo direito ao estudo feminino. Nada, mulheres de famílias mais abastadas podiam estudar tinham acesso a preceptores e livros, as mais pobres, tal como ocorre hoje, não tinham tempo de estudar porque estavam com seu tempo ocupado em trabalhar para sua família ou para si. Popularizou-se o estudo feminino nas ultimas gerações, mas foi por necessidade do mercado de trabalho e não por obra do feminismo. Hoje com tanto feminismo pago com verba publica existem mulheres analfabetas cortando cana de açúcar ou revirando os lixões nas periferias das cidades. O estudo mais avançado sempre foi coisa de luxo tanto para mulheres como homens, sempre nas castas mais pobres apenas as mulheres e homens vocacionados ao estudo e, obviamente, muito obstinados que conseguiram esse bem, independente de sexo, usar como desculpa as tarefas e responsabilidades de mãe de família para dizer que a mulher não estudava por isso é fugir da verdade de que as mulheres são universalmente menos interessadas em estudos. Até porque em ultima instancia a mulher poderá viver à custa de homem, pai, esposo ou amante, e os homens além de ter que se sustentar haverão de sustentar seus filhos, e isso determina muito o comprometimento com estudos e trabalho.

Outra coisa que merece um olhar bem cuidadoso no discurso feminista é essa neura com a Grécia antiga… É bom lembrar que de lá pra cá não resta nem sombra das necessidades das mulheres daquela cultura étnica. O mundo da época era de guerra e pilhagem, a Grécia tinha muito pouco a comercializar porque a geografia do lugar é de chão de pedra e isso não os ajudou muito a eles. Os povos antigos tinham uma religiosidade muito diferente das religiosidades atuais, não dá para comparar ou usar com referencia a vida das gregas com a nossa. Além disso, há de se considerar inúmeros detalhes que determinaram os destinos daquelas mulheres, como por exemplo, o fato da Grécia ser formada por cidades-estados e não uma coisa homogênea, nem todas as gregas, portanto, foram as coitadas cantadas nos versos do Chico Buarque, e mesmo nestas mulheres de Atenas, se sabe que houveram as ilustres senhoras herdeiras que tinham tanto poder politico que influenciavam muito os rumos de Atenas, fora as sábias que não só conviviam livremente com os grandes filósofos pra cima e pra baixo pelas praças de Atenas como participavam dos grandes debates sobre variados temas com eles, e com certeza interviam nas decisões politicas. O feminismo não cita estes exemplos de liberdade, autonomia e intervenção feminina, mas claro que estas não eram coitadinhas e nem queriam ser, ao contrário deveriam ser estudiosas e esforçadas. Também se observarmos a mitologia grega ateniense mesmo, se vê inúmeras personagens femininas de grande respeitabilidade como, por exemplo, Atenas, a deusa da sabedoria, justiça e da guerra que inclusive dá nome a cidade. Por isso não sei se essa “coitadice’ toda faz muito sentido. Mas até que faça, temos também que considerar que os valores numa cultura de guerra teriam mesmo que ser mais de exaltação as virtudes masculinas por extrema necessidade de sobrevivência, e nisso claro que algum desequilíbrio se instalaria nas relações entre os sexos. Em outras cidades gregas, as mulheres assumiram posturas mais ativas, menos dependentes, mais cooperativas nesta sobrevivência por via bélica e não se sabe de tanto coitadíssimo, como o caso das espartanas. As gregas da ilha de Lesbos se viravam pra viver e ao que se supõem elas não eram coitadinhas. As atenienses tinham escravas e não se sabe se eram lá muito boazinhas com as que estavam em situação inferior a elas, e mesmo elas não sendo lá muito idolatradas apenas por serem mulheres e nem muito amadas pelos homens, que alias em boa parte amavam uns aos outros por costume cultural, talvez por necessidade de assim por afetividade formarem exércitos mais coesos, ainda assim elas não ficavam desprotegidas na velhice nem tinham que enfrentar as guerras, segundo os vestígios de Atenas as instalações eram até bem bonitas e confortáveis para elas. Ademais não creio que seja justo conosco nos espelharmos no suposto infortúnio das gregas antigas e assimilarmos uma suposta magoa delas aos homens e culpar nossos homens atuais por supostos maltratos que gregos lá pro século V a.C. fizeram as suas conterrâneas, podemos até questionar a matriz cultural grega e não tomarmos como nosso ideal de vida entre os sexos, principalmente não reproduzir esse modelo de relação, mas por na conta dos homens descendentes dos gregos e de inúmeras outras etnias os feitos dos gregos antigos é um absurdo.

Nesta breve e superficial escrita não academica e muito pessoal me foquei em alguns dos inumeros equivocos que vejo no feminismo, claro que nem em mil paginas eu poderia levantar todas as questões e exemplos dos equivocos desta ideologia, mas de momento é o que tenho a compartilhar e por isso concluo essa reflexão desejando a todas um final de semana de paz e amor com seus familiares e amigos, isso é: sem guerra dos sexos.

Fraternamente,

Símia Zen.

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Written by Símia Zen

21/08/2011 at 23:50

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A formação profissional da mulher deve começar cedo

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Fraternas,

Não há cidadania de fato sem trabalho, sem se sustentar. Infelizmente hoje existem inúmeras mulheres desempregadas ou no trabalho informal, isso é uma lastima, pois sem seu próprio dinheiro, estabilidade no emprego e com os deveres e direitos trabalhistas a mulher fica numa situação extremamente vulnerável a infortúnios de todo tipo, por isso o acompanhamento e intervenção de todos os cidadãos se faz importante para mudar isso. Podemos escolher nas urnas o quadro de dirigentes de nossa cidade, estado e país, podemos fiscalizar, pressionar legalmente e/ou ajudar suas gestões para criarem empregos decentes para todos inclusive para as mulheres que vivem na falta ou incerteza do trabalho e remuneração condizentes com as necessidades básicas do viver. Bom esse é um problema da macro-política econômica do país, não se sabe se pode ser resolvido para todos nem em curto prazo… Mas a nível individual cada uma pode criar possibilidades de melhores condições de vida profissional para o bem de sua própria vida e de sua família, como por exemplo, investirmos de tempo ainda bem jovens na formação profissional e escolhendo um oficio que esteja dentro da real necessidade da região onde se viva ou queira viver. Obviamente ofícios que sejam coerentes com a natureza feminina e que não vão atrapalhar sua realização como mãe e esposa.

Uma mulher sem família ou de famílias sem recursos encontra barreiras imensas para transpor neste campo, já que as oportunidades de formação profissional ainda são muito escassas dependendo da região do país onde ela viva, e mesmo quando há boas chances de profissionalização em sua cidade, ainda assim, se vê no problema de falta de tempo para se preparar melhor profissionalmente, pois é comum às mulheres muito jovens pobres já terem que se manter e até ajudar a família sem mesmo terem terminado o ensino fundamental e com isso não poderem dispor d seu dia para buscarem melhores chances na vida, e numa seqüência nefasta de defasagem de instrução também por causa disso, acabam não podendo sequer competir para uma das poucas vagas em relação a multidão de jovens que precisam delas no ensino médio profissionalizante publico que ora temos no pais. Isso é um circulo vicioso que não permite as jovens transformarem sua historia de pobreza e não é raro às belas irem para a prostituição velada ou revelada por fraqueza, falta de orientação e amparo e desespero diante de perspectiva tão sombria que é a pobreza material eterna. Creio que muito se fala de qualidade de vida feminina, mas essa realidade é citada, mas nem tanto cuidada como deveria ser por nós os cidadãos contribuintes via nosso poder de pressão as pessoas que elegemos. Eles e elas ganham nosso dinheiro (impostos) para criar soluções e organizar a vida social, devem, portanto merecer seus salários ou serem demitidos…

Mas outra coisa acontece dentro dessa coisa da não profissionalização coerente, a que tem vagas no mercado de trabalho formal, é que influenciadas pela mídia as meninas crescem achando que só o trabalho da mocinha clichê dos filmes americanos é que é o trabalho de valor, e com isso querem ser como as personagens e celebridades da TV, cinema e publicidade, acham que ser bem sucedida é ter muito dinheiro pra consumir um sem numero de besteiras e trabalhar em cargos sempre no topo da hierarquia ou de venda da imagem de símbolo sexual, nessa crença não se preparam com sensatez e as que podem investem seu tempo e recursos em aumentar seu “capital” erótico e noutros casos em estudos acadêmicos eternos que muitas vezes não tem nada a ver com a realidade do mercado de trabalho ou com a própria vocação natural, claro que ai terá hoste de mulheres mega produzidas esperando ser “descobertas” pela mídia, batalhões de outras caçando homem rico que nem gostam como trampolim para a riqueza, igualmente triste, é o sem numero de mulheres com diplomas variados desempregadas ou trabalhando no que não estão preparadas por falta de vagas e muitas vezes sem competência para exercer a profissão que se diplomou por engano. Tudo uma grande bagunça…

Um dos erros que vem sendo repetidos nas ultimas décadas na formação profissional feminina é o de excesso de tempo empregado nisso, pois é comum mulheres ficarem fazendo cursos “ad eternum” por modismo torpe que na verdade nem se identificam ou são incoerentes à necessidade do mercado de trabalho, por isso seus diplomas irão se amarelar em gavetas, assim passa o tempo e já idosas para o inicio do ingresso no mercado de trabalho acabam por trabalhar em algo distante de sua formação ou se vêm numa eterna procura de emprego, e pior: nessa dinâmica vão adiando a formação de família, se privam da vida conjugal e maternidade no tempo bom, ou seja, quando anda têm juventude que valha para uma gestação segura. O aperfeiçoamento e especialização profissional é muito bom, mas um eterno preparo sem nunca realizar o trabalho ao qual se prepara não é lá uma coisa muito inteligente, pois mulheres que se habituam a ser estudantes “profissionais” um dia se arrependem dessa pratica nada assertiva, pois o ingresso numa profissão tem prazo, e a maternidade também… Uma mulher pode aperfeiçoar-se melhor quando se já está na ativa profissional e com sua base familiar, não há porque fazer de seus estudos um fator de impedimento a realização profissional e familiar. Para se ter felicidade profissional é preciso formação de boa qualidade não em boa quantidade necessariamente, e talento de vocação e boa vontade em seu oficio já garante muito do sucesso que se deva ter sem prejudicar sua vida afetiva e familiar. Mulheres que passam a vida se preparando sem nunca “se iniciar” perdem o tempo da sua realização de fato.

Fraternas, mulher é bicho sonhador e fantasioso por excelência, mas não podemos nunca tirar os pés do chão completamente, pois se tirarmos a realidade pode deformar nossas vidas e prejudicar nossas famílias, é preciso ter em mente que podemos construir melhores condições para nossas vidas serem boas, mas que isso deve ser uma construção e não um engodo para que não desabe nossos sonhos de felicidade. Instruir as adolescentes a buscarem uma profissão que tenha vaga no mercado e que esteja de acordo com seu talento, vocação individual e natureza feminina é fundamental para a felicidade futura dela. Lembrando que é no tempo da adolescência que a ocupação com coisas positivas se faz mais necessária, não só porque logo a idade de assumir-se como responsável de si mesma chegara e também porque as influencias dos modismos nessa fase da vida entra praticamente sem filtro critico na cabeça adolescente, e sabemos muito bem que em nossa sociedade não faltam estímulos ao mau tom e à delinquência. Cabem as mulheres já adultas fazer essa orientação e incentivo as adolescentes para que possam conhecer em sua vida adulta o verdadeiro sentido do conforto familiar e da cidadania.

Contanto que eu tenha compartilhado algo de bom, que numa corrente positiva me foi compartilhado também, subscrevo-me,

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 04:07

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Natureza feminina e o trabalho compatível

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Fraternas,

Nossa natureza nos é imensamente generosa, nos faz ser versátil, temos um leque de opções profissionais compatíveis, no entanto, mesmo com tanta versatilidade não podemos desempenhar todas as funções profissionais do mundo, a menos que prejudiquemos nossa saúde psíquica e física, existem ofícios que são naturalmente inadequados à mulher, exceto para as muito vocacionadas para estes ofícios, o trabalho feminino deve ser coerente com nossa constituição física e psicológica.

Para nossa natureza é uma temeridade mulheres atuarem em trabalhos onde muita força física seja fundamental e também que exija uma estabilidade psicológica, a qual por natureza não temos já que nosso organismo funciona por ciclos hormonais e fases como a lua. Daí se forçarmos nosso organismo como se não tivéssemos tal característica de fundamento, num momento mais frágil da vida desequilibramos nosso funcionamento metabólico, aí um sem numero de malefícios serão propiciados por conta dessa imprudência. O mais sensato a uma mulher que preze sua saúde e integridade física e mental é o a escolha harmônica a sua natureza.Claro que é uma tentação os apelos da cultura moderna a ambicionarmos e executarmos alguns ofícios que não tem nada a ver com nossa natureza, mas devemos antes de ceder a esses apelos ter o senso de cuidado conosco.

Imaginemos uma cólica menstrual no meio de um campo de guerra ou no momento de se estabelecer uma estratégia de combate, ou dar ordens em meio a uma TPM, absorventes higiênicos e duchas de higiene intima ocupando o lugar de uma mochila que deveria levar alimentos, medicamentos e munição, e ainda uma sangria numa expedição de marcha, e sem banho… Existem muitas coisas que podemos e devemos fazer, mas não são todas… Numa carreira militar podemos cuidar e curar os feridos, podemos nutrir e dar à base burocrática imprescindível as forças armadas, mas não há porque pegarmos em armas muito menos nos impor cargos que exijam uma racionalidade que se choca com nossa emotividade natural, as mulheres yang fazem tais trabalhos sem adoecerem porque a Mãe Natureza as dotou para isto, mas são exceções, a regra da natureza é a mulher ser “Yin”, isso não é pior nem melhor que o “yang”, é só uma diferença.

Modismos podem nos masculinizar, podem adoecer nosso organismo, para termos autonomia, liberdade e respeito ante a sociedade não precisamos perder nossa feminilidade, os trabalhos compatíveis a nós são insubstituíveis, se não formos nós a fazê-los serão os homens, porque nossos trabalhos são imprescindíveis à humanidade, os homens que nos “substituem” em nossos trabalhos enquanto migramos aos deles, eles ficam em médio prazo mais femininos, vão aos poucos se tornando “yin”, não há porque invertemos a ordem da Mãe Natureza. Busquemos nos profissionalizar nos ofícios que somos aptas por natureza e seremos competentes e bem sucedidas de fato.

Deixemos que os machos façam a parte deles, os trabalhos de macho, e façamos o nosso de fêmeas, para o nosso próprio bem não é bom sermos susceptíveis a ideais torpes e/ou infantis. Quem é boa naquilo que faz acaba por ganhar dinheiro e estar empregada sem se sentir sobrecarregada. Nossa natureza nos garante sermos boas em inúmeros ofícios talhados ao “Yin”, o mundo precisa dos nossos trabalhos feitos por nós e o dos homens feitos por eles, não há porque competirmos e empacarmos na vaidade tola de ocupar cargos que por natureza deveriam estar ocupados por eles, nem o inverso, claro… Creio que por natureza já somos boas o suficiente quanto seres “yin”, não precisamos copiar os homens no comportamento e desempenho profissional ”yang”. O ser complementar que a Mãe Natureza destinou à nós são ótimos realmente, podemos admirá-los, mas exceto os casos de mulheres “yang”, é melhor não imita-los, para o nosso bem…

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 03:59

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O trabalho é a base da cidadania feminina

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Fraternas,

O trabalho feminino é fundamental para a economia de um país e para uma família prosperar.

Houve épocas onde a vida foi mais simples e barata, hoje para a maioria dos homens é impossível sustentar sozinho uma família, mas mesmo que ainda houvesse a possibilidade do homem ser o único provedor, mesmo sendo das classes mais abastadas, ainda assim o trabalho feminino seria imprescindível, pois nenhuma mulher é de fato autônoma e emancipada sem ter seu próprio dinheiro, sem sustentar sua boca e demais despesas básicas da sobrevivência, e convenhamos, não é justo jogarmos nas costas dos nossos homens as contas de nossas vidas, somos donas de nossas vidas, portanto somos nós mesmas que temos que pagar por vivê-las e podemos pagar, já que podemos ganhar nosso dinheiro com nosso próprio suor. Hoje não existe nenhum impedimento para a mulher trabalhar, ao contrário, existe incentivo por leis ao trabalho feminino. Apenas crianças, anciãs, deficientes físicos e mentais e enfermas com total incapacidade para o trabalho é que podem viver com recursos não próprios de resto todos indistintamente devem exercer o direito e dever de se auto-sustentar, ser provedora de si mesma é uma decência ética e obrigação moral da mulher que queira ser cidadã de fato. Para nosso próprio bem não devemos buscar atalhos escusos para sobreviver, já temos o caminho, e o caminho para a dignidade cidadã é o do trabalho.

Infelizmente, ainda hoje inúmeras as mulheres não têm preparo profissional e/ou vaga no mercado de trabalho formal, e pior, muitas de nós trabalham em ofícios totalmente absurdos à natureza yin da maioria das mulheres, como as cortadoras de cana e militares por exemplo. No Brasil ainda não há a devida valorização para o trabalho feminino, embora haja alguns investimentos, a mão de obra feminina não é respeitada como deveria, já que sempre fomos, exceto pelas parasitas “sinhazinhas” e “dondocas”, uma das forças que geraram e geram a riqueza do país. Não só uma melhor preparação profissional garantiria melhor aproveitamento de nossa força de trabalho e com melhores rendimentos para nós e para o país, mas também que nossa profissionalização e cargos fossem coerentes com nossa natureza psíquica biológica. No entanto, esses problemas podem ser resolvidos a nível coletivo via sindicatos e individual com a garra de cada mulher em superar dificuldades externas, lembrando que, quem pode enfrentar um parto pode enfrentar um pouco mais e de jeito nenhum se pode fazer de corpo mole, a menos que seja uma comodista preguiçosa ou má intencionada fazendo o charme oportunista de sexo-frágil para levar vantagem sobre ingenuidade alheia. Feminilidade não é debilidade, é apenas um conjunto de características psíquicas e biológicas de fêmea que não nos impede de trabalhar, apenas determina algumas coisas quanto ao nosso trabalho, como o tipo de trabalho que podemos ser de fato competentes sem danificar nossa saúde e prejudicar nossa família e o ritmo do trabalho que tem que estar harmônico com nosso ciclo hormonal de fertilidade.

Fraternas, nós gostamos de participar do mundo e isso demanda compromisso com o mundo, principalmente via trabalho remunerado ou mesmo no trabalho sem retorno material no caso de herdeiras, como em tantas e tantas culturas as mulheres sempre trabalharam e trabalham sem morrerem por causa disso, também nós não morreremos, ao contrário ficaremos cada dia mais saudáveis e belas, pois mente parada é casa do tédio, corpo parado fica feio e doente. Nossa mente e corpo necessitam de solicitação, de estímulos para seu desenvolvimento intelectual, beleza e saúde. Se não usarmos nossa cabeça ela fica burra ou louca. Se não usarmos nosso corpo ele fica disfuncional, disforme e caquético. O ócio mental e físico, a inércia, entedia e envelhece a mulher, envelhecer é natural mais não antes do tempo e nem com doença e feiúra… Afinal quem usa seu corpo e mente de forma dinâmica e harmoniosa pode envelhecer no tempo certo com saúde e beleza e os múltiplos trabalhos cotidianos ajudam muito nisto. Quem trabalha para seu sustento e nos cuidados às pessoas de sua família, não tem tempo para envelhecer prematuramente, as emoções advindas de um cotidiano de realização de seus potenciais como ser atuante, autônomo e útil é uma fonte regeneradora de vida.

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 03:51

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“A dupla jornada de trabalho”

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Fraternas,

Muitas mulheres rejeitam os trabalhos domésticos e passam para outros as tarefas do seu lar, mas as mulheres que não têm essa possibilidade acabam acumulando o trabalha formal com os domésticos. Para muitas a dupla jornada parece ser uma coisa terrível, mas se olharmos de um ponto de vista que considere a natureza feminina, se pode ver que isso não é nenhuma aberração. Para nós é extremamente saudável, claro que não estou falando de nada abusivo, pois o excesso de trabalho seja ele qual for é péssimo para a saúde de qualquer um, a dupla jornada que falo é a possível para mulher, sem exaustão, sem estafa, e até com a ajuda dos membros da família para evitar debilitar sua saúde. No caso de mulher com família muito trabalhosa e/ou que o trabalho formal seja muito desgastante, se faz imperiosa uma relativa divisão de tarefas com seu homem e até uma assessoria terceirizada, mas nunca abstermos da dupla jornada de trabalho. É ela que nos estimula ao crescimento interior e prosperidade, nos garante independência econômica e financeira e fundamenta os nossos cuidados para com a nossa família, isso é uma ótima oportunidade de aprimoramento, uma dádiva e não um castigo. Afinal, tudo no seu tempo e lugar vai bem. Só vai mal se ficarmos neuróticas por carreirismos, viciadas em consumo ou compulsivas nos escravizando a nossa própria família e a casa.

Fraternas, nós mulheres temos uma grande virtude natural, nossa conformação cerebral, e capacidade motora nos possibilita sermos multifuncionais, isso é: temos o poder de fazer muitas coisas diferentes ao mesmo tempo. Se abrirmos mão dessa versatilidade motora cerebral, violentamos nossa própria natureza, perdemos uma característica feminina muito preciosa, isso nos faz imprescindíveis como seres humanos complementares à sobrevivência de nossa espécie e co-autoras da cultura humana. Com nossos múltiplos talentos e trabalhos não só podemos ganhar nosso sustento e cuidar amorosamente de nossos entes queridos, como também evoluir nossa cognição e sensibilidade. Não é sacrifício realizarmos o que nossa própria natureza nos equipou em nossos cérebros para realizar. Portanto não nos matam tais afazeres, longe disso, nos fortalece internamente e no plano social também.

Não há duvidas que inúmeras mulheres estejam hoje sobrecarregadas, mas isso não é porque realizam muitas e diversificadas atividades, e sim porque acumulam com a parte que deveria estar a cargo do seu homem, bom… Muitas não têm homem, então cumprem o duplo papel de gênero e de únicas provedoras da família, por exemplo, isso é uma lástima, já que o bom mesmo seria se todas as mulheres tivessem a boa sorte do amor conjugal em paz, muitas até têm maridos, mas o acordo entre eles não está lá muito bem negociado e acabam por acumular os papeis naturais dos dois gêneros. Esse assunto deve ser para um outro texto porque esbarra outras questões estruturais da relação homem e mulher que não seriam pertinentes a essa reflexão.

Não faz mal a dupla jornada de trabalho para nós, podemos nos referenciar as mulheres trabalhadoras e mães de família ou clãs de varias etnias e culturas modernas e antigas que mantiveram a ordem natural de complementaridade entre os sexos numa produtividade fora e dentro de casa, normal, sem dramas ou crises de nervos. O trabalho fora de casa amplia a compreensão da mulher sobre o mundo e sobre sua importância e responsabilidade nele, a estimula ao aprimoramento da inteligência emocional e racional, fora que lhe faz independente psicologicamente e de grana. O trabalho em casa a humaniza, desenvolve as capacidades sensíveis e a intuição, a mantêm com profundos vínculos afetivos com os seus e isso rola em mão dupla.

A lida trabalhadora fora e dentro de casa nos nutre a versatilidade ante o mundo, para o nosso próprio bem e o dos nossos amados. O que é do feminino não nos causa malefício, portanto não há porque menosprezar nossa poli Valencia.

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 03:40

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“Eu sou dona do meu nariz!” (será?)

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Fraternas,

Não há coisa mais bacana para uma mulher que ser dona do próprio nariz, assumir seu nariz é assumir seus atos com todas as conseqüências inerentes, é ser adulta de fato.

Infelizmente, inúmeras mulheres vivem hoje numa situação muito deprimente, inúmeras mulheres não são donas nem do ar que respiram quanto mais do próprio nariz, isso se deve ao caos em que estamos todas imersas num mundo cheio de misérias e falta de oportunidades que valham para a verdadeira emancipação do ser humano feminino. Não creio que devamos arranjar culpados para algo que nós mesmas temos responsabilidade, pois que nunca há vitimas se aceitamos a existência da injustiça, há cúmplices, isso sim, e também por que não somos seres coitadinhos, a historia das mulheres prova que sempre fomos seres com bastante poder de mudança ante as circunstancias, até as desfavoráveis, pois a historia das mulheres abrange inúmeras matrizes étnico-culturais, inclusive as onde as mulheres sempre foram livres e elementos fundamentais e atuantes da sociedade como um todo. Bom… Esse papo é para um outro texto sobre nossas múltiplas historias… O que me vem a mente neste momento é sobre isso de ser mos “donas dos nossos narizes”.

Numa indagação aos meus botões, penso que para alguém ser dona do próprio nariz, antes de tudo teria que ser dona de seu corpo inteiro e de sua mais intima vontade, isso pressupõe sustentar-se, prover-se, e assumir todas as responsabilidades de sua vida. Então nesse caso nem todas as mulheres poderiam se intitular donas do próprio nariz, já que ainda muitas vivem tristes realidades da falta de oportunidade de se apossarem de si mesmas, e da feia realidade das mulheres que têm oportunidades, mas se entregam a pobreza moral de buscarem a carteira do homem para serem bancadas numa espécie de prostituição velada, fazendo do seu corpo uma coisa de uso sexual e de seu tempo vital um ócio improdutivo como dama de companhia sexy em baladas ou outros eventos torpes.

Mulheres que não buscam seu sustento com o suor de seu rosto gastando seus próprios neurônios e tempo nisso, que vivem de aproveitar da carteira alheia direta ou indiretamente, cavando presentinhos, ajudinhas e outros, não podem dizer que são lá muito donas de nada em si, em algum momento ate sua vontade será desconsiderada, e aí se revoltarão reivindicando autonomia de decisão e liberdade de opção, mas esses bens não materiais não são para quem quer, e sim para quem pode, não falo de uso do corpo como coisa de barganha, falo de poder sobre sua própria vida, falo de conquista. As vezes parece que é mais fácil ir pelo caminho da auto exploração como coisa sexual e levar vantagens com isso, parece que a auto exploração sexual dá atalhos alternativos a dura caminhada pedregosa da vida, mas não é bem assim…, pois nada pode substituir a verdadeira autonomia, no final o barato sai caro.

Creio que para sermos donas de nossos narizes temos que viver com nosso próprio dinheiro e sustentar firme essa opção de vida, mesmo que isso signifique viver uma vida mais austera, sem muito glamour consumista, o qual, infelizmente, inúmeras mulheres estão já bem viciadas. A dependência econômica e a financeira são as tias da submissão e da infelicidade, a mãe é a ignorância e o pai é o nosso ego mesquinho, ganancioso e miserável. Lembrando que: quem barganha com seu corpo em algum momento não poderá mais o fazer, pois que sua mercadoria perde o valor com o passar do tempo, e com isso perde o poder de viver do suor masculino, os homens são generosos, mas quando o jogo é de política sexual, eles não são bobos, só compram o que lhes serve para a finalidade que lhes foi oferecida.

Para o bem estar femil, o mais sensato é arregaçar as mangas e trazer a boca o alimento ou consumir balangandãs com o dinheiro gerado pelo próprio suor, assumir seu nariz pra valer é assim, mesmo que seja a principio mais difícil e trabalhoso, ainda assim vale a pena, pois esse é o caminho garantido para a verdadeira emancipação feminina, o resto é só tonteria.

Fraternas, enquanto nós nos aceitarmos como mulheres que se proclamem donas dos próprio narizes, mas que vivam na aba dos homens, os vendo como burros de carga, nem podemos nos levar a sério. Realmente não é necessário sermos parasitas, e pior, posando de emancipadas. Não precisamos de tutelas econômicas estatais nem privadas, nem precisamos sugar as carteiras dos nossos homens, não somos incapazes, podemos trabalhar… Ninguém vai morrer por causa disso, morre-se sim por infelicidade, e até de intoxicação de antidepressivos e outras drogas “mascaradoras” da infelicidade, e esse é o destino das coitadas que resolvem não pegar o preço de serem donas do próprios narizes. Melhor mesmo é pegar no pesado do que ir pelo ilusório caminho da vida “fácil”. Talvez dando nosso exemplo, possamos assim incentivar as adolescentes a não trilharem tal caminho nefasto, né?

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 03:13

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“Isso é uma questão de honra!” (será?)

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Fraternas,

Esta é uma das frases mais executadas no repertorio da mulher atual, no entanto isso demanda uma boa reflexão para encontrarmos a verdade que permeia esse clamor, pois será que realmente esta frase tem a ver com uma afirmação de valor de fato? 

 

Noto que falamos de honra muitas vezes de forma leviana e sem a devida noção do que seja seu significado e para pormos em pauta uma determinada questão, mas pode não ser por defesa da honra, mas apenas por insana teimosia e intransigência, tipo um capricho mascarado por coisa de tanta importância como honra para uma mulher. Afinal desde tenra infância aprendemos por condicionamento a bater o pé e fazer bico, só que quando pequeninas não damos nenhuma justificativa para nosso querer sem mais porque, crianças são mais sinceras…

Segundo o que suponho ser a virtude da honra, ela é um misto de honestidade, integridade, dignidade e solidariedade para consigo e os outros, que guarda em si princípios e valores morais, é só é de fato verdadeira quando é manifesta diante das circunstâncias da vida na postura de uma pessoa e não só por discursos exibicionistas e vãos, mas nas práticas cotidianas ante as situações da vida, se conseguimos alcançar isso, temos a recompensa de nos sentir contentes conosco, e isso é muito agradável, nos leva a paz internamente. Honradez é como o inverso da corrupção, da falsidade e da mesquinharia. É difícil manter essa disciplina, mas não é impossível…

Desde que o ser humano sacou que para enfrentar a realidade circundante com todas as suas intempéries naturais, predadores e mais a disputa pela vida entre os demais grupos humanos, que se estabeleceram alguns códigos de relacionamento humano para que juntos ficassem mais fortes e vitoriosos, isso não compreende só a homens, mas mulheres também, tais códigos se basearam fundamentalmente no senso de ética dos grupos, e moral por efeito. A partir do senso desenvolvido pela necessidade de sobrevivência, regras, normas, padrões de conduta, leis, foram sendo criados, nisso o conceito de honra foi se formando flexivelmente nas culturas.

Bom…, dar valor a honra é bacana, zelar por sua honra é mais bacana ainda, mas aí tem de cultivar em si essa virtude moral, disso pressupõe abrir mão de uma série de prazeres e liberdades. Será que estamos mesmo a fim de termos questões de honra? Elas demandam , mesmo que não gostemos, muitas responsabilidades indigestas sobre nossos próprios atos. Não se pode firmar o pé em nome de nossa honra, sem ser honrada de fato, pois isso não passara de capricho teimoso, mulheres não são crianças de colo…, por tanto fazer manha não tem consistência, não vai valer para de fato se resolver qualquer problema na lida adulta com as pessoas e com o mundo.

Ter honra é questão de decisão interna, de escolha a decidir não seguir os apelos do ego faminto. Não ter honradez é bem mais fácil e efemeramente prazeroso do que ser honorável e ter que se privar de inúmeros prazeres imediatos. Bom isso ainda nós mulheres temos que decidir, mas uma coisa é certa, bradar “Isso é uma questão de honra!” só faz sentido quando se tem honra a zelar.

Contando que essas palavras tenham sido algo útil ao nosso bem estar quanto mulheres, subscrevo-me,

Cordialmente,

Símia Zen.

Written by Símia Zen

08/01/2011 at 02:57

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