Reflexões Femininas

A Terceira Grande Onda. – Por Leo Semp

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1656351_10200533270612748_87149761_nEm termos Econômicos e Políticos estamos vivendo no mundo a terceira onda. A primeira onda foi a agrícola e durou cerca de 6.000 anos. Foi uma época marcada pelo uso e valorização da força humana, e aonde também predominou o trabalho escravo. Usava-se essa força para própria sobrevivência e principalmente para o enriquecimento de outros. O principal elemento de riqueza era a terra. A segunda e grande onda foi a Industrial que teve seu inicio em por volta de 1700 e se estendeu até 1950. Período marcado pelas relações industriais, criação de processos de produção e sistemas de gerenciamento. Principal foco era produzir mais em menos tempo pelo menor custo, sendo o elemento principal o capital. A terceira e acredito ser a maior onda é a do Conhecimento. É a onda que valoriza o ser humano pelo seu conhecimento e competências, na qual a evolução da tecnologia permite a troca de informações rápida e sistematizada. Seu elemento principal é o capital humano. Conhecimento é poder quando gerenciado e aplicado da forma correta. Transformando dados em informações. Aquele que tem a maior capacidade de capturar, discernir, gerenciar e reaproveitar informações (conhecimento) terá o maior valor agradado. O conhecimento é a base da economia e da política mundial nos dias atuais. Hoje um comunicado que levaria dias e semanas para chegar a todos os integrantes de uma corporação, levará segundos , por e-mail.

Este é um resumo da plena certeza que tenho da necessidade de discernimento. Discernimento é tudo. Pensar antes de falar e refletir antes de agir é fundamental. E isso associado a capacidade de gerenciar tudo dentro do tempo disponível e sem tropeços. Entende?

Percebemos que no mundo atual aqueles que conseguiram agregar os três elementos destas três ondas, são os mesmos que se perpetuam no poder. Força Humana, o capital e o conhecimento. Com estes três elementos se faz uma guerra e se vence ela. Com eles governantes escravizam milhões, dando aos mesmos, a sensação de prosperidade.

A historia prova a existência destes três elementos, alguns em maior predominância, sempre de mãos dadas. O Império do Egito, O Império Persa, O Império Romano etc…Todos se estabeleceram e caíram pela Força Humana , pelo Capital e o Conhecimento.

Mas nenhum imperador destes grandes impérios, tinha em suas mãos a capacidade de gerar informações em um espaço tão curto de tempo por um custo tão baixo, como eu e você hoje. E não é preciso nem citar os grandes avanços tecnológicos.

Porém alguns homens se destacaram no mundo, em diferentes épocas, e mesmo sem toda tecnologia disponível de hoje. Com grandes descobertas , invenções e ações. O grande diferencial deles não estava na capacidade de absolver conhecimento e sim na capacidade de Entendimento. Eles sabiam interpretar toda conhecimento e usa-lo em seu favor ou de outros. Alguns beneficamente outros não. Entende o que precisamos hoje?

Se você e eu desejamos sobreviver no mundo atual, a Tsunami de Informações e Conhecimento, a esta Terceira Grande Onda. Precisamos mais do que capacidade de armazenamento. Precisamos de Entendimento Aplicado. Não vai adiantar ficar correndo de um lado para o outro , ou se debatendo como alguém que esta se afogando. Se desgastando em debates infinitos e repetitivos.

A busca do Entendimento é mais vantajosa do que o acumulo de informações .

O grande diferencial: Entendimento. Preciso muito disso…

Leo Semp

Written by Símia Zen

03/03/2014 at 03:35

Como tratar uma mulher honrada caso você encontre uma – Por Jason X – Richard Fitz

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familia - CópiaEu sei que mulher exceção no mundo de hoje é muito difícil, porém acredito que muitos idealizam formar uma família. Se quiserem fazer isso terão de encontrar uma mulher honrada que vale a pena todo o investimento. Não digo para deixar a sua vida girar em torno disso, até por que ter uma família não é sinônimo de felicidade. Muitas pessoas importantes já foram solteiras, como Paulo e Jesus, e isso não os fazia infelizes. Porém, muitos não querem sair do mundo sem deixar um legado, uma parte de seus genes, uma prole. E você sabe que para gerar uma prole você precisará de uma fêmea que cuide dos seus filhos e esteja do seu lado. Por isso como tratar a mulher que você escolheu para ser mãe de seus filhos?

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1 – IMPONHA A SUA AUTORIDADE COMO CHEFE DE FAMÍLIA, MAS TOME CUIDADO PARA NÃO AGIR COMO UM TIRANO. 
A mulher precisa estar sob a autoridade de um homem para ser feliz, entretanto para que a mulher reconheça sua autoridade, você deve agir de uma maneira a impor sua autoridade. Se o cara é um borra-botas que não toma decisão, não tem iniciativa e é inseguro, a mulher não o verá como uma autoridade. Isso gerará insegurança na mulher, pois para que ela se sinta segura, ela precisa ver que está do lado de alguém superior a ela no que diz respeito a tomar decisões. Ela precisa ver-lhe como um líder, não como um inseguro que a deixa mandar.


Nesse ponto é necessário cuidado. Alguns tentam impor sua autoridade de maneira tirano, tipo: “Você tem que me obedecer e pronto”. Desse jeito, dificilmente você conseguirá real submissão dela. Ela pode até te obedecer, mas fará isso por medo. A real submissão por parte dela não virá através do MEDO, mas através da CONFIANÇA e do RESPEITO.

 
2- COMO AGIR CASO ELA QUESTIONE SUA AUTORIDADE E SE TORNE INSUBMISSA 
Algo importante a fazer é ter uma conversa franca e séria com ela.


Conversa franca e séria, não é sinônimo de DR. Diga a ela que precisa da cooperação dela para que as coisas andem direitas, demonstre insatisfação com a atitude dela, mas diga que confia que ela irá melhorar. Dependo do caso, pode ser necessário mais do que uma simples conversa, talvez ela precise ver na prática como a insubmissão dela a prejudica.


Exemplo: ela comprou a bolsa que você disse para ela não comprar. Simplesmente diga: “Ótimo, agora vamos cancelar aquela viagem que faríamos mês que vêm.”


3 – CUMPRA SUAS PROMESSAS E SEMPRE MANTENHA A PALAVRA APESAR DELA TENTAR FAZER COM QUE VOCÊ MUDE DE IDÉIA

Se você, como chefe de família viu que a sua decisão é a melhor para todos a mantenha. É de se esperar que uma mulher realmente honrada aceite suas decisões, mas ninguém é perfeito. Por isso mantenha a palavra, apesar das tentativas dela de te fazer ceder. Com o passar do tempo ela verá que suas decisões são sempre as melhores para a família e que não adiante te fazer mudar a maneira de pensar.



4 – NÃO SEJA INFLEXÍVEL, CASO ELA TENHA UMA BOA SUGESTÃO, LEVE EM CONSIDERAÇÃO

O que eu disse acima não significa que você precisa ser inflexível. Como uma mulher honrada, ela pode ter boas sugestões sobre certos assuntos, caso você veja vantagem as acate. No passado, o patriarca Abraão não sabia como lidar com um problema, Deus virou para ele e falou: “Escute a voz de Sara”. O Todo-poderoso incentivou Abraão a ouvir a orientação de Sara. Como uma mulher honrada, talvez ela dê boas sugestões, conselhos, e te anime em momentos difíceis. Cuidado! Embora ela possa dar sugestões a decisão final cabe a você como chefe de família.


 
5 – DEIXE BEM CLARO QUAIS SÃO OS PAPÉIS PRIMÁRIOS DE CADA UM DENTRO DE CASA E SE APEGUE A ELES
O papel primário do homem é ser provedor e conseguir o sustento para o lar. O papel primário da mulher é cuidar da casa e dos filhos. Seja um profissional responsável, se desenvolva para dar o melhor para a sua família, tanto no sentido físico como no sentido moral/espiritual. Sua esposa, como uma mulher honrada, e seus filhos apreciarão seus esforços. Elogie a sua esposa pelo trabalho doméstico quando ela merecer, deve ser ótimo chegar em casa e ver a casa limpa e a sua comida preferida na mesa.


Embora esses sejam os papéis primários de ambos os sexos a pessoa precisa ser flexível. Talvez um revés econômico faça com que sua esposa tenha de trabalhar temporariamente para ajudar nas despesas do lar. Talvez a sua esposa fique doente e você precise arrumar a casa num momento de folga. Porém, nunca se pode esquecer os papéis primários de cada um.


 
6 – AME SUA ESPOSA E A SUA FAMÍLIA
Não estou falando para a pessoa ser um romântico meloso igual esses manginas modernos. Mas num casamento, o marido e a esposa nutrem fortes sentimentos um para o outro. A própria bíblia recomenda os maridos a “estar amando as suas esposas assim como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”. Existe espaço para um grau equilibrado de romantismo, até um: “Eu te amo” no momento certo pode gerar um sentimento agradável na esposa e pode ser algo inesquecível para ela. A esposa precisa sentir que você se preocupa com ela e está preocupado com os sentimentos dela. Proteja ela e sua família, ela esperará isso de você.



7- MANTENHA HONRADO O MATRIMÔNIO

Não a traia! Sei que alguns podem discordar comigo, mas se você estiver do lado de uma mulher que vale a pena, seja fiel.


Se ela for uma mulher honrada cumprirá com suas obrigações matrimonias e lhe dará sexo sempre quando o planejado.

Sei que o que eu disse aqui não se aplica a 99,99999999% das mulheres modernas, mas talvez algum dia esses concelhos sejam de ajuda para alguém. Acredito que foi mais ou menos esse modelo que ajudou a sustentar muitas famílias durante a história humana.
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Richard Fitz – Jason X, fórum Mundo Realista.
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Condição sexual e convivência humana I – Por Símia Zen.

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relação estérilFraternas e fraternos,

Na sequência postarei reflexões sobre o homossexualismo e bissexualismo masculino, e outras relacionadas ao choque de valores que se vê na contemporaneidade dentro desse tema, pois ultimamente estamos sendo testemunhos de um momento no mínimo surreal, onde conflitos absurdos [1] acontecem em nossa sociedade, por conta das reivindicações de pessoas que estão no cenário politico e na mídia buscando inserir leis  antagônicas aos valores culturais e religiosos da maioria das pessoas que compõe a sociedade brasileira, inclusive os contribuintes que sustentam toda a estrutura de nosso país e que gostariam de não ser apenas pagadores de impostos, mas também respeitados pelos políticos que sustentam, sobretudo sem  intervenção forçada de “modernidades” impostas na vida comum… Devido a isso, obviamente, se faz necessário a união de forças nas urnas, mas também a reflexão e comunicação viral  em  espaços virtuais (enquanto é possível…)  sobre as causas desse problema para compreendermos bem o problema que se apresenta e, a partir disso, tomarmos as devidas providencias via internet para ajudarmos dentro de nossas possibilidades a solucionar tais conflitos, naturalmente observando as premissas democráticas constitucionais e mantendo o senso de compaixão que é uma tradição valorizada individualmente nos sentimentos religiosos da maioria das pessoas brasileiras, pois o IBGE publicou no dia 29 de junho de 2012 o resultado do último censo [2], onde o IBGE contou 190.732.694 pessoas brasileiras, dos quais 167.106.971 pessoas da população brasileira se declararam cristãs, entre católicos apostólicos romanos, católicos ortodoxos e evangélicos em suas varias denominações, fora mais tantas pessoas brasileiras das demais religiões que também são avessas a: legalização do aborto, adoção de crianças duplas gays, Kit Gay nas escolas, legalização da prostituição, censura as religiões, ataques a célula familiar natural, legalização da maconha, vandalismo a símbolos religiosos, verba pública para parada gay, baderna pornô no espaço público, homens eunucos travestidos em banheiros femininos e outras coisas nocivas à vida humana em todas as opções e condições sexuais.

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Saudação brasileira,
Símia Zen.

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[1] – http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=x8tI_n1dT3s#

[2]- http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2170     e http://confins.revues.org/7785
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Written by Símia Zen

21/04/2013 at 08:54

Direitos paternos e o aborto – Por Maurício Trindade.

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Maurício Trindade  - Textos AntigosFalar de aborto nos induz a pensar primeiramente em ser favorável ou contrário a sua legalidade, no entanto, a campanha pró-escolha tem sido tão intensa que a lei tem sido incapaz de impor a moralidade sobre a proibição deste ato, e se somente o movimento feminista direcionar a legalidade do aborto, este será legalizado unicamente do jeito que o feminismo quer, por isso é preciso pensar na opinião do pai neste caso.
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História
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Nos direitos romanos, era permitido o aborto, porém, considerando a opinião do pai biológico. O Imperador Sétimo Severo pronunciou cerca de 211 D.C que uma mulher que teve um aborto deverá enfrentar exílio por ter abandonado a criança do marido.
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No século 4 A.C o Escritor Grego de Alexandria, Egito, Sopater, citou o advogado Lysias, que se referia a um julgamento em Atenas, em que um homem chamado Antigene acusava sua esposa de ter privado-lhe de um filho por ter um aborto.[1]
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A lei de alguns países sobre o aborto
Países como Egito, Guiné-Bissau, Irã, Iraque, República da coréia, Kwait, Arábia-Saudita, Marrocos, Síria , Turquia, Nicarágua e Emirados Arábes Unidos, todos têm leis que obrigam que o aborto seja realizado primeiramente com a autorização do marido, no entanto, em muitos destes países essa disposição pode ser ignorada se houver uma preocupação real com a saúde da mulher.[2]
Em diversos casos, em vários países homens tentaram impedir na forma da lei a mulher de abortar um filho seu, na maioria a tentativa foi frustrada.
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Discussão
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Advogados de direitos dos pais e dos membros do movimento dos homens muitas vezes argumentam que uma valorização da maternidade sobre os direitos paternos em muitos países ocidentais é um exemplo de discriminação sexual.
Uma mulher pode legalmente privar um homem de seu direito de se tornar um pai ou forçá-lo a tornar-se um contra a sua vontade.[3] Se um homem engravida a uma mulher com o objetivo explícito de ter um filho, de uma forma que e seja mutuamente consensual, então, seria moralmente inaceitável que a mulher possa ter mais tarde um aborto.[4]
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Além disso, no Brasil, existe a lei que obriga os pais a pagarem pensão à mulher grávida, sendo que o aborto possa ser legal, a mulher teria o direito de pedir pensão ao pai de seu filho ou abortar o filho desse mesmo pai sem a opinião dele.
Em relação aos casos em que os homens que não têm o desejo de se tornarem pais e foram obrigados a pagar pensão alimentícia, Melanie McCulley, uma advogada da Carolina do Sul, no seu artigo em 1998, “O Aborto masculino” : O suposto pai tem o direito de renunciar a seus interesses e obrigações para com o nascituro “, estabelecendo a teoria do ” aborto masculino “, no qual ela afirma que os homens devem ser capazes de encerrar as suas obrigações legais para as crianças indesejadas.
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Referência;
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Paternal rights and abortion
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[1] Riddle, John M. (1992). Contracepção e o aborto do mundo antigo para o Renascimento. Cambridge, MA: Harvard University Press.[2]Rahman, Anika, Katzive, Laura, & Henshaw, Stanley K. (1998). Uma revisão global da legislação acerca do aborto provocado, 1985-1997. International Family Planning Perspectives, 24 (2).[3] “Aborto e o pai” (nd). BBC: Religion & Ethics. Retrieved Maio 26 ,2006. (nd). BBC: Religião e Ética.[4] Harris, GW (1986). Pais e fetos. Ética, 96 (3), 594-603. Retrieved June 11, 2007.
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Maurício Trindade

02/06/09

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Fonte:  Este texto de Maurício Trindade foi publicado originalmente no blog Circumspectus em 02/06/09. Devido a reforma que o autor está empreendendo no Circumspectus seu acervo antigo ficara locado por concessão do autor por tempo indeterminado no blog Reflexões Femininas.
Por sua positiva parceria e generosidade para conosco, muito obrigada, Maurício Trindade! :}
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Written by Símia Zen

21/04/2013 at 08:51

Aborto, o que vamos fazer? – Por Maurício Trindade

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Maurício Trindade  - Textos AntigosTexto escrito quando quando começava a repensar o caso do aborto, na parte que se refere ao aborto só no setor privado, era uma forma de eu impor algumas condições a legalidade do aborto, mas as minhas condições atualmente se focam apenas na valorização da opinião masculina.
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A atual lei para o julgamento do aborto no Brasil à princípio é uma lei perfeita, dando a possibilidade de aborto legal no caso de a mulher ser vítima de violação sexual, o que lhe retira a responsabilidade pela gravidez, e também no caso de a gravidez oferecer riscos de vida à mulher (além disso a maior parte de os cidadãos e das autoridades concorda com a legalização de abortos no caso fetos anecéfalos), nos demais casos a lei prevê pena de um a três anos de reclusão, mas na prática esta punição raramente é empregada, em lugar disso a mulher pode receber pena de serviços comunitários, ou apenas ser indiciada, mas não presa, e se for presa pode pagar fiança e assim ser liberada, o que, na minha opinião, já estaria ótimo.
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No entanto, um argumento plausível levantado pelos que defendem a legalidade do aborto é que de fato não é a proibição que irá impedir uma mulher de fazê-lo, não podemos amarrá-la e obrigá-la a parir, por isso os que são pró-vida mais liberais sempre imaginam alguma solução mais eficaz para o caso do aborto, alguma revisão na lei que possa lhes tranquilizar a mente, com a certeza de que é o máximo que podem fazer. Eu poderia considerar que nem todas as leis são totalmente eficazes e que melhorando a situação social do Brasil, os casos de abortos não-legais seriam cada vez menos frequentes, e que poderia deixar tudo como está, ignorando os casos de aborto clandestino que poderiam ocorrer, que então seriam casos isolados, mas pensando na probabilidade de o movimento pró-escolha vencer esta disputa, vejo-me obrigado a pensar em em mais coisas.
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Uma ideia; aborto só no setor privado
Considerando a hipótese de o aborto vir a ser legal, teremos que analisar as possibilidades dentro deste contexto onde se permite o diálogo pelo grupo pró-escolha. Argumentemos que primeiramente que o aborto não poderia ser considerado um direito à saúde, visto que só poderia ser considerado assim no caso de gravidez de alto-risco, onde, de fato de fato se trabalharia pela vida de pelo menos uma das das partes, o feto e a gestante. No entanto, aceito pela forma da lei o argumento de que a mulher tem, sim, o direito de decidir, caberia a proposta de que o aborto só fosse realizado no setor privado, um procedimento pago pela própria gestante ou a outra pessoa que se dispusesse a pagá-lo, sem quaisquer financiamento por parte do estado. O que justificaria a isto é que de fato o aborto não pode ser tratado como um caso de direito a saúde como qualquer outro caso de pessoa que esteja adoecida e precise de atendimento na rede pública de saúde e que portanto não caberia ao estado arcar com as despesas deste procedimento.
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Além disso há outro fator, muitos contribuintes não concordam com muitas dos gastos feito pelo governo, o aborto seria um desses procedimentos que muitos não estariam de acordo. há grupos políticos que defendem a privatização do próprio sistema de saúde, onde cada cidadão pagaria pela sua assistência médica, tratasse de uma ideia no mínimo ousada, mas desses grupos políticos, muitos se mostram a favor de que o aborto seja legal apenas no setor privado, o que está de acordo com a ideia que muitos cidadãos tem de que não seja usado o seu dinheiro como contribuinte nas obras que não concordem que o estado faça.
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Ainda há o argumento de que se cabe somente a mulher decidir sobre seu próprio corpo, como dizem os grupos pró-escolha, então cabe somente a ela pagar por esta decisão, não ao estado.
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É claro que há questões que podem ser levantadas, como poderiam falar, por um lado, o movimento pró-escolha de que contaria somente os que tem dinheiro a praticar o aborto em segurança, e por outro lado argumentaria o movimento pró-vida que a vida humana se tornaria um comércio. Poderia ser contra-argumentado por um lado que esta medida seria em respeito aos cidadãos que não pretendem ver seu o estado empregando o dinheiro público neste procedimento e que isto não se trata mesmo de dever do estado visto que não se configura como um direito para saúde do indivíduo salvo nos caso de gravidez de alto-risco, como foi dito antes, e por outro lado poderia ser argumentado que seria melhor que a própria mulher pagasse por este procedimento do que todos os cidadãos. No mais, trata-se de uma ideia que no meu ver, é digna de ser discutida, independente de ser favorável ou não a ela.
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Outra ideia; aborto para os homens
Citado de outra fonte no livro Sexo, mentiras e feminismo de Peter Zohrab , capítulo 11, fala da opção para os homens caso não queiram ter filhos :
“O aborto masculino … é simplesmente uma forma de libertação, que pode ser assinada por ambas as partes em qualquer altura antes do acto sexual … seja nos momentos antes, ou seja meses antes. O aborto masculino estipula que o homem deseja continuar sem crianças, e se resultar gravidez da relação sexual com a signatária, ele fica livre de todos os compromissos e responsabilidades, sendo a responsabilidade de ser mãe, dela e apenas dela.”
Já que muitos grupos feministas afirmam que a mulher tem todo o direito de decisão sobre o aborto enquanto que a opinião do homem tem valor secundário, ao mesmo tempo em que defendem a obrigatoriedade de pensão alimentícia à mulheres grávida e aos filhos que o homem teve com esta mulher, seria viável para os homens ter uma forma de se livrar de todos estes compromissos, não é mesmo?
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Concluindo
Eu, particularmente, sou contra a legalidade do aborto, no entanto é preciso considerar a hipótese deste vir a ser legal, tamanha é a incapacidade que adquiriu a lei de impor o valor moral da proibição, e por isso penso nestas possibilidades que poderiam ser feitas para um mínimo de satisfação de ambas as partes, tanto os que são contra como os que são favoráveis ao aborto.
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Maurício Trindade
31/03/09
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Fonte:  Este texto de Maurício Trindade foi publicado originalmente no blog Circumspectus em 31/03/09. Devido a reforma que o autor está empreendendo no Circumspectus seu acervo antigo ficara locado por concessão do autor por tempo indeterminado no blog Reflexões Femininas.
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Written by Símia Zen

21/04/2013 at 08:47

Aborto masculino – Por Maurício Trindade.

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Maurício Trindade  - Textos AntigosMelanie McCulley, uma advogadoa da Carolina do Sul,¹ cunhou o termo aborto masculino em um artigo em 1998, sugerindo que à um pai deve ser autorizada a isenção de suas obrigações para com um feto no início da gravidez.² Este conceito se mantém a seu favor ( a favor do homem ) quando começa com a premissa de que quando uma mulher solteira fica grávida, ela tem a opção do aborto, a adoção ou maternidade; e defende, no âmbito da igualdade de gênero legalmente reconhecida , que as primeiras fases da gestação o putativo (suposto) pai deve ter os mesmos direitos humanos e os direitos dos pais a abandonar todas as responsabilidades financeiras futuras – deixando a mãe informada com as mesmas três opções. McCulley afirma:

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  • «Quando uma mulher descobre que está grávida, ela tem a liberdade de decidir se tem o nível de maturidade para assumir as responsabilidades da maternidade, se ela é financeiramente capaz de sustentar um filho, se ela está em uma posição em sua carreira para tomar o tempo para ter um filho, ou se ela tem outras preocupações que a impede de dedicar tempo à um filho . Após a pesagem de suas opções, as mulheres podem escolher o aborto. Uma vez que ela opta por abortar o feto, seus interesses do sexo feminino e obrigações para com a criança são extintas. Em contraste gritante, o pai não casado não tem opções. As suas responsabilidades com a criança começam na concepção e somente podem ser encerradas com a decisão da mulher de abortar o feto ou com a decisão de dar a criança para adoção. Assim, ele deve confiar nas decisões da mulher para determinar o seu futuro. O putativo pai não tem o luxo, o fato de após a concepção, de decidir que ele não está pronto para a paternidade. Ao contrário das mulheres, ele não tem saída “.
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O aborto masculino de McCulley é um conceito que visa equalizar o estatuto jurídico entre homens não casados e mulheres não casados , conferindo ao homem não casado por lei a possibilidade de “abortar” os seus direitos e obrigações para com a criança. Se a mulher decide manter a criança, o pai pode optar por não ser cortado todos os laços legalmente.
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Mauríco Trindade
13/05/09
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Male abortion – artigo
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Ver também:
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Direitos paternos e o aborto
 .
1. É curioso que este conceito tenha sido concebido originalmente por uma mulher, o que revela a desatenção dos homens para com seus direitos.
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2. McCulley, Melanie G. (1998). The male abortion: the putative father’s right to terminate his interests in and obligations to the unborn child. The Journal of Law and Policy, Vol. VII, No. 1.
 .
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Fonte:  Este texto de Maurício Trindade foi publicado originalmente no blog Circumspectus em 13/05/09. Devido a reforma que o autor está empreendendo no Circumspectus seu acervo antigo ficara locado por concessão do autor por tempo indeterminado no blog Reflexões Femininas.
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21/04/2013 at 08:42

Uma palavra sobre o aborto – Por Maurício Trindade

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Maurício Trindade  - Textos AntigosTexto que fala da ideia mais conservadora que eu tinha em torno do aborto, este “tinha”, é somente quanto a legalidade, não quisesse que fosse legal, apenas admito hoje que o aborto tem possiblidades de ser legal, e procuro levantar a questão da opinião masculina.
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O feminismo tem no aborto um de seus principais pontos de discussão. É claro que o aborto, neste caso é muito mais uma questão de auto-afirmação do que necessariamente uma questão prática, ou seja, muitas defendem a legalização do aborto não tanto porque podem vir a precisar um dia, mas sim pela ideia de que a mulher tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo. Essa visão é bastante egocêntrica, pois não se deve considerar o feto como uma extensão do corpo da mãe, um parasita, o feto é um ser humano em formação, outro individuo e é preciso respeitar o direito à vida. Neste caso as mulheres se valem da condição biológica exclusiva que é a capacidade de engravidar para impor suas vontades e decidir sobre o direito de vida ou morte de um ser humano, isto funciona como uma forma de poder egocêntrico e chantagista por parte do movimento feminista. Diz-se aquela frase “sou contra o aborto, mas a favor da sua legalização”, existe coisa mais hipócrita? Não dá para dizer uma coisa querendo atenuar a outra, deve-se tomar partido. Não seria mais honesto dizer “sim, sou a favor do aborto” ou somente “sim, sou a favor da legalização do aborto”? Pois a pessoa que realmente é contra o aborto não se mostra favorável a sua legalização. Na nossa legislação há vários meios de aborto legal, no caso de violência sexual e gravidez de risco para a mãe, ainda poderá ser legal o caso de aborto de bebês anecéfalos, dependo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Podem dizer que é hipocrisia se mostrar contra o aborto e, no entanto, ser favorável ao aborto no caso de a mulher sofrer violência sexual, como se neste caso a vida em formação fosse descartável. Na verdade, no caso de aborto legal, eu considero que a prática do aborto deveria ser somente em último caso, assim a mulher que é vítima de estupro deveria receber acompanhamento psicológico a fim de se evitar o aborto e o direito mais legítimo, neste caso, seria o de a mãe não criar a criança se não a quisesse, já que não a planejou ou nem sequer engravidou por ato de sua responsabilidade. A criança poderia ser entregue para adoção. Para que interromper uma vida se há tantos que a querem ter para criá-la? E o que considero hipocrisia mesmo é a pessoa, ainda que reconhecendo o valor da vida humana, se mostrar a favor da legalização do aborto apenas pelo fato de a mãe não querer ter o filho, como se neste caos a criança não tivesse o direito à vida. Podem ainda argumentar que com a prática do aborto sendo proibido quem sofre mais as conseqüências são as mulheres de baixa renda que procuram lugares precários para realizar o aborto, correndo o risco de vida. Ora, as mulheres que afirmam isso parecem ter o espírito bastante altruísta… Elas sabem que se engravidassem iriam procurar uma clínica bem equipada e confiável para realizar o aborto, mas elas se preocupam é com as moças pobres que não poderão fazer o mesmo. Se o problema é somente este, então deveriam se preocupar mesmo é com a igualdade social… No entanto falo sério mesmo, se nossa mão esta ferida, antes tentar remedia-la do que cortá-la fora, mas parece que mulheres feministas querem o caminho mais fácil, o do engravida-aborta, simples assim, quando que a educação a informação são veículos que podem ser muitos mais eficazes para se evitar a gravidez e se mesmo com isso as mulheres engravidam é fruto do seu ato impensado, consequência que ainda não estamos num estágio avançado da educação sexual e do planejamento familiar, a proibição do aborto deve ser como exemplo para que outras pessoas possam agir com responsabilidade e pensar na consequência de poder ter um filho. O fato é que se deve prezar pela vida humana.DIGA NÃO AO ABORTO.
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Maurício Trindade
29/11/2008
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Fonte:  Este texto de Maurício Trindade foi publicado originalmente no blog Circumspectus em 29/11/2008. Devido a reforma que o autor está empreendendo no Circumspectus seu acervo antigo ficara locado por concessão do autor por tempo indeterminado no blog Reflexões Femininas.
Por sua positiva parceria e generosidade para conosco, muito obrigada, Maurício Trindade! :}
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Written by Símia Zen

21/04/2013 at 08:30