Reflexões Femininas

Uma palavra sobre o aborto – Por Maurício Trindade

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Maurício Trindade  - Textos AntigosTexto que fala da ideia mais conservadora que eu tinha em torno do aborto, este “tinha”, é somente quanto a legalidade, não quisesse que fosse legal, apenas admito hoje que o aborto tem possiblidades de ser legal, e procuro levantar a questão da opinião masculina.
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O feminismo tem no aborto um de seus principais pontos de discussão. É claro que o aborto, neste caso é muito mais uma questão de auto-afirmação do que necessariamente uma questão prática, ou seja, muitas defendem a legalização do aborto não tanto porque podem vir a precisar um dia, mas sim pela ideia de que a mulher tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo. Essa visão é bastante egocêntrica, pois não se deve considerar o feto como uma extensão do corpo da mãe, um parasita, o feto é um ser humano em formação, outro individuo e é preciso respeitar o direito à vida. Neste caso as mulheres se valem da condição biológica exclusiva que é a capacidade de engravidar para impor suas vontades e decidir sobre o direito de vida ou morte de um ser humano, isto funciona como uma forma de poder egocêntrico e chantagista por parte do movimento feminista. Diz-se aquela frase “sou contra o aborto, mas a favor da sua legalização”, existe coisa mais hipócrita? Não dá para dizer uma coisa querendo atenuar a outra, deve-se tomar partido. Não seria mais honesto dizer “sim, sou a favor do aborto” ou somente “sim, sou a favor da legalização do aborto”? Pois a pessoa que realmente é contra o aborto não se mostra favorável a sua legalização. Na nossa legislação há vários meios de aborto legal, no caso de violência sexual e gravidez de risco para a mãe, ainda poderá ser legal o caso de aborto de bebês anecéfalos, dependo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Podem dizer que é hipocrisia se mostrar contra o aborto e, no entanto, ser favorável ao aborto no caso de a mulher sofrer violência sexual, como se neste caso a vida em formação fosse descartável. Na verdade, no caso de aborto legal, eu considero que a prática do aborto deveria ser somente em último caso, assim a mulher que é vítima de estupro deveria receber acompanhamento psicológico a fim de se evitar o aborto e o direito mais legítimo, neste caso, seria o de a mãe não criar a criança se não a quisesse, já que não a planejou ou nem sequer engravidou por ato de sua responsabilidade. A criança poderia ser entregue para adoção. Para que interromper uma vida se há tantos que a querem ter para criá-la? E o que considero hipocrisia mesmo é a pessoa, ainda que reconhecendo o valor da vida humana, se mostrar a favor da legalização do aborto apenas pelo fato de a mãe não querer ter o filho, como se neste caos a criança não tivesse o direito à vida. Podem ainda argumentar que com a prática do aborto sendo proibido quem sofre mais as conseqüências são as mulheres de baixa renda que procuram lugares precários para realizar o aborto, correndo o risco de vida. Ora, as mulheres que afirmam isso parecem ter o espírito bastante altruísta… Elas sabem que se engravidassem iriam procurar uma clínica bem equipada e confiável para realizar o aborto, mas elas se preocupam é com as moças pobres que não poderão fazer o mesmo. Se o problema é somente este, então deveriam se preocupar mesmo é com a igualdade social… No entanto falo sério mesmo, se nossa mão esta ferida, antes tentar remedia-la do que cortá-la fora, mas parece que mulheres feministas querem o caminho mais fácil, o do engravida-aborta, simples assim, quando que a educação a informação são veículos que podem ser muitos mais eficazes para se evitar a gravidez e se mesmo com isso as mulheres engravidam é fruto do seu ato impensado, consequência que ainda não estamos num estágio avançado da educação sexual e do planejamento familiar, a proibição do aborto deve ser como exemplo para que outras pessoas possam agir com responsabilidade e pensar na consequência de poder ter um filho. O fato é que se deve prezar pela vida humana.DIGA NÃO AO ABORTO.
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Maurício Trindade
29/11/2008
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Fonte:  Este texto de Maurício Trindade foi publicado originalmente no blog Circumspectus em 29/11/2008. Devido a reforma que o autor está empreendendo no Circumspectus seu acervo antigo ficara locado por concessão do autor por tempo indeterminado no blog Reflexões Femininas.
Por sua positiva parceria e generosidade para conosco, muito obrigada, Maurício Trindade! :}
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Written by Símia Zen

21/04/2013 às 08:30

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